Os testemunhos do padre-operário, Luís Martins Ferreira, das trabalhadoras da indústria conserveira, Maria Poupinha e Alice Silva e do pescador, Rogério Correia, foram extremamente enriquecedores, de vários tempos, que tinham em comum as grandes dificuldades de se subsistir.
Mas o eu quero relevar é a singularidade do historiador José Pacheco Pereira, que conseguiu fazer da "Ephemera" e dos seus arquivos, o principal centro de história sobre as pessoas e também os objectos comuns, no nosso país.
E que bom que é existirem as antigas instalações fabris da CUF, que se transformaram em arquivos de todo o género de materiais. Todas as pessoas que gostam de guardar coisas, que parecem não ser importantes (para as suas famílias...), têm agora um lugar onde as depositar, distante dos caixotes do lixo...
Como a gratidão não é o nosso forte, nunca iremos agradecer a este homem especial, por tudo que ele tem feito pela nossa história, cultura, literatura e liberdade.
Mas eu estou-lhe muito grato, por entre outras coisas, também gostar de livros, papeis e de liberdade...
(Fotografia de Luís Eme - Barreiro)
É uma voz que não se cala e continua a fazer o que tem de ser feito; guardar a nossa identidade!
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