Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Bom Dia, Todos os Dias, Com as Tuas Palavras, Sophia

«Na minha infância, antes de saber ler, ouvi recitar e aprendi de cor um antigo poema tradicional português, chamado Nau Catrineta. Tive assim a sorte de começar pela tradição oral, a sorte de conhecer o poema antes de conhecer a literatura. Eu era de facto tão nova que nem sabia que os poemas eram escritos por pessoas, mas julgava que eram consubstanciais, ao universo, que eram a respiração das coisas, o nome deste mundo dito por ele próprio.»



Sophia de Melo Breyner Andresen, Arte Poética V

8 comentários:

maré disse...

que ternura Luís!

e sabes, eu que sou tão "novinha" tanbém a aprendi antes de saber lêr. acho que a ensinaram como uma espécie de lenga-lenga ou cantilena, já não me recordo com exactidão. e só agora, passados tantos anos ma trouxeste à memória.

comoveste-me.

Graça Pires disse...

A Sophia: como temos saudades dela!
Este texto é lindíssimo e reflecte um pouco a realidade de todos os que amam as palavras.
Um abraço Luís.

Maria P. disse...

Muito bem...

:)Beijinhos, Luís M.

Luis Eme disse...

a minha filhota também já sabe tantas cantilenas dessas sem saber ler.

nunca tinha pensado nisso, Maré.

Luis Eme disse...

sim, Graça, e ela era única...

Luis Eme disse...

a Sophia, a minha poeta um, fazia noventa anos, M. Maria Maio...

gabriela rocha martins disse...

o quanto admiro esta SENHORA POETA MAIOR

um dos meus verdadeiros NOBEL da literatura portuguesa


.
um beijo

Luis Eme disse...

também minha, Gabriela...