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domingo, agosto 04, 2019

A Caça aos "Fantasmas" (também pode ser às "bruxas") no Jornalismo...


Sei que devo estar errado, embora não consiga ver nenhum "homem a morder um cão", nesta vontade que a comunicação social tem em caçar fantasmas, muitas vezes onde eles não existem...

Vou dar o exemplo de duas notícias que me deixaram a pensar nas férias. Uma foi o caso do ferido que perdeu a vida durante o transporte de helicóptero do INEM para um hospital. A preocupação de quase toda a comunicação social, foi o porquê do transporte aéreo não ter aterrado nos dois primeiros pontos de encontro. Embora não tenha descoberto o porquê (mas acredito que isso aconteceu apenas por questões de segurança da aeronave e dos seus tripulantes...). Não vi ninguém a referir-se ao estado físico do homem, que deve ter sido agredido de uma forma brutal - por isso não resistiu -, muito menos a apontarem o dedo ao agressor, o verdadeiro "assassino".

A outra notícia é recorrente, agora que estamos na época dos incêndios. Quase toda a gente procura encontrar falhas na acção dos bombeiros e da protecção civil, fingindo não perceber que mais de noventa por cento dos incêndios são provocados pela mão humana, e quase sempre de forma maléfica. Quase todos se voltam e apontam o dedo a quem procura "apagar fogos", esquecendo os incendiários...

(Fotografia de Luís Eme - Pinhal do Cabeço)

sábado, junho 29, 2019

O Poder e a Oposição entre o Humanismo e o Nacionalismo


O humanismo não defende, nem quer, o mesmo que o nacionalismo, é por isso que estão quase sempre em oposição, tanto na Europa, em África, na América ou na Ásia.

Se os humanistas ficam demasiadas vezes preso às ideias, os nacionalistas não descansam enquanto não são poder, para conseguirem criar todo o género de obstáculos a quem chega de fora - preferencialmente se vierem apenas com uma mão à frente e outra atrás.

Nestes tempos cheios de "anestésicos", as suas palavras chegam mais depressa aos ouvidos do "povo", que, por exemplo, a sucessão de imagens televisivas (talvez pela sua banalização...), que relatam mortes de crianças e adultos, no Mediterrâneo ou no Rio Grande.

É por isso que não estranho que no nosso país - onde não "existem" racistas nem nacionalistas - se critique a nova "invasão" de brasileiros, mesmo que a sua maioria venha fazer o trabalho que nós não queremos fazer (precário e mal pago...), tal como acontece nos países para onde emigramos.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quarta-feira, junho 19, 2019

Um Olhar Pelos Sorrisos dos Bastidores


Não sabia exactamente qual era o objectivo de todo aquele treino colectivo ao espelho. Eram só miúdas. Tanto podia ser um filme, uma telenovela ou um simples anúncio de publicidade.

Eu é que passei à hora errada naquele corredor e vi aquelas raparigas giras a construir o melhor sorriso e a melhor pose, para qualquer coisa, que se iria passar nos minutos seguintes.
Continuei a andar até chegar ao fim do corredor, satisfeito, porque os sorrisos, mesmo ensaiados, sabem bem...

(Fotografia de Luís Eme - Corroios)

segunda-feira, junho 10, 2019

Olhar a Publicidade como um Mero Artifício Social


Sempre olhei a publicidade como um mero artifício social, como algo que faz parte do nosso dia-a-dia, e que quando tem qualidade, consegue acrescentar cor, imaginação e graça aos nossos dias.

Sei que actualmente é quase impossível manter este olhar "inocente", pelo menos fora das ruas. Na televisão, por exemplo, a publicidade há já algum tempo que deixou de se limitar aos largos minutos publicitários entre programas, entra dentro dos filmes, das novelas e dos programas de entretenimento, de uma forma cada vez mais descarada. Mas nos cinema passa-se a mesma coisa, há grandes planos a focar a marca de uma bebida (tabaco nem por isso, porque quase que foi banido dos filmes...), um carro, um perfume ou um computador.

