E ainda fico algumas vezes surpreendido com as histórias que me contam. É por isso que me apetece usar o slogan comercial mais popular do Pessoa sobre a bebida pela qual Salazar nunca morreu de amores: "primeiro estranha-se, depois entranha-se"...
Não fazia ideia que no interior de algumas das chamadas "boas famílias", se dizia o pior possível do Chega, por estas saberem "o que a casa gastava". O partido tinha imergido no seu seio, com os seus piores elementos, ou seja, com os filhos que eles nunca escolheriam para gerir as suas empresas ou os seus interesses. O que lhes faltava em competência, sobrava em esperteza e isso nunca foi bom para os negócios. Aquele "vale tudo" assustava-os, por saberem que normalmente era isso que os levava à ruína.
Alguns mais desbocados, nem sequer escondiam a vergonha que sentiam pelas tristes figuras que os seus familiares faziam no Parlamento.
Claro que também sei que há muitas outras famílias do "antigo regime", que se sentem orgulhosas do crescimento do Chega, por terem a sensação de que o 24 de Abril já esteve mais longe...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

Mesmo assim penso que eles preferem os deputados da sua família aos outros. Dão sempre mais jeito para os seus negócios.
ResponderEliminarRuca (sou o anónimo do outro comentário)