quinta-feira, dezembro 01, 2016

Vale Tudo Menos Morder a Língua...

São quatro mulheres, todas com idade para serem minhas mães. Se as quiser encontrar basta passar de manhã pelo "meu café".

Cada uma delas continua a valer pelo menos três páginas de jornal, tais são as novidades que trocam sobre o que se passa nas suas ruas e  também na rua dos outros. Têm uma particularidade que as une e transforma quase em editoras: sabem mais da vida dos outros que da sua própria vida.

Infelizmente as suas páginas cada vez têm mais notícias de necrologia. Sei que preferiam o tempo em que ofereciam na primeira página a "fotografia" da amante de qualquer "bom rapaz" que viram crescer, porque como uma boa parte das mulheres antigas, acham que são sempre "elas" que fazem e desfazem lares.

Hoje lembrei-me que se ainda fossem a tempo de  ter "facebook", eram meninas para se tornarem-se rainhas dos "likes".

Foi também por isso que pensei que o género de conversa que sempre cultivaram, aproxima-se mais das "revistas cor de rosa" (coitadas no seu tempo só existiam a "Crónica Feminina" e a Plateia"...) e das "redes sociais", que do mundo dos jornais...

(Óleo de Armando Barrios)

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