Uma das notícias do jornal dizia que a CP no primeiro semestre deste ano tinha perdido seis milhões de passageiros.
Não achei muito estranho o número, até porque saber que nesse mesmo período, deviam ter fechado bastantes estações e apeadeiros, ao mesmo tempo que se riscaram muitos comboios dos horários, de Norte a Sul.
A última vez que viajei neste transporte, fiquei completamente desiludido, pois tinha sido transformado num "autocarro sobre carris". Senti falta de tudo, especialmente de puder abrir a janela e ficar ali debruçado, com os cabelos ao vento a ver a terra a fugir...
Algum tempo depois, passei por um país mais moderno que o nosso, mas que mantinha comboios à antiga, ainda a vapor. Fiquei à beira da linha a ouvir o som único de «pouca-terra», «pouca-terra», «pouca-terra».
Apeteceu-me deixar ali o carro e correr para a estação para apanhar "o meu comboio", pouco preocupado com o destino...
Tenho pena que o mundo ocidental tenha a mania dos muros, das prisões e de uma vida demasiado higienizada.


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