Um dos aspectos mais repugnantes da nossa sociedade, é a "viciação" de qualquer concurso para um emprego.
A "cunha" continua a prevalecer, cada vez mais, principalmente no sector público. Raramente entram os melhores que estão a concurso, entram sim os que têm "padrinhos" mais poderosos...
As únicas excepções continuam a ser alguns empresários privados, que admitem a cunha, sim (é impossível fugir dela, neste país cheio de pequenos de grandes favores), mas acompanhada de qualidade...
Um senhor, que tive o privilégio de conhecer, quando alguém lhe fazia um pedido para os filhos, para preencher uma vaga existente na sua empresa, ele apenas dizia isto: «Se ele estiver ao nível dos melhores candidatos, o lugar é dele.»
Claro que as coisas começam a funcionar de forma errada, logo ao mais alto nível. Se nos partidos não se escolhem os melhores quadros, mas sim os mais maleáveis e os que têm mais jeito para participar em jogos obscuros, está tudo dito...
Acabam por ser estas pessoas de qualidade, muitas vezes duvidosa, que chegam aos lugares do poder. Isso explica o porquê, de nos encontrarmos à procura de rumo, há mais de trinta anos...
O óleo que escolhi é de Ilena Serôdio...