Há três ou quatro anos participei numa exposição e pediram-me duas fotografias para o folheto. Uma das escolhidas (a que ilustra este texto...), fazia publicidade a um banco, porque a instituição bancária ficava no final da praça e "apagar" o seu nome seria falsificar a história. Antes de me chamarem a atenção, nem sequer ligara ao pormenor, por que para mim era natural a sua existência. Mas o mais curioso, é que não se limitaram a chamar-me a atenção, cortaram a "publicidade" da fotografia nas provas do folheto, fazendo com que ela perdesse alguma da profundidade que tinha. Claro que não autorizei o "corte" e substitui a fotografia da Praça da Fruta das Caldas por outra...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

segunda-feira, maio 27, 2019

As Conversas de Segunda-Feira


Hoje durante o almoço falámos, naturalmente, das eleições. Da abstenção já crónica, mas também da tentativa, quase sempre frustrada, de "ninguém" ter o bom senso de admitir a derrota. Nem mesmo os partidos que traçaram objectivos claros (o CDS por exemplo além de querer o segundo deputado, queria muito ficar à frente de todos os partidos de esquerda...).

Mas também falámos do papel da televisão, nesta subida da percentagem da abstenção, que gosta mais de alimentar o "espectáculo" que a "informação". Infelizmente isso não acontece apenas nos canais mais populistas (CMTV e TVI), os outros (RTP e SIC), acabam por ir atrás, assim como os seus comentadores, alinhados com os interesses de quem lhes paga o lanche (o outro Luís, ingenuamente até foi capaz de dizer que alguns políticos que comentavam política e futebol o faziam de graça, a troco apenas de "tempo de antena". Claro que nenhum de nós foi na sua "cantiga"...). 

E se eu já sabia que o Fernando Rosas tinha muitos "ques" como historiador, acabei por juntar à minha "lista" mais três ou quatro episódios, pouco abonatórios, para quem investiga o século XX, oferecidos pelo Mário.

Mas a televisão alimenta-se sobretudo dos melhores comunicadores, que poucas vezes são os melhores jornalistas, historiadores ou políticos...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

domingo, maio 19, 2019

«Gosto dela de todas as maneiras»


Nunca tinha ouvido falar do "síndroma da Marilyn", mas depois de pensar um pouco, fiquei com a sensação de que esta designação até fazia algum sentido, mesmo que seja uma daquelas "doenças", mais metida com as metáforas da vida, que com a linguagem médica...

Quem conheceu a Zé com 20 anos diz que ela era das mulheres mais bonitas de Lisboa. Foi modelo e depois actriz. Gostava do que fazia mas irritava-a que fosse escolhida para papeis, sobretudo pela sua beleza. O talento pura e simplesmente era ignorado. Tinha medo que fosse sempre assim...

Durante uns tempos abandonou a televisão e foi fazer teatro. Adorou fazer um papel, que era quase de gata borralheira moderna, sem sonhar que lhe iria mudar a vida toda. Foi a partir daqui que tomou a decisão de deixar de usar maquilhagem e de fazer passagem de modelos. Pelo caminho deixou-se de dietas e começou a engordar uns quilitos.

Em menos de dois anos tornou-se uma outra pessoa. Curiosamente nunca mais a convidaram para qualquer novela televisiva. Foi crescendo nos palcos, ainda que quase ninguém desse por isso...

Depois foi mãe da Diana, engordou mais um pouco. E as amigas da moda quando a viam, faziam quase uma escandaleira e ofereciam-lhe quase sempre a mesma pergunta: "o que foi que te aconteceu?" Ela sorria-lhes e dizia que tinha decidido ser uma mulher livre, distante do mundo das "bonecas lindas de morrer".

Até os homens estranhavam aquela simplicidade e perguntavam ao Rui o que se passava. Ele dizia que não se passava nada. Alguns mais do "reino das bonecas" iam mais longe e até diziam que ele devia obrigá-la a fazer dieta. Ele sorria-lhe e desarmava-os com uma frase que diz tudo: «Não se preocupem, eu gosto dela de todas as maneiras.»

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, maio 16, 2019

Cambalhotas & Negócios da China


Estou a escrever ao mesmo tempo que a televisão transmite uma reportagem sobre os prédios da seguradora Fidelidade - comprada pelos chineses -, e os seus inquilinos, convidados a sair das suas casas de décadas...

