sexta-feira, janeiro 29, 2016

Talvez Sim, Talvez Não... Mas Acho que Sim...

Uma agência com a qual colaboro há já alguns anos mudou de chefia. 

A mulher que comandava a pequena, mas enérgica equipa de trabalho, era uma simpatia e proporcionou-me a possibilidade de a conhecer melhor e também de me sentir "em casa" naquele pequeno armazém de ideias (maioritariamente feminino). Mas a "concorrência" fez-lhe uma proposta mais aliciante e ela partiu...

Foi substituída por um homem. Pensava que não ia notar grandes diferenças. Mas nos primeiros contactos já notei muitas novidades, ao ponto de ter passado a viagem de cacilheiro a pensar que trabalho melhor com mulheres que com homens, apesar de ter muito mais amigos que amigas.

Ainda tentei "desenganar-me", dizendo para os meus botões que talvez não seja uma questão de género, mas apenas de conjugação (ou não) de feitios, aquilo que normalmente chamamos de empatia.

Mas não fiquei muito convencido. Ainda pensei que provavelmente sou mais permissivo com as mulheres, que têm muito mais jeito para nos levar à certa. 

Foi por isso que dei uma volta por outras relações de trabalho e fiquei quase convencido que normalmente o diálogo com o sexo feminino é mais calmo e enriquecedor, sendo também mais fácil chegar a consensos. 

(Óleo de Michael Bartholomew)

8 comentários:

  1. Ler palavras tão elogiosas acerca das relações de trabalho entre homens e mulheres e saber que o prato da balança, aferidora, pende para o género feminino, é música para os meus ouvidos, Luís.

    Contudo...

    A tela é um sonho, de tão bela. Bonita homenagem à Mulher.
    Gostei muito do título do post!!
    :)

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    1. Claro que falo de experiências, quase de "tête a tête", sem as confusões provocadas por uma "multidão de mulheres", Janita.

      Falo de um relacionamento profissional objectivo, sem espaço para as "tricas" tão femininas.:)

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  2. Pois. Eu já trabalhei com homens e com mulheres. Prefiro trabalhar com homens.
    Abraço e bom fim de semana

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    1. Pois, mas a Elvira fala da experiência em fábricas, com muita gente e muitas intrigas (as mulheres são muito melhores nisso que nós...).

      Eu falo de relacionamentos com poucas pessoas e muito objectivos (a mulher sabe mais o que quer que nós, em quase tudo na vida).

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  3. Olá Luís.

    Entendi-te perfeitamente. Eu também gosto mais de "chefas" que de "chefes". E não e apenas por usaram perfumes mais agradáveis. :)

    Normalmente exercem o poder com a palavra e não com a força e eu gosto muito mais de ser levado pela persuasão que pela força.

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    1. Quase que tocaste na "ferida", Adriano. :)

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  4. eu sinceramente, gosto mais de trabalhar com homens do que com mulheres, mas, é muito agradável ler o teu texto e as tuas conclusões.
    por ser mulher fiquei muito satisfeita!
    boa semana.
    beijos
    :)

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    1. Como já disse, Piedade, as mulheres só são "perigosas" se foram quase uitas. :)

      E eu também falo de relações de trabalho, com contactos curtos, distantes do trabalho das nove às seis.

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