domingo, abril 17, 2016

A História e a Beleza que os Museus nos Mostram


Às vezes somos sugestionados a fazer perguntas a nós próprios, por conversas que temos ou leituras que fazemos.

Foi o que me aconteceu ontem ao ler a entrevista de Penelope Curtis na "E" (revista do "Expresso"), a britânica que dirige actualmente o Museu Gulbenkian.

De uma forma natural vi-me a perguntar a mim próprio, porque razão gostava tanto de visitar museus... não foi difícil chegar à resposta, além de me sentir bem naquela atmosfera (normalmente rodeado de coisas únicas...), há a história e a beleza que faz parte de cada uma destas casas, que podem ser tão diferentes na sua temática e tão iguais nos seus objectivos.

E depois existem os silêncios destas salas (prefiro os museus com pouca gente...), que nos podem dizer tanto. Não sou daquelas pessoas que passam horas a olhar para uma peça. Vou sempre andando. Só paro mais que uns segundos quando sinto que há um pormenor diferente que me chama a atenção. Não deixa de ser curioso, que nos museus de arte, olho com muito mais atenção para as esculturas que há meia dúzia de anos. Reparo mais nos pormenores, na forma como está modelado o corpo ou o rosto, naquilo que as mãos seguram, para onde nos leva o seu olhar...

Somos o que somos. Não sei se os meus filhos vão gostar de museus no futuro. Às vezes a fartura enjoa, espero que não seja o caso...

(Fotografia de Luís Eme)

10 comentários:

  1. Beijo e um abraco apertado com votos de um belo DOMINGO.

    GLUOSNIS - LITUANIA

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  2. Adoro visita-lo, principalmente aqueles que se encontram em casas hístóricas

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    1. Ainda têm mais histórias Alfacinha. :)

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  3. Também li a entrevista de Penelope Curtis. Também gosto de visitar museus...
    Um abraço, Luís.

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  4. Luís, tinha este post guardado para comentar com calma.

    E isto por me sentir a desempenhar dois papéis no que aos museus diz respeito.
    Como consumidora e por questões profissionais que me levam a ter uma relação privilegiada com um museu, em trabalho quase exclusivamente de back office, embora nas reuniões abordemos aspectos relacionados com a ligação ao visitante.

    A minha forma de visitar museus é muito semelhante à que referiste, até porque hoje temos possibilidade de, a qualquer momento, aceder facilmente a informação detalhada sobre determinada peça que naquela altura nos agradou particularmente.
    Depois, quando viajo, há uma noção muito clara de que o tempo não é elástico e não prescindo de sentir o pulsar da vida dos locais que visito. Andar nos transportes públicos, ir à mercearia de bairro, sentar-me numa esplanada a observar... À margem do postal turístico. E isso leva tempo. Por essa razão, e que está relacionada com a minha formação, por vezes, aos museus e monumentos não dedico muito tempo.

    Quanto às ligações por via do trabalho, abordamos com alguma frequência as motivações dos visitantes, o que é apurado através de inquéritos e na abordagem presencial.
    Então, se há uns anos poderia ser motivo de critica alguém que entra com o primeiro propósito de descansar, hoje tal é bem aceite e até valorizado. Talvez ainda haja algum estigma... Por que não descansar num sítio tranquilo com arte à volta? Por vezes, na sequência disso e com um bom acolhimento, a pessoa até fica mais desperta para visitar com atenção... Até pode voltar, como já tem acontecido.

    Conheço bem esse museu que mostras na foto!



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    1. Então sabes do que falo, Isabel.

      Também o conheço bem, é o primeiro de todos...

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  5. Sempre gostei de visitar museus. E hoje mais do que nunca, talvez porque ultimamente só tenho feito visitas guiadas.
    Abraço

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    1. Com as visitas guiadas aprendemos mais mas não andamos com os olhos tão à solta, Elvira. :)

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