segunda-feira, outubro 20, 2008

Viram Por aí Rimbaud?

Arthur Rimbaud tornou-se uma figura quase mitológica, como acontece com quase todas as pessoas que morrem cedo demais, depois de prometerem tanto...
Foi assim com Dean, Marilin, Che, e com tantos outros.
O Poeta francês nasceu em Ardennes, a 20 de Outubro de 1854.
Extremamente precoce e um aluno brilhante, Rimbaud escreveu toda a sua obra na adolescência, entre os 15 e os 19 anos.
Isso talvez explique a razão de a sua poesia ser tão forte e visionária, além de possuir uma beleza tão inquietante. Foi escrita nos anos em que travamos mais lutas com o mundo que nos rodeia, por não nos adaptarmos com facilidade a todas as normas que os adultos nos querem impor.
Em 1871 Rimbaud partiu para Paris, onde conhece Verlaine, o amor e outros tantos artistas mundanos...
Desiludido com o amor e com as pessoas que rodeavam, partiu para África onde andou perdido quase vinte anos, sem voltar a escrever...
Voltou a França para morrer, quase anonimamente, num hospital de Marselha, a 10 de Novembro de 1891.
O seu adeus coincidiu com a edição da primeira colectânea dos seus poemas...
Felizmente durante todo o século vinte, Rimbaud, foi fonte de inspiração de imensos poetas e dramaturgos, que além de o popularizarem, deram uma dimensão mundial à sua obra poética.

O óleo que acompanha este texto é "O Rapaz do Colete Vermelho", de Paul Cézanne.

16 comentários:

  1. Arthur Rimbaud também é uma fonte de inspiração para mim...
    Um abraço Luís.

    ResponderEliminar
  2. Também gosto, deixo este...


    «Elle est retrouvée!
    Quoi? L' éternité.
    C est la mar mêlée
    Au soleil

    Mon âme éternelle,
    Observe ton voeu
    Malgré la nuit seule
    Et le jour en feu.

    Donc tu te dégages
    Des humains suffrages,
    Des communs élans!
    Tu voles selon...

    — Jamais l' ésperance.
    Pas d' oríetur.
    Science et patience,
    Le suplice est sur.

    Plus de lendemain,
    Braises de satin,
    Votre ardeur
    C' ést le devoir.

    Elle est retrouvée!
    — Quoi? — L' éternité.
    C' est la mer mêlée
    Au soleil.»

    Porque gosto,
    Beijos, Luís M.

    ResponderEliminar
  3. ...

    "Rolar nas feridas, no ar exausto e no mar; nos suplícios, pelo silêncio das águas e do ar assassinos; nas torturas que riem, em seu silêncio atrozmente encrespado."

    só tu, para nos trazeres esse abraço de Rimbaud...

    com elas, as palavras, te levo um abraço imenso...

    maré

    ResponderEliminar
  4. O Largo continua a fazer jus ao nome...
    E cá está mais uma linda tela a acompanhar.

    Abraço

    ResponderEliminar
  5. Passei e deixo saudações amigas

    ResponderEliminar
  6. "On n'est pas sérieux, quand on a dix-sept ans.
    - Un beau soir, foin des bocks et de la limonade,
    Des cafés tapageurs aux lustres éclatants !
    - On va sous les tilleuls verts de la promenade.

    (...)"

    e assim começa um dos meus poemas favoritos.

    rimbaud foi um dos melhores poetas de frança, se não o maior juntamente com baudelaire.

    um abraço
    jorge

    ResponderEliminar
  7. Bela homenagem ao poeta!

    Essa tela de Cézanne é linda, aliás, como todo o seu trabalho...


    Beijos de luz!

    ResponderEliminar
  8. Luis....

    que bom.

    que bom existir quem seja memória do Belo.



    beijo.

    ResponderEliminar
  9. palavras e abraços para ti, Maré...

    ResponderEliminar
  10. e vivam Rimbaud e Cézanne, Ana!

    ResponderEliminar
  11. tens razão Jorge, é um dos...

    ResponderEliminar