domingo, junho 14, 2026

Passar o domingo (de Verão) nas Caldas...


O calor convidava uma visita às praias do Oeste, à minha Foz do Arelho, por exemplo.

Mas o domingo há muitos anos que não é o meu "dia de praia". Se nunca gostei muito de confusões, com o avançar da idade, ainda fujo mais delas...


Foi mais agradável passar pela Praça da Fruta ao final da manhã e visitar o Museu José Malhoa depois do almoço (mais uma vez a ser quase "guia turístico" na cidade...), que mesmo depois da centésima visita, é sempre memorável...

E depois é sempre bom encontrar uma casa cheia de gente à nossa espera e meter a conversa em dia...

(Fotografias de Luís Eme - Caldas da Rainha)


2 comentários:

  1. A Praça da fruta das Caldas é uma imagem de marca da cidade!
    Há muito que não a visito e ao seu belo parque e museu.

    Abraço

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  2. Todos temos praias da vida, como disse a senhora na Feira do Livro, a dele foi a Trafaria, ainda terra de pescadores e onde um rio se faz mar.
    Mas, hoje, a memória salta para as Caldas da Raínha, a praça da fruta que conheceu durante quase três anos e a tristeza de ainda não ter aceite o convite de passar uns dias numa casinha que o vizinho do quarto andar tem na Marrinha, perto da carreira de tiro do RI 5.
    Permitam-lhe que ele desarrume a memória e que, por uma história de nada – ou de tudo? – ponha o Joe Dolan a rodar.

    Um café de província, Alfeizerão, junto a uma bomba de gasolina, uma bomba de gasolina da Mobil, que não era como as bombas de gasolina que o imaginário dos filmes americanos lhe transmitiu.

    Duas, três mesas, uma jukebox a um canto, todas as sextas-feiras do último mês, de quase quarenta meses de tropa, dez tostões na ranhura da jukebox e o Make Me An Island do Joe Dolan a cantar no sonolento café, 2, 3 gins tónicos a completar o cenário.

    Ele que até à data, depois de um milhão de gin-tónicos – chapelada a Mr. Humphrey Bogart – bebidos, em muitos e diversos bares, uns rascas, outros a armar ao fino, terá sempre na memória o sabor daqueles gins.

    As circunstâncias fazem milagres e ele sabe que os gins eram merdosos e aproveita para citar Nuno Júdice: nada nos faz reviver melhor o passado do que um cheiro que em tempos lhe esteve associado.
    O gin era marca Bols, a água tónica era Canada Dry, o limão não tinha casca, o dono do café aproveitava as cascas para os martinis, o gelo tirava-o das paredes da geladeira dos gelados Olás, mas nada, que Joe Dolan e o seu Make Me An Island, não fizesse esquecer aqueles tempos cinzentos, cinzentos…

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