Sei que não vale a pena ouvir a líder do CDS, Assunção Cristas, sobre estes problemas sociais, que têm afectado milhares de pessoas em Lisboa e no Porto. Apesar de ter sido graças a ela que se alterou a "lei das rendas", sei que não tinha qualquer problema em dar mais uma "cambalhota" e dizer que "a culpa é do Costa"...

A Cristas é um dos nossos melhores exemplos de políticos sem memória e sem carácter. É por isso que é capaz de discursar na Assembleia da República e nas Ruas como se fosse uma representante de um partido de esquerda e defendesse o povo...

Infelizmente é graças a estes "defensores do povo", que somos um dos países mais desiguais e injustos da Europa.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

terça-feira, abril 16, 2019

Esta Coisa da Liberdade Tem que se lhe Diga...


Sempre coloquei o direito à greve no mesmo patamar  do direito ao trabalho. Nunca gostei dos chamados "piquetes de greve", que tentam proibir, de todas as formas possíveis (inclusive utilizando a violência...) os trabalhadores de exercerem este seu direito.

Sei que a liberdade é outra coisa, oposta à tentativa de obrigarmos os outros a fazerem o que nós queremos...

Outro coisa cada vez mais perigosa, é o "alarme noticioso" (horas e horas a transmitir a mesma notícia...) que, neste caso particular, faz com as pessoas pensem que vem aí o caos e corram para as filas das bombas de gasolina...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quarta-feira, abril 10, 2019

"Patranhas" para Todos os Gostos...


A palavra "patranhas" que utilizei ontem foi motivo de conversa com um dos raros amigos que me fala das coisas que vou escrevendo por aqui (antes recebera um telefonema de um outro amigo, que a propósito da "lixeira" que mostrei do Caramujo, me falou da excelente exposição que está no Palácio Anjos em Algés, de Mário Cruz, fotojornalista premiado internacionalmente, sobre Manila e o seu "rio-esgoto"...).

Mas vamos lá às "patranhas".

Pegando no tema da justiça atirou-se logo à propaganda enganosa que durante anos fizeram da Polícia Judiciária (até disse que devia andar por ali dedo do Moita Flores...), considerando-a a melhor policia do mundo. Ofereceu-me estas palavras: «logo ela que tem "espatifado" uma data de investigações, devido à má construção dos processos, sempre com uma ou outra "ilegalidade" lá no meio, daquelas que dão jeito aos advogados habilidosos que a malta conhece da televisão.»

E depois mudou-se para o Turismo, para as nossas cidades que são as "melhores do Mundo". Agora que até Braga já é um dos melhores destinos do Mundo, acrescentando: «toda essa publicidade é paga por nós. E o que não falta por aí é gente interessada nestas "mentirinhas". Então as televisões pelam-se por notícias destas, alimentam-se com o melhor e o pior de nós. Mas felizmente não somos tão bons nem tão maus como nos pintam.»

Estava tão irritado que acabou a conversa a falar do "cozinheiro português marciano" (mais uma história mal contada, com o aproveitamento do "chef", que como toda a gente que enche a barriga com o mediatismo, quer é ser o melhor de qualquer coisa, nem que seja de "Alguidares de Baixo").

Felizmente não me falou de política e futebol, onde as "patranhas" ganham, a tudo e a todos...

(Fotografia de Luís Eme - Repito mais uma vez este lugar, por que continuo a pensar que não é por um Turco ter dito que a esplanada-restaurante do "Ponto Final" do Ginjal, tem a "melhor mesa do mundo", que ela passa a ser a melhor do mundo... por muito jeito que isso dê aos proprietários...)

sábado, janeiro 26, 2019

A Estupidez Crescente do Comentário Televisivo e a Banalização da Memória


Se há coisa que me incomoda ouvir nas ruas e nos cafés são as discussões doentias sobre futebol, quase sempre distantes do jogo em si, pois fala-se sobretudo de clubes e de árbitros. 

Sim, raramente ouço falar da beleza do jogo, da qualidade técnica dos jogadores ou da sabedoria dos treinadores (ou da falta de ambas as coisas...). 

O amor e o desamor pelos clubes torna impossível a existência de uma conversa normal sobre um jogo de futebol. A "cegueira" e a desconfiança (sempre que uma equipa é beneficiada a primeira coisa que se diz é que "o árbitro estava comprado"...) são mais fortes que tudo o resto.

