Nunca falamos sobre o fim dos livros, por sabermos que é mais fácil acabar-se com o último homem que com o último livro. Muito menos sobre o "fim da história"...
Mesmo assim, acabamos por falar do fim de muitas outras coisas, graças ao espírito autodestruitivo humano, que aparece por todo o lado.
Nós sabemos que somos um país de malucos, mas deve haver outras razões mais estranhas para que existam tantos incendiários, de Norte a Sul. Embora as autoridades tentem amenizar o problema com as suas investigações e estatísticas oficiais, as evidências são quase sempre mais fortes que o que dizem os relatórios.
O Carlos está cheio de razão, quando nos diz que, «temos um gosto especial em acabar com as coisas, mesmo com aquelas que nos dão jeito.»
Ele não gosta que digamos isso, mas está cada vez mais parecido com o sr. La Palisse...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)

Vivemos num belo país cheio de muitas e desvairadas gentes, como diria Fernão Lopes, embora com outro sentido de desvairadas!
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