Maria do Rosário Pedreira, poetisa e editora, diz-nos, nas suas "Horas Extraordinárias", que os livros têm hoje uma esperança média de vida de sete semanas, nos expositores das livrarias.
Isso explica a minha dificuldade em encontrar alguns livros, que não compro logo que saem. E também explica a "irracionalidade" do negócio (a palavra estupidez até me parece mais apropriada...), em que a quantidade parece ser mais importante que a qualidade (pensava que um livro bom, era "eterno", mesmo nas livrarias...).
Mas como iremos explicar a estes entendidos de "marquetingue" que vender um livro é diferente de vender um sabonete?
Não iremos, claro.
Resta-nos a esperança de encontrar os tais "livros desaparecidos" numa das milhentas feiras do livro que se encontram por aí...
O óleo é de Iman Maleki.

9 comentários:
A acelerada estupidez.
que pouco a pouco vai tomando conta de toda a sociedade, Helena.
nem os livros escapam. (:
E essa gente acha que a sua teoria é a única válida. Neste campo, da literatura, como em todos.
Pois. Também me acontece...
e consumismo, Helena.
até nós somos meros objectos nesta engrenagem.
sim, vender, vender, vender, Filoxera.
e pelos vistos cada vais nos vai acontecer mais, Laura.
A politica do lucro rápido impera em todos os negócios. As livrarias não estão imunes a isso. Mas continuam a encontrar-se bons livros nas feiras de livro, e mesmo nas de livros usados.
Um abraço
sim, há sempre um livro à nossa espera, aqui e ali, Elvira.
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