quarta-feira, maio 06, 2026

Era apenas eu que queria que o cinema fosse mais parecido com as nossas vidas...


Atravessava o rio e queria à força, que o cinema fosse mais parecido que as nossas vidas que as telenovelas. Pelo menos com as vidas que queríamos ter, ou tivemos, quando pensávamos que éramos felizes...

Neste caso, não importava nada que a felicidade seja fosse só uma ideia.

Talvez tivesse tudo a ver com a possibilidade de se contar uma duas ou três histórias em apenas hora e meia, mais minuto menos minuto. Não se ter de ir buscar "palha" ao palheiro para andar a encher tempo de tempo, transformando uma simples história de cordel em algo enfadonho e repetitivo, apenas porque tem de durar meses e meses...

O mais curioso foi pensar nestas questões quase técnicas e não nas coisas que dissemos, antes e depois do filme.

Também não pensei no filme, porque era daqueles para falar apenas no dia ou na semana seguinte.

Talvez estivesse a valorizar o cinema, por ter visitado uma sala especial e por já não ver um filme às escuras e em silêncio (ali não se vendem pipocas...), há mais de meia dúzia de anos...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


Sem comentários:

Enviar um comentário