segunda-feira, janeiro 11, 2016

A Memória do Largo

Não tenho dado tanta atenção a efemérides como dava noutros tempos no "Largo". Acho que isso tem acontecido de uma forma natural, nós  vamos mudando, às vezes quase sem darmos por isso. Embora sejamos "animais de hábitos", cansamos-nos com alguma facilidade das coisas. É por isso que há peças de roupas que deixamos de usar, quando ainda estão em bom estado.

Eu sei que um blogue não é uma camisa ou umas calças, mas quando tem uma vida diária, é necessário tentar escapar à banalidade e à repetição (o que nem sempre se consegue...).

Foi por isso que ontem não assinalei a passagem do nonagésimo aniversário do mestre Júlio Pomar, um dos nossos grandes artistas plásticos. E é também por isso que não vou dar um destaque especial a David Bowie, que nos deixou ontem, mesmo reconhecendo que foi um extraordinário artista pop. Para falar dele, também devia dizer alguma coisa sobre o Vasco Malpique, que nos deixou no sábado e que faz parte de uma família de desportistas almadenses, que tanto honrou o andebol almadense.

Claro que também sei que muitas vezes registamos estas efemeridades, por nesse dia não termos nada de especial para dizer. Mesmo que sintamos admiração pelas pessoas que enaltecemos. 

Isso acontece porque a blogosfera cria-nos o bom vício de "comunicar" com os outros (que muitas vezes não fazemos ideia de quem sejam...). 

(Óleo de Linda Pochesci)

4 comentários:

  1. Eu gosto quando o teu "Largo" nos lembra as efemérides...
    Um abraço, Luís.

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    1. E eu não vou desistir delas, Graça. :)

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  2. Poderia ter sido eu a escrever este texto, Luís. Ninguém nos obriga, mas habituamo-nos a escrever aqui todos os dias e parece que ficamos em falta se um dia o não fizermos. E o certo é que a imaginação não é elástica...

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    1. Sim, Graça.

      E é bom porque se deixarmos de escrever com regularidade, perdemos o ritmo e a vontade de comunicar.

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