quinta-feira, janeiro 25, 2007

O Sorriso de Adeus


Ainda consigo visualizar o sorriso quase de miúdo traquina, de Miklos Fehér, o jovem futebolista húngaro que defendia as cores do Benfica no Estádio Afonso Henriques, depois de ter feito uma falta insignificante, contra um adversário do Vitória de Guimarães, e antes de ficar caído no chão...
Depois surgiram longos minutos de angústia, à espera do milagre da vida, que não aconteceu.
Passam hoje três anos, desse fatídico dia, tão triste e desolador para todos os amantes de futebol e da vida.
Claro que ninguém devia morrer tão jovem, mas como não conhecemos o segredo da "chave" da vida...
Sobra o sorriso de menino de Miklos Fehér, bem focado nesta capa da revista "Visão", poucos dias depois da tragédia...

5 comentários:

  1. E hoje, quem ainda se lembra dele?
    Gastaram-lhe a imagem, no momento da morte. Serviram-se, ignòbilmente, de uma cena triste, repetida, até à exaustão, para captarem audiências.
    Descartaram-no. Já não tinha utilidade.
    Haja alguém que o recorde, anos passados.

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  2. Tens toda a razão Sininho...

    Mas isso é aquilo, que vulgarmente dizemos ser, uma constante da vida.

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  3. Ele tinha jogado no Braga e estava com guia de marcha para o Marítimo mas foi tratado como se fosse do Benfica desde os «infantis». O povo diz com bonomia «dos mortos ninguém diz mal» e é verdade. Foi devorado; ele e a sua imagem...

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  4. Neste nosso tempo é cada vez mais fácil fabricar simbolos ou vedetas...

    Em relação a não se dizer mal dos mortos, depende dos mortos, Zé do Carmo Francisco...

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  5. Noventa e nove por cento dos mortos cumpre essa regra: são todos boas pessoas. Depois. Basta acompanhar os enterros. Eu fui durante muitos anos o rapaz da caldeirinha. Durante as férias grandes que eram grandes de facto acompanhei todos os funerais em Santa Catarina. Esta é uma regra de ouro:dos mortos ninguém diz mal.

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