quarta-feira, março 20, 2013

As Amarras Invisiveis


Olhava a janela e ficava sempre com a sensação que lhe faltava qualquer coisa...

Sabia que podia e devia ter partido, há muitos anos atrás, quando ainda era jovem e o mundo a entusiasmava. 

Não questionava o facto de se ter apaixonado pela pessoa errada, sabia que o coração adora pregar-nos partidas.

Os desígnios da natureza não a deixaram ter filhos mas vingou-se e foi "mãe" de muitos dos seus alunos, da velha escola que  era o seu espaço de evasão e hoje está fechada, porque  a educação deixou de ser importante, da mesma forma que a família deixou de ser um "farol". É por isso que o nascimento de crianças nos lares deste Portugal, triste e desiludido, são uma coisa cada vez mais rara.

Olhava a janela e sentia a falta de ter vontade de partir...

O óleo é de Guy Péne de Bois.

8 comentários:

  1. Nesta europa invertebrada

    há colunas que resistem

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  2. (carregar mesmo assim um sorriso nos lábios é vontade de dias suaves)


    [contém 1 beijo]

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  3. pois é.
    quantas janelas e quantas vidas, por aí.

    um beijo

    :)

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  4. muitas, "mar áravel".

    é uma das explicações para o nosso país ainda existir.

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