quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Outra História...



Outra história... esta publicada por aqui a 26 de Junho de 2011.


«Nunca seremos iguais, simplesmente
porque somos diferentes».
  
O velho embarcadiço de cabelo cinzento que fumava cigarrilhas castanhas, não tinha dúvidas, de que nós homens, éramos mais de partir, e as mulheres mais de ficar, de esperar à janela ou na portada da casa.
Não valeu de nada dizer-lhe que os tempos eram diferentes, que inclusive já havia muitas mulheres a deixarem a casa para trás, quando decidiam começar uma vida nova.
Pouco convencido, trouxe os filhos para a conversa, o cordão umbilical e os nove meses que todos andávamos a cirandar nas barrigas das mães. Tudo razões suficientes para qualquer mãe normal ficar e esperar, segundo a sua cartilha da vida.
Nós sabíamos que a maternidade já não era o que era, mas o velho lobo-do-mar, continuava preso ao seu tempo e à memória das mulheres que foi conhecendo em portos e cidades distantes.
Talvez muitas o esperassem, meses a fio, rente ao cais, ou nas tais janelas ou portadas…
Embora não nos convencesse, conseguiu pelo menos silenciar-nos com uma frase que nos pareceu simples, apesar de toda a sua complexidade.
«Nunca seremos iguais, simplesmente porque somos diferentes».

O óleo é de Valentin Russin.
                                                                      

6 comentários:

  1. E não é que é verdade?
    Pese embora toda a vontade das feministas na igualdade, quem o quiser ser à letra arrisca-se a ser um arremedo dos homens. Mas isto não tem nada a ver com a capacidade das mulheres para desempenharem qualquer trabalho tão bem como o homem. A menos que o trabalho seja de força bruta. E ainda assim pela inteligência muitas mulheres são capazes de o realizarem.
    Mas uma mulher nunca reagirá como um homem numa mesma situação. É a minha convicção.
    Um abraço

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  2. eu também gostei que gostasses, Laura. :)

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