quinta-feira, fevereiro 16, 2017

«Eu sempre soube que somos uns seres um bocado para o estranho»

Ainda mal tínhamos acabado de sair da sala de cinema e já estavas a dizer: «eu sempre soube que somos uns seres um bocado para o estranho».

Sorri. Há coisas que sabemos, mas que normalmente não dizemos. Neste caso particular, nem sequer era preciso pensar no Hitler...

O cinema e o teatro, com os exageros da realidade, deixam-nos muitas vezes a pensar. Foi o aconteceu esta noite ao vermos "A Solidão dos Números Primos", apenas mais um exemplo de como  somos obrigados a viver com os "aleijões" que a vida nos oferece... e de como os erros, mesmo na idade da inocência, se podem pagar caros, ao ponto de  nunca mais nos deixarem em paz...

Eu sei, que, mesmo que alguns filmes nem sejam muito bem feitos, fico a gostar deles quando me fazem pensar.

(Fotografia de Cristiano Mascaro)

8 comentários:

  1. Não conheço o filme, mas entendi e concordo com o ponto de vista que defende!
    Livros e filmes que nos fazem pensar, são os que mais nos enriquecem enquanto pessoas...E esses, não são, de todo, os que mostram o lado cor-de-rosa da vida.

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    1. Pois são, Janita.

      Só é preciso querermos pensar. :)

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  2. Devia ser um dos principais objetivos deles. Levarem-nos a pensar.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Também penso que sim, Elvira. Mas também nos devem deixar satisfeitos à saída.:)

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  3. esse livro é maravilhoso.
    tenho tanto medo de ver o filme...

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    1. É um filme muito forte e denso, Laura.

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  4. Luís, e é muito bom que possamos viver bem com os aleijões, sem revolta é o que quero dizer.
    Como eu reconheci logo esta foto... :)

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    1. Mas nem sempre se consegue, Isabel.

      (sim, foste tu que me apresentaste este fotógrafo...)

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