domingo, maio 15, 2016

Vê de Vitória


Porque continuo a acreditar que não vale tudo, na vida e no futebol, espero que Rui Vitória e o Benfica sejam os vencedores da nossa Primeira Liga, que termina daqui a hora e meia.

(Fotografia de autor desconhecido)

sábado, maio 14, 2016

Uma Europa Manhosa e Pouco Solidária


É quase irónico ouvir os responsáveis políticos desta Europa, cada vez mais manhosa e menos solidária, ameaçar o nosso País que vai ser multado pelo défice excessivo, esquecidos que ele é obra dos seus "bons alunos" (Passos e companhia), que professam a mesma ideologia política, que não tem feito outra coisa, que não seja destruir o chamado "Velho Continente".

Gente que depois de ser cúmplice na construção de cercas e muros, é capaz de pagar aos turcos, para tomarem conta dos refugiados de guerra, só para fingirem que não têm nada que ver com isso e ficarem no quentinho das suas casas, satisfeitinhos da vida. Como se o "mal" que fazem hoje não acabe por lhes bater à porta amanhã...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, maio 13, 2016

A Complexidade de Vivermos Uns com os Outros


Às vezes penso que Fernando Pessoa (e todos os seus lados bons...) foi das pessoas que melhor entendeu os humanos.

Talvez fosse por isso que se refugiasse no mundo secreto das palavras e das bebidas que prometem levar-nos por aí de viagem.

Foi sobretudo um observador.

E o que ele pôde observar durante a Primeira República... com os múltiplos exemplos da gente que passou o tempo a alimentar golpes e tumultos, deitando fora o pior que tinham dentro de si, capazes de dizer uma coisa hoje e outra amanhã, completamente diferente...

Talvez por isso Fernando tenha sido também tanta gente dentro de um corpo só. Foi a forma que escolheu para tentar ir mais fundo na complexidade humana, vestindo a pele de gente distinta.

E percebeu melhor que ninguém, as razões de cometermos os mesmos erros mais que três vezes...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 12, 2016

Uma Sensação Diferente


Ontem aconteceu-me algo que não me acontecia há anos, quando passava rente à escola secundária perto da minha casa, levei com uma baforada de fumo. O mais curioso é que esteve longe de ser desagradável.

Eu que nunca fumei (voluntariamente...) e que também nunca percebi muito bem porque razão alguns fumadores amigos não me incomodavam nada a fumar ao meu lado e outros faziam com que sentisse o fumo a entrar dentro de mim de uma forma desagradável, estranhei ter gostado daquele cheiro que me acompanhou por um segundo.

Nem posso dizer que este gosto se deva à moçoila de roupas escuras lábios rouge e olhos bonitos, a tal fumadora, porque só a olhei depois e por ter gostado daquela sensação.

Fiquei a pensar que este "gostar" talvez se deva à marca de tabaco que a miúda fuma. Lembrei-me logo de um período de falta de tabaco nacional, em que se importaram demasiados cigarros espanhóis, que durante algum tempo deixaram um cheiro no mínimo estranho nas ruas e cafés.

(Fotografia de Yale Joel)

quarta-feira, maio 11, 2016

«Sei que é mais fácil falar em mudanças que mudar.»

Neste espaço, que serve para tudo, para ficcionar a vida, mas também para desabafar, muitas vezes quase que escrevo em código. Foi o que aconteceu ontem.

Faço-o por três razões. Para não dar demasiada importância a quem não a tem, para que estes assuntos fiquem só entre quem tem conhecimento deles e também por precisar de "descarregar a bílis". Ninguém é perfeito.

Acabei por falar com uma amiga à noite, que percebeu a minha mensagem e disse: «espero que só mudes um bocadinho.» Respondi-lhe que queria mudar mais que um bocadinho, embora adiantasse mais uma daquelas verdade daquele senhor com nome francês: «Sei que é mais fácil falar em mudanças que mudar.»

Ambos concordámos que é um assunto para ser gerido com "pinças", por envolver outras pessoas. Só não podemos é continuar a alimentar o ego de alguém que passa a vida a usar os outros, que gosta de usar a máscara, da "desgraçadinha", para que alguém faça o trabalho que lhe compete. E que na hora de receber "louros", esquece todos aqueles que estão à sua volta e a quem devia estar no mínimo grata. 

Ainda não percebi bem porque razão participamos neste "circo". Embora saiba que é fácil caír duas ou três vezes na  "esparrela da desgraçadinha", mais por pena (esta palavra feia...) que por outra coisa. 

Mas provavelmente nós é que somos os burros...

(Óleo de Frederic Bazille)

terça-feira, maio 10, 2016

É Tempo de Mudar

Finjo muitas vezes que não percebo porque razão é que as pessoas burras e imbecis, fazem tanta batota para conseguir dar nas vistas no que quer que seja.

Mas é demasiado óbvio que esta é a única forma que têm para conseguir ultrapassar todos aqueles que lhes são superiores, em talento e qualidade humana.

Razão tem o meu amigo Orlando, cansado e farto de todos os fulanos que nos rodeiam, cínicos e invejosos, que fingem ser outra coisa, porque querem ser mais do que o que são.

Sei que tenho deixado a porta aberta algumas vezes, e que eles, como não perdem uma oportunidade, entram sempre que podem, mesmo que não sejam convidados.

É tempo de mudar.

