Só nas verdadeiras tertúlias, é que é possível dizer coisas absurdas e estúpidas, sem que estas sejam silenciadas. Da mesma forma que são sempre contrariadas, porque estes espaços de amigos, são também de aculturação, de ensinamento, das coisas mais simples às mais complexas. Só é necessário estarmos abertos à partilha de saberes...
E é bom sentirmos a evolução de alguns companheiros, que vão aprendendo a deixar de apontar dedos, por tudo e por nada. E também se habituam a ouvir, mesmo quando dizemos coisas que eles não concordam.
Nunca me esqueço da chamada de atenção que o meu amigo Orlando fez à mesa, na nossa memorável "Tertúlia", quando alguém tentou diminuir a opinião de um de nós, menos informado: «A liberdade de expressão é falarmos sobre o que nos apetece, mesmo quando dizemos disparates.»
Claro que nesta "Liberdade", tão especial, também está presente o respeito pelo outro, embora muito boa gente a confunda com o insulto, ela é outra coisa, muito mais bonita...
(Fotografia de Luís Eme - Almada - escolhi este retrato, porque desde pequeno que embirro com a palavra "proibido")

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