sábado, setembro 26, 2026

Um mundo de enganos à medida de cada um de nós...


Quase todos os políticos são peritos no jogo do "passa culpas", desde o senhor da Educação à dona da Saúde, passando pelo "conde de monteverde". Conseguem culpar os outros pelos seus erros, e não satisfeitos, ainda são capazes de dizer que as coisas estão melhor à sua volta, mesmo que tudo ameace ruir, desde os hospitais às escolas...

Podia falar também da dona Inês, que manda aqui neste nosso burgo, que também adora culpar os outros e pensa ser possível passar pelos intervalos da chuva, mas não vale a pena.

Até porque há "espécies" ainda piores nestes teatros de poder, que gostam de vestir capas de "super-heróis", mesmo que não passem de bandidos de terceira classe, como são os casos de Carlos Moedas ou André Ventura. Embora os seus talentos pareçam estar mais vocacionados para os enredos de ficção ou para a venda de banha da cobra nas feiras, não iriam conseguir ter tanto palco à sua volta, muito menos enganar tanta gente ao mesmo tempo, como o fazem nos seus "púlpitos".

Aquilo que era uma velha questão deixou de ser questão. Sabemos há já algum tempo como é que eles conseguiam ludibriar tantas pessoas ao mesmo tempo, nos seus jogos de palavras manhosos, povoados de mentiras e nomes. Conhecem a cartilha do "populismo" como mais ninguém, no nosso país.

Como sabem que as pessoas pouco cultas são facilmente enganadas, tanto por quem tanto fala alto, como quem finge falar-lhes ouvido, oferecem-lhes dúzias de "histórias da carochinha". Não satisfeitos ainda apontam dedos e chamam "bandidos", aos que também de deixam seduzir pelo poder e esquecem os seus "rabos de palha", com um cardápio completo de insinuações e mentiras.

O Carlos quase que já nos convenceu, que o que gostamos mesmo é de ser embalados com "canções do bandido". Desta vez ainda foi mais longe e afirmou, que se há tantas histórias à nossa volta de gente a cair nos "contos do vigário" modernos - ainda melhores que a "dona branca", com ofertas de negócios com juros malucos que rendem 50 e 100 por cento -, é porque o nosso cérebro está a ser invadido, cada vez mais, por massa castanha.

Só ele mesmo, para nos fazer rir com coisas cada vez mais sérias...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


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