Fazia-me confusão ver pessoas da minha geração a quererem medir a amizade, fingirem que não percebiam que havia mais de uma dúzia de formas de se ser amigo, de se expressar a amizade...
Foi quando me lembrei que aquele era um dos momentos em que me apetecia fumar cigarros, para ter uma desculpa fácil para ir até ao átrio e ficar por ali a ver passar os carros e as pessoas, a várias velocidades...
E a amizade até era uma coisa mais fácil de lidar do que com o amor, por exemplo, em que fazem coisas mais incompreensíveis e pouco razoáveis.
Mesmo assim fui à casa de banho. Olhei-me ao espelho. Lavei os olhos. Mijei. Lavei as mãos. Voltei.
Continuavam com a fita métrica à querer tirar medidas a uma coisa que é mais de sentir, que de medir...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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