quarta-feira, janeiro 18, 2017

Um Exercício Diário de Sanidade...


Há muito mais gente a falar sozinha do que parece. E não estou a falar dos "maluquinhos" das ruas e dos transportes públicos, que discursam para toda a gente e para ninguém, naquilo que começa por ser um número e depois vai-se tornando definitivo. Muitos menos dos criadores que gostam de falar com a sombra (eu sou um deles...) e até são capazes de dizer bom dia às calçadas da rua...

Falo das pessoas que vivem sozinhas. Sem um periquito, um gato ou um cão, para mandarem aquela, e também à outra parte. Habituam-se a falar com as fotografias, com os pratos, com os talheres e até com as roupas que guardam no roupeiro. Ou seja, falam com tudo o que lhes cheira a gente...

Nestes casos penso que falar com estes objectos é um exercício diário de sanidade...

(Fotografia de Gérard Castello Lopes)

6 comentários:

  1. Luís, nem tem que ver apenas com a condição de viver só. Faço-o desde muito miúda e até não sou filha única. Mas sempre tive amigos, pessoas várias, imaginárias.
    Está muito associado à introspecção e a solidão ajuda, sim.
    Tem um lado positivo de ser um bom exercício.

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    1. (e esta, a Isabel é do meu clube?)

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  2. Olá Luís. Finalmente estou a comentar!

    E é mesmo assim como escreves...

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    1. Que bom, Clara.

      Além de leitora agora também é comentadora. :)

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  3. Também gosto de falar sozinha e graças a Deus não por solidão. Mas quando estou só em casa, gosto de ouvir os meus próprios pensamentos.
    Abraço

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    1. Eu também, e até na rua, Elvira. :)

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