O mais curioso, é que estas "discussões de café" são alimentadas diariamente em programas transmitidos nos canais de notícias dos principais operadores televisivos, com comentadores que são capazes de dizer hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, sem qualquer pudor.

O grave da questão é que esta "clubite", também é, cada vez mais, praticada na política, e pelos próprios dirigentes  partidários (muitos deles também comentadores televisivos, que têm o mesmo comportamento dos seus colegas do desporto, dizem uma coisa hoje e amanhã outra, completamente diferente, como se não existisse memória...

Só assim é que se percebe que quando o líder do maior partido de oposição apoia a existência de "pactos de regime", em áreas sensíveis como a justiça ou a  saúde, defendidas pelo Presidente da República, tenha a oposição de gente do seu partido, que prefere o "bota abaixo", a "intriga" e a "mentira", à defesa dos interesses e das condições de vida dos portugueses e de todos cidadãos que vivem no nosso país.

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, janeiro 09, 2019

O Triunfo (cada vez mais evidente) da Mediocridade


Este começo do ano tem sido pródigo em factos, que julgávamos difíceis de acontecer. No entanto aconteceram. E sempre com a televisão a querer fazer o pino (talvez estejam a fazer tudo para sobreviver a este tempo, em que podemos escolher o que queremos ver, e onde já se vê a internet na esquina, a querer tomar conta do "pequeno ecrã", que é cada vez maior e mais versátil...).

Desde a escolha para conversa, num programa matinal de entretenimento, do pior exemplo de um nacionalista (um nazi e bandido confesso...), ao telefonema do Presidente da República, para a apresentadora de um outro programa da manhã que se estreava - concorrente do referido anteriormente -, misturando os gostos do cidadão com os do representante máximo do Estado português. Ou seja, vale tudo na "conquista das audiências" e da "popularidade"...

E como tem acontecido nos últimos anos, a tendência é sempre de descer, de nivelar por baixo, com a desculpa mais que esfarrapada, de que "é disto que o povo gosta"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, janeiro 05, 2019

Não Sei se Foi um Teste, Mas...


Depois da tentativa de "branqueamento" do ideário fascista, através da figura de um nazista confesso, num dos programas televisivos mais populares, fico com a sensação que há mais gente do que o que parece, interessada (sabe-se lá porquê...) em forçar o aparecimento dos "populismos" que invadem a Europa, neste nosso canto.

Como já perceberam que não vão lá com "coletes amarelos",  utilizam outras "armas", com a conivência de alguns canais de televisão, amantes e defensores da "ideologia", debaixo da largura imensa da liberdade de expressão...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, novembro 21, 2018

A Cultura que não Enche Barriga...


Infelizmente as coisas não mudaram assim tanto, especialmente para os idealistas.

Não faltam por aí casos de gente ligada à cultura que passa mal, ou pelo menos que não se bate com regularidade com um bom bife carnudo, ou até com um pires de camarão, ainda que este se tem popularizado com o tempo...

Pensei nisto ao ver mais um episódio da excelente série portuguesa, "Três Mulheres", um bom retrato de época. Talvez não exista muita gente com a lata do Luiz Pacheco, sempre pronto a cravar "vinte paus" aos amigos e conhecidos, ou de Fernando Ribeiro de Mello (bem publicitado na série, que ia petiscar os célebres bifes do "Império", à conta da poeta Natália Correia...).

Talvez hoje existam mais exemplos, como o do pintor Manuel Ribeiro de Pavia, que escondia a pobreza em que vivia, até dos amigos, que apenas estranhavam a sua magreza, dia após dia... e nos abandonou com apenas 50 anos, vitima de pneumonia.

Isto acontece por que uma boa parte dos criadores têm dificuldade em vender o que fazem (e ainda mais em venderem-se...), pelo menos os idealistas.

(Fotografia de Luís Eme - mosaicos de um prédio da Graça)

segunda-feira, outubro 01, 2018

A Patetice (ou não) do "Auto-Elogio"...


Claro que sei que sempre houve livros e filmes a caírem para o lado do "auto-elogio", mas também sei que todos eles acabavam por ser uma "nódoa" artística para os seus autores. Num tempo em que existiam críticos...

