segunda-feira, novembro 21, 2016

O Jornalismo Com e Sem Rede...

Continuo a pensar que os blogues são ligeiramente diferentes das "redes sociais" (mesmo que sejam incluídos por muito boa gente nestas novas formas de comunicar), por não resumirem a sua existência a frases curtas, fotografias de ocasião e exploração de casos polémicos, quase ao segundo. E claro, permitem que exista uma distância saudável entre os gestores e os os comentadores. 

Nos últimos tempos (graças às eleições americanas...), o facebook tem sido o alvo escolhido para as críticas de jornais e de jornalistas.

Eu ao não ter - ou frequentar - esta ou outras "redes", acabo por passar ao lado de muitas coisas "interessantes", especialmente para quem gosta de "mexericos". Mas estou longe de diabolizar estas formas de comunicação. Até porque basta-me analisar a matéria jornalística do diário que mais vende no nosso país - desde os títulos da primeira página aos seus conteúdos -, com as meias verdades e alguma ficção (apostam na notícia-novela, com episódios quase diários...) a serem transformados diariamente em notícias, para preferir ficar a ver as barcas a passarem no rio em vez de apontar dedos. 

Por fazer autocrítica, sei que bom era que alguns jornalistas e comentadores olhassem mais para o "mundo" que os rodeia e menos para o seu umbigo...

(Fotografia de Luís Eme)

8 comentários:

  1. Luís, deixo-te alguma informação sobre o conceito de rede social e se os blogues pertencem a tal categoria:

    http://www.midiatismo.com.br/qual-a-diferenca-entre-redes-sociais-e-midias-sociais

    http://www.digai.com.br/2015/04/qual-diferenca-entre-midia-social-e-rede-social/

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  2. Luís, não creio passares ao lado de muita coisa interessante pelo facto de não estares em nenhuma rede social.
    Mais: é curioso constatar as diferenças de registo e profundidade entre o mesmo assunto abordado pela mesma pessoa no facebook e num blogue, assim como os comentários feitos pelas mesmas pessoas.

    Mais interessante do que apanho por lá é ter acesso à divulgação de certas iniciativas.

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    1. A grande desculpa que dou para não andar de rede em rede, é a falta de tempo, Isabel.

      Mas não me interessa muito entrar em discussões futeis. Porque o que dizes é o que eu penso, há duas formas, dois discursos, duas posições diferentes...

      (sim, sei que perco muita informação importante, porque há quem só faça divulgação no facebook)

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  3. Eu também continuo a preferir ficar a ver as barcas a passarem no rio...
    Um abraço. Luís.

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    1. E que Rio que nós temos, Graça. :)

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  4. Como não frequento o FB, porque não tenho nenhum produto para divulgar e os mexericos não me interessam, também gosto de olhar o que me rodeia e sinto-me bem por aqui, na blogolândia.
    A foto do Luís provoca uma certa ilusão de óptica...a mim, parece-me que, a qualquer momento, o cacilheiro e o navio vão entrar em rota de colisão...:)

    O título do post fez-me pensar o quanto há de verdade entre essas duas espécies de jornalismo. O que tem rede, infelizmente, abunda cada vez mais e só por isso se lê tanto disparate.
    Gosto de ler os seus escritos, sempre tão lúcidos e pertinentes.

    Um abraço, caro Luís.

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    1. É verdade, Janita, a fotografia tem essa profundidade.

      O jornalismo deve estar a viver o seu pior momento, não sabe o que vai (e quer) ser, e sente-se "entrincheirado" com os blogues e as redes sociais...

      E em vez de marcar a diferença, imita no pior sentido...

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