segunda-feira, junho 15, 2026

Uma camisola cheia de metáforas...


Caminhava na passagem metálica entre o cais de desembarque e a estação fluvial do Cais de Sodré, quando vi uma coisa curiosa à minha frente,  a fazer de "segunda pele", de um senhor com ar de mais velho que eu.

Como mediano fotógrafo de rua, não perdi a oportunidade de lhe "roubar" uma fotografia, sem que ele desse por isso e mostrasse qualquer incómodo.

Senti logo que estava ali à minha frente, um objecto antigo cheio de metáforas...

Começava no número. Cristiano tinha vestido a camisola número dezassete em 2004 (a sete ainda pertencia ao Figo...). Entretanto, tinham vinte e dois anos. O jovem que tinha vinte anos, tem agora quarenta e dois.

Por muitos chás que tome, disfarçados de "elixires da juventude", o tempo não perdoa, especialmente em desportos altamente competitivos, como é o futebol.

O senhor da camisola não deve pensar como eu. Deve estar mais próximo do selecionador nacional, que por razões que a razão finge desconhecer, pensa que a melhor equipa portuguesa continua a ser Cristiano mais dez...

Pode ser que a meio do Mundial, a outra "razão" (a verdadeira) lhe mostre, que há muito mais mundo, para lá do "planeta ronaldo".

Se isso acontecer, pode ser que consigamos ser felizes...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


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