Embora não tenha conhecido o país antes de Abril (pelo menos não o olhava com olhos de ver...), penso que tanto o salazarismo como o marcelismo fomentavam - de uma forma exagerada - a sobriedade  na sociedade (até nas cores das roupas que se vestiam...).

Mesmo o jornalismo televisivo era obrigado a alguma contenção (o que devia irritar uma série de gente vaidosa. esses mesmo, que se achavam os melhores da rua deles e apareciam nas páginas da "Plateia"...). 

Até que tudo mudou na nossa "caixa mágica"...

Apesar das mil e uma coisa positivas que nos trouxeram as televisões privadas (olá liberdade...), o foco das minhas palavras é o "auto-elogio", que só começou a ser fomentado de uma forma patética, com o aparecimento da SIC e da TVI. Foi nestas estações que as pessoas começaram a aparecer no ecrã a disser de uma forma despudorada (e muitas vezes mentirosa...) que a "galinha delas era melhor que a da vizinha", ou ainda pior: "eu sou bom, tão bom, tão bom...", (quase a olharem-se ao espelho da madrasta da "Gata Borralheira"). E a "feira de vaidades" nunca mais parou...

Infelizmente foi influenciando toda a sociedade, que de uma forma geral, se acha melhor do que realmente é...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 27, 2018

«Acho que se lê-se mais do que parece.»


Quando a Rita nos espantou com uma quase nova teoria, de que se lê mais do que parece, sorrimos, com vontade de lhe chamar mentirosa.

Tudo isto porque os últimos "casos de polícia" (armas de Tancos e assassínio do triatleta), em vias de resolução, saltitaram para a nossa mesa.

Eu disse-lhes que o problema era mais dos filmes que dos livros. 

O Carlos foi ainda mais longe, é disse que, se era para culpar alguém, culpavam-se os criativos americanos, que inventavam tanta série policial, quase todas bem feitas, que inundavam os canais de filmes do cabo.

Lá ficou a Rita desconsolada, porque sim, esta gente era capaz de se deixar influenciar mais pelas séries americanas que por um bom livro negro ou de aventuras...

quarta-feira, setembro 19, 2018

No Negócio do Futebol Tudo é Possível...


Daqui a alguns minutos vai acontecer algo inédito, o jogo entre o Benfica e o Bayern de Munique no Estádio da Luz, não será transmitido em nenhum canal (generalista ou por cabo), porque é possível a qualquer um de nós (desde que tenha uns milhões no bolso...) comprar o pacote de jogos da Liga dos Campeões...

Nem sei o que diga... 

Aliás, até sei. Sou obrigado a falar deste "capitalismo" que destrói tudo à sua volta, e claro, da "ganância humana", deste hábito de querer muito dinheiro, a qualquer preço, e o mais rapidamente possível.

Sei que por este caminho, um ano destes, vamos acabar até por ter de "pagar" o Sol, pelo menos aquele que surge de mãos dadas com o Oceano Atlântico.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 31, 2018

As Notícias e as "Não Notícias" do País...


Tive uma conversa de café sobre o jornalismo que se vai fazendo cá dentro e lá fora e percebi que a tendência que há em culpar os EUA e o Trump por todos os males do mundo, é muito maior do que pensava...

Mas falámos sobretudo do facto de o Verão ser normalmente farto em "não notícias", do interesse que desperta a vida dos famosos, etcétera, em todos os jornais e revistas.

A "escandalosa" (foi esta mesmo a palavra utilizada...) contratação de Cristina Ferreira, por valores ao nível de um grande jogador de futebol também andou aos pulitos (trambolhões talvez seja a palavra mais indicada...) na mesa. 

Defendi a "cara da notícia" (não lhe posso chamar jornalista porque ela não faz jornalismo, dedica-se sobretudo ao entretenimento...), como a menos culpada de todo o processo. A SIC é que sabe, se a Cristina vale ou não os valores de que se fala... Embora seja uma possibilidade pouco provável, não devemos descurar completamente a hipótese de assistirmos a parte do retorno económico que o Cristiano Ronaldo trouxe à Juventus...

Quando quiseram colocar a contratação da apresentadora nas "não notícias", disse-lhes que era de todo impossível. Aliás, era notícia até para "capa de jornal"...