(Fotografia de Gordon Parks)

segunda-feira, maio 09, 2016

As Conversas de Segunda Feira

Noto que este ano foi o ano em que falei menos de futebol com os meus amigos  às segundas, pelo menos do nosso futebol. Foi impossível passar ao lado do Leicester e da lição de Claudio Ranieri, que alguns achavam demasiado simpático para ser um vencedor (chegou a ser um dos "inimigos de estimação" de Mourinho, a par de Wenger...) ou da subida do Cova da Piedade à 2.ª Liga.

E tem uma explicação. Como temos dois dedos de testa, não nos podíamos rever nas palavras "incendiárias" dos Brunos, dos Octávios, dos Jesus, dos Inácios, dos Guerras, dos Gomes ou dos Gabrieis. Gostamos do Benfica, do Sporting, do Cova da Piedade ou do Almada, mas gostamos ainda mais de ser amigos.

Sabemos que o futebol não é este "vale tudo", esta tentativa de colocar todas as pessoas em xeque, de escolher os árbitros como "bodes espiatórios" e culpados de tudo o que acontece de mau nos estádios.

Não sei se as nossas conversas tem sido mais proveitosas. Têm sido pelo menos diferentes. Falámos mais de ténis, do João Sousa, do Gastão e do  Frederico, meu conterrâneo, filho e sobrinho de dois bons amigos de infância. Nem de propósito, li agora de manhã que o João alcançou o melhor ranking de sempre de um jogador português, é o 30.º do Mundo, com tudo o que isso implica de horas de treino, viagens de avião (para todos os continentes...), noites dormidas em hoteis, mudanças de fusos horários... e claro, o afastamento da família e amigos.

(Fotografia de autor desconhecido, retirada do site de "A Bola")

sábado, maio 07, 2016

O Companheirismo Quase que faz Milagres

Eu sei que há "reboliços" bons. Vozes que mesmo quando falam ao mesmo tempo, em vez de nos irritarem, fazem-nos sorrir.

Enquanto conversam e se mexem de um lado para o outro, eles com chaves de fendas ou de bocas na mão, elas com panos que limpam quase tudo, naquilo que podia parecer uma "opereta", mas com acção de verdade. Sim, falo do trabalho com que "erguem edifícios", de um dia para o outro. 

Chegam ao fim do dia com suor impregnado nas roupas, algumas dores aqui e ali - que falam da desabituação de alguns gestos de operários de quem se foi refinando com o bom que a vida proporcionou -, mas sobretudo com uma alegria imensa estampada nos rostos, de quem foi capaz de fazer muito mais do que poderia pensar. E tudo isto pelo amor que sentem à causa colectiva.

Obrigado Companheiros!

(Óleo de Gail Roberts)

quinta-feira, maio 05, 2016

Chuva, Sol e Mais Qualquer Coisa


Parece que vamos ter chuva por uns dias.

Depois do almoço pensei que não deveria ser nada de dramático, se acontecesse como hoje, em que fomos brindados com a aparição do Sol. Quase que nem será preciso usar o chapéu de chuva, até porque o calor continua, pelo menos hoje.

Já a meio da tarde, o cinzento voltou e conseguiu esconder o Sol. A chuva também deve estar por minutos, só não sei se vem de avião, de autocarro ou de barco...

Dizem que a temperatura vai descer. Espero que sim, porque não acho muita piada  ao "caldo" que nos é oferecido com a mistura entre a chuva e as temperaturas altas, que nos leva quase de viagem à África tropical.

(Fotografia de Julie de Waroquier)

quarta-feira, maio 04, 2016

Agitação versus Criação

No meu caso pessoal, a agitação sempre foi inimiga da criação. Quanto mais a cabeça está liberta, mais me surgem ideias do arco da velha (e da nova) e vontade de criar.

Embora continue a escrever pequenas coisas em papeis, sei que dificilmente terão continuidade amanhã. 

Claro que nada disto acontece por acaso. E vai ser assim até ao final deste mês de Maio (embora tenha uma palestra e uma exposição para organizar, pelo meio...).

Estou numa fase de grande involvência física e psicológica, porque a Associação Cultural a que pertenço (SCALA) tem finalmente um espaço próprio. Depois da realização de pequenas obras, estamos a iniciar a fase de instalação (com tudo o que isso tem de complicado, desde ideias diferentes sobre as pequenas e grandes coisas, até aos imprevistos que surgem sempre...).

Espero que toda esta agitação acalme (pelo menos na segunda quinzena deste mês...), para que volte a ter tempo para mim.

(Fotografia de Lyon de Castro)

segunda-feira, maio 02, 2016

O Primeiro de Maio Nunca foi para Todos

Irrita-me que um supermercado continue a abrir as portas no Dia do Trabalhador, acenando com promoções de metade do preço a um povo, que continua refém de uma economia capitalista, que acha que é com ordenados baixos e trabalho precário que vamos lá.

Mas depois  passeio pelas Caldas da Rainha e vejo a Praça da Fruta cheia de gente (vendedores e compradores...) e fico sem saber o que pensar. Embora estes  vendedores trabalhem por conta própria e aproveitem o fluxo turístico do domingo  (quer também foi o Dia da Mãe, um bom dia para as floristas, porque é sempre bonito oferecer flores...), para colmatar os dias de menor movimento.

E nem vou falar dos restaurantes, das filas intermináveis em Cacilhas, de gente que esperou quase duas horas para almoçar...

É então que me lembro, estupidamente, que o Primeiro de Maio nunca foi para todos...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 01, 2016

A Mãe é Tudo...


Todas as palavras bonitas podem ser utilizadas para falarmos das nossas mães, porque são muito do melhor que somos...

O Zeca canta muito bem, de uma forma simples, o que quase todos sentimos...

[...]
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
[...]

(Óleo de Pino)