domingo, janeiro 21, 2007

Os Poetas São Imortais



Fiama Hasse Pais Brandão há muito que não fazia o que mais gostava...
escrever... escrever... escrever...
Porque há doenças que não nos perdoam,
os amores e os prazeres.
Agora que partiu, Fiama,
vai ser recordada pelo que sempre foi,
uma criadora sublime,
graças aos seus poemas únicos,
e também às peças de teatro, contos e ensaios, que nos deixa,
de grande qualidade literária.
Nunca é demais dizer,
Obrigado pelas tuas palavras, Fiama...
Fiama partiu na última sexta-feira, ao começo da noite, com 69 anos de idade.

7 comentários:

  1. Lamentável que os jornalistas culturais se tenham esquecido do prémio que a Associação Portuguesa dos Críticos Literários lhe entregou (através do filho)ainda este ano como foi noticiado pelo JL Jornal de Letras Artes e Ideias em Novembro passado

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  2. Foi-se embora cedo demais...

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  3. é com vergonha que confesso que não conhecia muito bem a sua obra... nunca lhe comprei um livro... andei a lê-la em livros de circunstância e nem soube fazer-lhe a homenagem que, com certeza, mereceria...

    sei que estamos mais pobres, mas ainda não sei avaliar o desfalque que a morte fez a Portugal...

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  4. A Fiama devia ser a discrição em pessoa.
    Isso também ajuda a que não falem de nós. O espalhafato da linguagem e do vestir, dão sempre nas vistas, mesmo que pelas piores razões.

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  5. Não sei se isso existe Maria...

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  6. Ela tem poemas muito bonitos...
    Claro que nunca foi uma poetisa fácil ou popular, inominável...

    Quando morre um poeta ou um escritor, penso que não ficamos mais pobres, porque há sempre a tendência de se aproveitar comercialmente o acontecimento. Isso faz com que a sua obra apareça mais em destaque e se torne mais popular e acessível a todos nós.

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  7. Houve aqui um lapso: de facto prémio da Crítica não foi atribuído este ano (2007) mas sim em 2006. Acontece que eu ainda não me habituei ao novo número... Peço desculpa. Conheci pessoalmnente a Fiama em Vila Viçosa no ano de 1986. Falámos muito no Príncipe Real em cuja esplanada a via com o poeta José Blanc de Portugal. Fui eu que assinei o cheque do prémio e o entreguei pessoalmente ao filho. Senti-me orgulhoso pois foi um acto de justiça.

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