No início fiquei sem perceber muito bem o que estava a ouvir. Ate cheguei a pensar que se tratava apenas de mais uma forma que alguém arranjara para enganar incautos e ganhar uns trocos.
Quando senti que o meu interlocutor não conseguia esconder o seu orgulho, em poder passar para o lado de cá dos escritores, mesmo que se até então se revelasse incapaz de escrever uma história, por mais simples que fosse, fiquei com a sensação de que era mesmo possível que estivesse prestes a ser enganado.
Quando me vim embora, pensei que esta nova aventura literária devia ter o dedo, da cada vez mais popular, inteligência artificial. Só ela é que seria capaz de fazer a magia de transformar um cidadão sem qualquer talento literário num escritor...
É apenas mais um exemplo do esboço de um novo ser humano, mais "panfleto" que "panfletário", que também se prepara para ser um criativo a fingir...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Não há IA que introduza a emoção na ficção, digo eu que não entendo nada da IA!
ResponderEliminarAbraço
Mas pode imitar, Rosa...
EliminarQuem é que mede o talento literário?
ResponderEliminarNesta república até a Luísa Sobral, o Gustavo Santos, o Mário do Big Brother e tantos e tantos cromos e cromas "têm" talento literário.
Onde está o talendómetro para medir isso?
Esta questão não tem a ver apenas com o talento, Pedro.
EliminarComo bem escreveste, nunca existiu uma medida. Às vezes o mais importante é cair nas boas graças dos críticos e editores. Ou então ser "famoso" (essa coisa indefinida).
Esta nova questão, tem a ver com uma nova indústria, de "escrever sem saber escrever", ou seja, a máquina que faz o trabalho por nós. E parece que há já quem queira ganhar dinheiro com isso (naturalmente). Tu limitas-te a dar ideias ou tópicos e a obra nasce e cresce...
É apenas mais um embuste, a juntar a outros...