Quando ouvi um amigo que escrevia livros, dizer, «sou um escritor de livros invisíveis», não o levei a sério.
Talvez por nesse tempo ainda existirem bastantes leitores de livros...
Apesar dos todo o optimismo de alguns editores, de que hoje há mais leitores e que se vendem mais livros, sei que são apenas mais duas mentiras, para juntar a tantas outras, deste nosso tempo. Tempo que perdeu a capacidade de olhar para dentro e para fora de si, e de se interrogar sobre o seu verdadeiro papel nesta bola cada vez mais achatada...
Hoje percebo melhor este meu amigo, por também eu ser "escritor de livros invisíveis"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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