domingo, setembro 27, 2026

Uma certa maneira de se ser funcionário público...


As desculpas de algum funcionalismo público vão ter quase sempre ao mesmo lugar, "não me pagam para fazer isto", ou pior ainda, "não me pagam para saber isto". Ou seja, o "maldito" dinheiro é colocado sempre à frente de tudo.

Curiosamente, ou não, quando se candidataram aos lugares já sabiam que iam ser mal pagos, tal como as funções que iriam exercer e o tipo de informação que teriam de dar a quem se deslocasse aos seus serviços, preferencialmente com bons modos.

Hoje de manhã visitei dois museus e consegui ser atendido de duas formas completamente opostas. Na minha primeira visita a senhora da recepção/bilheteira estava ao telefone e conseguiu em poucos minutos formar fila no seu museu. Mas o pior ainda estava para vir. Além de se ter esquecido do sorriso em casa e estava pouco disponível para dar informações...

Não lhe dei conversa e fui ver o espaço de arte contemporânea.

No museu seguinte aconteceu-me o contrário. Além de ter sido bem acolhido, no final da visita fiz duas ou três questões, às quais ela era completamente alheia, mas que fez questão de me responder, demonstrando saber onde estava e também quem era aquele casal parisiense...

A pergunta mais pertinente que fiz foi porque razão o título dos quadros expostos estava escrito na língua francesa. Ela respondeu-me, muito bem, que se optara por manter os nomes originais de  cada obra, franceses, mesmo que o museu fosse português e ficasse em Portugal...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


1 comentário:

  1. A malta dos museus até é quase toda bem formada.
    Pela minha experiência, acho que os serviços das autarquias são que têm mais labregos e labregas, gente que nunca devia estar no atendimento público.

    Ruca

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