segunda-feira, julho 06, 2026

No futebol e na vida, nem sempre uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa...


No futebol e na vida, nem sempre uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa...

Compreendo que Cristiano Ronaldo não pode, nem deve, ser olhado como um humano normal. Basta recordarmos que é um dos raros futebolistas, que ocupam várias páginas do capítulo do futebol do famoso "Livro dos Recordes". Aproximou-se como poucos do "território dos deuses".

Não é por acaso que continua a ser idolatrado no mundo inteiro como mais ninguém, no "desporto-rei" (o rival Messi nunca lhe chegou as calcanhares em popularidade...). 

Esta quase "cegueira" não ajuda nada a que Ronaldo coloque os pés no chão e entenda que o seu tempo já passou, que a partir de agora, será sempre uma pequena amostra do que realmente foi. E quando na própria selecção tem pessoas responsáveis a quererem ficar no começo da lista do seu "clube de fãs" (o selecionador e vários dirigentes), tudo piora...

Nem sei mesmo se existe alguém capaz de lhe dizer que desde o último Europeu, ele deixou de ser o jogador,  único, e imprescindível, que fora até aí. Ou seja, a idade fez com que passasse a ser um atleta comum, que regressasse ao "planeta terra". 

Penso que ninguém tem dúvidas de que a sua presença nos 26 jogadores presentes nos EUA é justissíma. Os problemas só começam quando a "equipa de todos nós" é formada pelo CR7 e mais dez, durante todo o jogo...

Gostava muito que Portugal ganhasse hoje e que o Cristiano marcasse pelo menos um golo. Mas também gostava que ele fosse substituído, a meio da segunda parte, a bem da selecção e de ele próprio.

Sei que estou a pedir muito, mas...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


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