quarta-feira, março 25, 2026

Tanta coisa que não sei...


Não sei a certo se as aulas de Cidadania, alteravam o nosso comportamento, muito menos se a escola é o lugar certo para nos tornarmos melhores pessoas (claro que sei que tudo começa e acaba em casa, mas a escola podia dar uma ajuda...).

Pensei nestas coisas depois de passar por um homem de uns quarenta anos, que acabara de estacionar o carro e quando saiu, gritou alguns dos nomes feios que conhecia para outro condutor, que entretanto já dera a curva e caminhava para outro planeta e lhe apitara segundos antes.

Provavelmente apitara com razão, o que não faltam nas estradas é gente que não faz uso dos sinais luminosos do carro quando muda de direcção ou estaciona.

O meu lado mais moralista teve vontade de perguntar ao homem, se ficara mais feliz depois de encher a rua de nomes feios. Sabia que se o fizesse, acabaria por sobrar para mim, qualquer coisa ainda mais feia que um "mete-te na tua vida"...

Também pensei que talvez hoje estejamos mais malucos que ontem, e a tendência seja continuarmos a piorar, dia após dia, ignorando algumas palavras calmas, da família do civismo...

(Fotografia de Luis Eme - Lisboa)


4 comentários:

  1. Fico sempre irritada com essas falhas de sinalização, não digo palavrões mas chamo-lhes "camelo" apenas para mim. 😀

    Abraço

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    1. Obriga-nos a estar mais atentos, Rosa.

      Se formos atrás do carro durante algum tempo, percebemos que o condutor não sabe para que é que existem os sinais...

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  2. Às vezes parece que o habitáculo do carro funciona como uma redoma que desumaniza quem está fora dele. O silêncio que guardou foi, provavelmente, a única resposta sensata — responder ao barulho com mais barulho só validaria o caos. Às vezes, o exercício mais difícil de cidadania é precisamente esse: respirar fundo e não deixar que o "nome feio" do outro estrague o nosso caminho. Fica a reflexão: será que estamos a desaprender de partilhar o espaço comum?

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    1. Quase sempre, Daniel.

      Deve ter a ver com o sistema nervoso, com a pressão da estrada, todos devemos ficar diferentes. O que não quer dizer que se parta para a violência...

      Exige sim, mais paciência.

      E claro que estamos cada vez com mais dificuldade em conviver com o outro...

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