domingo, março 04, 2007

O País Onde a Culpa Morre Solteira...


Continuamos a ser o país onde a culpa morre solteira. Os potenciais culpados fingem-se sempre inocentes... e tentam esconder os erros debaixo da peneira, ao mesmo tempo que culpam as inevitabilidades da vida...
Como normalmente também são ricos e poderosos, acabam por ter a vida facilitada porque podem contratar os melhores advogados da “praça”, quase sempre especialistas em “driblar” o Estado.
É por essas e por outras que todos nós sabemos que a justiça portuguesa não é para todos...
Seis anos depois da Tragédia de Entre-os-Rios, continua no ar o sentimento de injustiça e de revolta no seio dos familiares das vítimas.
E se nos lembrarmos que o ministro Jorge Coelho pediu a demissão e disse nessa altura que a culpa não podia morrer solteira...
Podemos falar das vitimas, dos familiares, das várias aldeias que circundam a ponte, ainda povoadas de fantasmas, mas o que continua bem visível, é o desleixo e o abandono a que estão votados milhares de bens públicos, de Norte a Sul. Como já vem sendo hábito, ninguém aprendeu com a queda da Ponte de Castelo de Paiva.
Enquanto a culpa morrer solteira, os responsáveis vão continuar a fechar os olhos e a furtar-se às suas responsabilidades e o povo continuará a sentir na pele, que a justiça não é para todos...

8 comentários:

  1. Eu não sei, de facto, onde este país vai parar.
    Nem sei se este povo anda a dormir. Parece.
    Porque tudo isto é baralhar e voltar a dar...
    Começando por Entre os Rios, continuando por todas as pontes que na altura foram examinadas e assinaladas como "mais ou menos a precisar de intervenção", passando por tudo o resto e terminando na última deles - as urgências hospitalares, é tudo uma vergonha (para não falar dos casos gritantes de apitos e sacos a decorrerem na Justiça)...
    Não sei. Este país já nem me desilude. Cansa-me.
    Tem o fim de semana possível...
    Um abraço

    ResponderEliminar
  2. Também não sei onde o nosso País vai parar Maria.

    Pensamos que não é possível descer mais baixo, mas ele continua a sua caminhada em direcção ao abismo...

    ResponderEliminar
  3. É fazer muitas figas - quem for supersticioso - para o azar não nos vir bater à porta.
    Porque se, ou quando, vier...
    Já está visto como é.

    ResponderEliminar
  4. Tens razão Sininho.

    Muitas vezes é mesmo uma questão de sorte ou azar, estarmos ou não à hora certa no sitio errado...

    ResponderEliminar
  5. Entre outros aspectos este caso de «Entre os Rios» veio provar uma das minhas ideias sobre isto: o maior inimigo da Justiça é o Direito...

    ResponderEliminar
  6. Não sei se será o direito, se a prática do direito, especialmente por advogados engenhosos, Zé do Carmo...

    ResponderEliminar
  7. Em nome da verdade, não se esqueçam que Jorge Coelho, o mais promissor oilítico do PS, fez araquiri nessa noite e desde então se apapou

    ResponderEliminar
  8. Talvez não fosse a melhor forma de sair do "palco", Joaquim, mas deve ter sido uma atitude pensada de alguém, que talvez estivesse cansado do "guterrismo"...

    ResponderEliminar