Provavelmente não existem comentadores perfeitos, sobre o quer que seja. E eles tanto podem ser políticos, jornalistas, historiadores ou outra coisa qualquer.
Quem está de fora até podia desejar que fossem mais livres e que tivessem uma agenda própria. Mas isso não existe (pelo menos no futebol e na política - só falta pedir-lhes que apareçam de cachecol e com a camisola do "clube"...).
Quando são convidados para "comentar", nas televisões ou jornais, a única coisa que se espera deles, é que não sejam independentes nem tenham ideias próprias (os produtores e moderadores dizem que é uma "chatice do caraças", além de ser perigoso, porque dá "cabo de qualquer guião"...).
Talvez esta seja a explicação para que ex-ministros "manhosos", como Marques Mendes ou Paulo Portas, tenham um espaço de opinião, dentro dos telejornais de domingo à noite, onde aproveitam o seu tempo de antena para tudo. Tanto "vendem peixe" como tratam de fazer alguns "ajustes de contas", antigos e modernos...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)