Felizmente o 25 de Abril não nasceu de um parto difícil, muito menos teve "pais incógnitos".
A sua história continua a ser demasiado bonita e real, ao ponto de alguns a continuarem a achar mais próxima dos filmes e dos sonhos, que da realidade.
O único sangue derramado foi pela polícia política, que não gostou de ver o povo a encher as ruas, muito menos a dar vivas à liberdade.
Foi o seu último gesto, cobarde e assassino, que felizmente não conseguiu retirar a beleza ao vermelho dos cravos.
Embora a direita goste de encher a boca e dizer que o "25 de Abril não tem donos".
Têm razão, Abril não tem donos. Tem sim "pais" e "guardiões". Gente de todas as idades que vai gritar sempre, com orgulho: «25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!»
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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