quinta-feira, janeiro 17, 2013

«Eles só precisam de algum dinheiro para serem felizes.»


Mesmo quando penso que estou com os ouvidos moucos, ouço muitas conversas por aí.

Tanto posso estar no sitio errado à hora certa, como no sitio certo à hora errada, é indiferente.

Uma senhora com uns setenta anos estava à espera de vez para meter o "euromilhões", ao mesmo tempo que eu esperava para comprar uma revista.

Estava na conversa com outra mulher e quase se desculpava por estar a jogar. Falavam ambas dos filhos, que precisavam mais que nunca das suas ajudas. A senhora mais faladora foi mais longe e contrariou o ditado, que nos diz que o dinheiro não trás felicidade, «eles só precisam de algum dinheiro para serem felizes.»

E como ela está certa... 

Nesta altura do "campeonato" a maior parte de nós sabe que algum dinheiro extra é uma boa ajuda para a caminhada na direcção dessa coisa, chamada "felicidade"...

O óleo é de Paula Rego.

10 comentários:

  1. Algum dinheiro dá sempre jeito!
    Se há pais a ajudarem filhos também acontece o inverso...mas os filhos da minha geração estão a viver bem pior do que nós!

    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Bom mesmo seria: "a felicidade traz dinheiro" :)

    bjs

    ResponderEliminar
  3. Olhe amigo eu acho que nós as pessoas na fixa dos 60/70 somos a gereção à rasca. Porque temos ou tivemos que ajudar os pais, e temos que ajudar os filhos. Falo por experiência própria. Minha mãe esteve paralizada 29 anos. Nos últimos dois, porque eu estava muito cansada e sem condições de saúde para continuar a cuidar dela foi para um lar. Pagavamos 1100€ mensais e fraldas, medicamentos e os cremes anti-escaras, tinhamos que levar. A reforma dela era de 492€ com suplemento de viuvez e de grande invalidez. Andei dois anos a caminhar para a Segurança Social para que a levassem para os cuidados continuados da Segurança. Nunca havia vaga. Telefonaram-me a dizer que lhe tinham arranjado vaga, no momento em que o corpo saía da igreja para o cemitério.
    Por outro lado o filho a viver no Barreiro, e a trabalhar em Palmela, com ordenado pequeno, sem transporte público, a usar todos os dias gasolina caríssima, com uma filha pequena, a mulher que ganha pouco mais do salário minimo e a pagar casa e carro.
    Imagine quem paga parte das despesas dele? E agora multiplique isto por milhares de pessoas neste país e depois diga-me se a geração à rasca não é a nossa. E que futuro nos espera?
    Bom desculpe o desabafo e se não quiser publicar esteja à vontade.
    Um abraço
    Bom fim de semana

    ResponderEliminar
  4. hoje mais que nunca, Rosa.

    não é por acaso que se joga mais...

    ResponderEliminar
  5. eu sei, Laura.

    é esse o dia a dia da sua geração.

    ResponderEliminar
  6. estava a pensar na Laura, Elvira. :)

    ResponderEliminar