sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A Nossa Publicidade (6)


O que me chamou mais a atenção neste cartaz publicitário do principio do século XX foi a nudez usada, numa época em que as mulheres se vestiam dos pés á cabeça.

As palavras expressas, «O vinho do porto Adriano Ramos Pinto dá alegria aos tristes e audácia aos timidos, como dizia o dithyrambo grego», foram muito bem escolhidas, para ilustrar as duas beldades, num quadro que se pode classificar, como um hino ao prazer...
Nota: Este cartaz só pode ser anterior a 1926, pois o nosso Salazar, tão puritano e religioso, não permitia estes abusos...

14 comentários:

  1. Deve ser anterior dessa época sim, onde afinal, saber ousar já era arte...


    Beijos de Maio*

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  2. O vinho devia mesmo dar audácia ao tímidos... Também acho que é anterior a 1926.
    Um abraço.

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  3. isto sim é sensualidade com arte. o busto dela é magnífico. se é do vinho do porto, não sei... beijo *

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  4. A estética desse tempo ainda hoje me fascina. Quer pelo traço do seu desenho, quer pelas cores que utiliza, quer, ainda e sempre, pela modernidade das suas linhas e da sua linguagem. Muitas vezes damos por nós frente a um objecto ou pintura achando-o muito moderno e, quando reparamos, é um avôzinho de 100 anos de idade! É uma das épocas que privilegio, mesmo.
    P.S.: Sim, certamente anterior à Idade das Trevas...

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  5. Belíssimo! E que publicidade arrojada para a época. Ainda bem que descobriste este cartaz.


    É imperdoável que não te tenha falado nisto. Há muito que ando para fazê-lo, mas vai passando... É que acho que deste mesmo com a "essência" do nome. Parece-me que deixaste de ter dúvidas. E gosto da forma por ti encontrada.

    Beijinhos.

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  6. Pois era...

    Deve ser um cartaz da 1ª República, Maria Maio.

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  7. A beleza deve ser mesmo do modelo. A nudez sim, pode ter sido provocada pelo vinho do porto, já que dá alegria aos tristes e audácia aos timidos, Alice...

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  8. Levantaste o véu, Paula.

    É certamente uma obra "modernista", provavelmente inspirada de Paris...

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  9. É belo, de facto.

    Pois, descobri que eras de facto, orgulhosamente, Berta-Helena...

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