Não era uma questão de sabermos, ou não, dançar. Era mais de querermos, ou não... Também não ficamos nada preocupados que fossem os UHF a animar o Pontal. As coisas são o que são. Almada também já não é o que era. Percebemos neste Verão que a água que sobra no Tejo pode faltar-nos em casa...
Não somos muitos, mas a nós o "conde do rabal" não nos consegue convencer, muito menos os seus serviçais, que se tornaram autênticas "máquinas de propaganda" e passam a vida a tentar "vender" um país irreal, que nem na cabeça deles existe.
Andamos por aí, quase perdidos nas ruas, utilizamos transportes públicos, vamos aos centros de saúde, os nossos filhos andam nas secundárias públicas perto das nossas casas, fazemos compras nas mercearias e mercados... Ou seja, sabemos que há cada vez mais gente que tenta "sobreviver", porque já não consegue "viver"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
E o imigrante com o ramo de rosas que irá tentar vender é bem a prova disso!
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