quinta-feira, janeiro 14, 2016

Os Livros e a Escrita


Comecei a ler hoje  "Cemitério dos Desejos", um romance do filósofo José Gil, publicado em 1990. A descoberta deste livro na Biblioteca da Incrível foi um mero acaso, até porque eu nem sequer sabia que José Gil escrevia ficção...

O mais curioso foi a vontade que senti de escrever, logo nas primeiras páginas. As ideias surgiram quase de rompante e até um título (para pelo menos um conto...), preso à grande aventura que é entrarmos numa cidade gigante, de carro, sem a conhecermos minimamente. Lembrei-me das ruas de Lisboa de sentido único, que tantas vezes nos afastam dos lugares para onde queremos ir...

E lá enchi duas páginas de um dos meus "cadernos de ideias".

É sempre bom encontrar livros que querem falar connosco e são capazes de nos encher a cabeça de ideias. Ideias que na maior parte das vezes nem têm nada a ver com a sua história (com alguns filmes passa-se a mesma coisa...). Outro aspecto não menos curioso, é este elo de ligação não estar necessariamente ligado com a sua qualidade literária...

(Óleo de Marcel Duchamp)

10 comentários:

  1. Ultimamente, não tenho lido nada que não sejam os livros impostos pelos professores. Às vezes, gostava que os dias tivessem pelo menos 30 horas.
    E entretanto continuo à espera do livro que tal livro que trás na cabeça, há uns dois anos.
    E tenho andado por aqui todos os dias. Com dificuldade em comentar os temas, saio sem deixar rasto.
    Um abraço

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    1. Dava jeito, Elvira, mais umas horitas.:)

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  2. E que as palavras sejam e venham certas....


    abç

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    1. São, pelo menos no momento, Margoh. :)

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  3. Acho que todos os livros ou textos soltos tentam falar connosco, mas nem todos os que os ouvem têm a capacidade ou condão de assimilar as suas falas,fazerem delas outras conversas, introduzindo-lhes as suas próprias vivências.

    Se o Luís, já encheu duas páginas do seu caderno, fico à espera que venha falar connosco. A nossa receptividade será tão mais aberta, quanto mais simples for o diálogo!!
    Um abraço.
    Janita

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    1. Sim, todos os livros tentam falar connosco mas nem sempre conseguem, Janita, por essas razões.:)

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  4. É bom encontrar um livro... e viajar, quantas vezes voar...

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    1. É o melhor dos livros, Mixtu, levarem-nos de viagem. :)

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