Claro que o Peter - que adora que lhe chamemos Pedro - estava a exagerar, embora o parlamentarismo do seu país nos oferecesse vários exemplos, de que nós éramos de facto demasiado permissivos.
Se estivermos virados para o humor, somos capazes de achar engraçada a reacção de ambos, no dia em que a proposta de Reforma Laboral foi votada e deitada para o lixo em São Bento. Ventura cantou vitória e até foi capaz de se virar para as bancadas onde estavam os representantes da CGTP e erguer o punho fechado como se fosse o grande defensor da classe operária.
Já o líder parlamentar do PSD, depois de levar mais um "bailinho populista" do Ventura, foi capaz de dizer, com um ar sério, que "com o PSD ninguém brinca"... E depois ainda teve coragem (ou cobardia, depende do ponto de vista...) para tentar colar o PS ao Chega e falar de uma "coligação"...
Tudo isto é realmente triste e mau de mais para ser verdade.
É por isso, que a única coisa que interessa mesmo, é que esta Reforma Laboral, feita à medida dos patrões, foi chumbada. Ponto final.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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