segunda-feira, novembro 16, 2015

Vivemos Tempos de Medo e de Desconfiança


Vivemos tempos de medo e de desconfiança. Não é de agora, nem tem nada que ver com os atentados de Paris.

Provavelmente terá alguma coisa a ver com o 11 de Setembro, com a invasão do Iraque, mas o que tem mesmo muito a ver, é com o poder insaciável do capitalismo, com a facilidade com que ele destrói vidas.

Quando se diz que o capitalismo não tem rosto, é mais uma mentira, das muitas que nos impingem diariamente. Claro que tem, é nem mais nem menos que a "tromba" da gente que se exibe nas listas dos mais ricos de cada país e do mundo.

São eles que andam por aí a distribuir medo por todas as ruas, que despedem as pessoas que lhes apetece, sem se preocuparem se têm família para sustentar, casas para pagar.

São eles que constroem hospitais, escolas, apenas com o objectivo de ganhar dinheiro. Para que a saúde e a educação deixem de ser direitos de todos nós, como está escrito na constituição.

São eles que escolhem os ministros e deputados que mais lhes convêm, para que aconteça o que aconteceu no nosso país nos últimos quatro anos. Os ricos ficaram ainda mais ricos e os pobres ainda mais pobres.

São eles que dominam os jornais e as televisões, que só nos mostram e escrevem o que querem, oferecendo ainda mais "medo" e "desconfiança", especialmente a quem não gosta muito de pensar pela sua própria cabeça.

Além de vivermos tempos de medo e de desconfiança, se não mudarmos de rumo, caminhamos para a "autodestruição", porque esta Europa capitalista não é boa para ninguém, nem mesmo para os Europeus.

O óleo é da alemã Dorte Clara Wolff.

8 comentários:

  1. É pá, estás um marxista do caraças.
    Se os teus "amigos" de Almada te lerem ainda te recrutam para o partido.

    abraço do sul

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    1. O que é que te hei-de dizer, Adriano?

      Noto que há algum primarismo em alguns dos meus escritos, mas acho que mesmo assim não os devo apagar.

      E continuo a pensar que o Capitalismo é o pai de todos os males que estamos a viver.

      E como sabes, eu até gosto do Marx...

      E em relação à tua provocação, sei desde há muito que sou mais marxista que muitos dos tais "camaradas" que falam de poleiro.

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  2. Bom, para começar, eu percebo pouco ou quase nada de política, nunca militei em nenhum partido politico e sou quase analfabeta, Sou uma das muitas caras anónimas do povo, mas apesar disso estou absolutamente de acordo consigo. E mão digo isto para ser simpática, não frequento nenhum blogue por simpatia, sim porque me agrada o que escrevem e me encontro um pouco neles. Ah! E nunca li Marx.
    Um abraço

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    1. Não é preciso militar em partidos, para sabermos o que queremos, Elvira.

      E ainda bem.

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  3. Mas que retrato mais verdadeiro, é apenas a verdade nua e crua e o resto são conversas de modo a manter o obscurantismo bem vivo e que continua a vigorar e atenção que é cada vez mais global!

    E tudo em nome do empreendedorismo!

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    1. Mas é triste, Severino, muito triste.

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