É um acontecimento invulgar, os valores de que se fala por aí "cantam" muito alto, e têm mesmo de ser notícia. Especialmente no nosso pequeno país, pelas mudanças que irá provocar e pelo conforto e desconforto (algumas "vedetas" televisivas poderão ficar com "urticária"...) que irá provocar nos meios televisivos...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 23, 2018

Não. Não há Contradição...


Recebi um e-mail amigo, de alguém que não comenta em blogues, mas que resolveu fazer-me uma chamada de atenção pela minha aparente contradição, nos dois últimos textos que escrevi.

Disse-lhe que lhe respondia no "Largo".

E não, não há qualquer contradição.

O Eduardo nunca andou à procura de um segundo que fosse de fama. Aliás, quando alguém lhe falou de contar as suas histórias na televisão, sorriu e disse logo que não. Desculpou-se depois que os seus oitenta e alguns anos de vida, faziam com que baralhasse um pouco os países por onde andou e as histórias que viveu. Nem ele próprio sabia onde começava a ficção e acabava a realidade. E foi ainda mais longe, disse que às vezes contavam-lhe episódios da sua vida, que não se lembrava de os ter vivido...

Claro que o Eduardo continua a gostar de brincar, e é bastante salutar que ele mantenha o seu sentido de humor.

Aquilo que ele sabe, é que nunca irá entrar no jogo das pessoas que fazem fila para participar nos programas da manhã e da tarde, cheias de vontade de aparecer e de distorcer a realidade à sua vontade...

Lembrei-me também que há algumas pessoas estranhas (muito poucas, eu sei...) que nunca tiveram televisão, muito menos telemóvel, computador ou internet...

Cada vez me convenço mais que uma das melhores coisas que nos podem acontecer, é não nos levarmos demasiado a sério...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, julho 11, 2018

O Mundo Pode (e Deve) ser Bem Melhor...


O que se passou na Tailândia, é a melhor prova de que o mundo, pode e deve, ser bem melhor do que é. Basta que se combata a indiferença, cada vez mais generalizada, e se quebrem as inúmeras montanhas artificiais que nos separam, quase sempre provocadas apenas pelo egoísmo e pelo materialismo.

Mais uma vez se percebe a importância que pode ter uma comunicação social, mais livre e atenta, direccionada para as inúmeras causas nobres levadas a cabo por esse mundo fora e mais distante dos múltiplos interesses políticos, sociais e comerciais, que nos cercam. 

Algo que não tem acontecido muito nos últimos anos, especialmente no Médio Oriente. no Norte de África e no Mediterrâneo...

(Fotografia de Lilian Suwawrumpta)

domingo, junho 10, 2018

Portugal, Futebol e Telenovelas...


Hoje Dia de Portugal, com as Comunidades, o Camões e até a "Raça", a um pequeno passo, apetece-me escrever sobre o absurdo de toda esta "futebolização" televisiva, que consegue dar cabo da paciência a qualquer pessoa, por muito que goste de futebol.

Eu pergunto: será que os principais clubes (Benfica, Sporting e Porto) são assim tão importantes para a maioria dos portugueses, ao ponto de serem notícia em todos os canais televisivos noticiosos? Acredito que não. E vou mais longe, passávamos todos bem melhor sem termos de assistir, de "camarote", a todas estas misérias alheias.

É por isso que não percebo todo este "tempo de antena", muito menos a atenção que se dá ao "ditador de Alvalade", que ofende diariamente a inteligência de qualquer pessoa com as suas intervenções, até por normalmente não responder às questões que lhe são colocadas. Só por este pequeno grande pormenor, os jornalistas deveriam virar-lhes costas e deixarem-no a falar sozinho. Se gosta de discursar horas e horas para as câmaras (à boa maneira "fedeliana"), tem a televisão do seu clube, aliás, a única que recomendou aos sportinguistas...

Quem esteja de fora, deve pensar que anda tudo maluco. E deve questionar-se: como é possível perderem-se tantas horas, com insignificâncias, que não contribuem com nada de positivo, para o nosso país? Até porque há muito que  estes acontecimentos deixaram de ser tratados como notícias. São sim, meros "folhetins de telenovelas"...

(Fotografia de Luís Eme)