segunda-feira, junho 13, 2022

As Marchas, os Bairros e as Colectividades Lisboetas


Provavelmente o meu filho foi excessivamente sincero quando disse, ontem ao jantar, que não conseguia encontrar qualquer encanto nas marchas populares. Não suportava a falta de originalidade, que começava na música, praticamente igual há cinquenta anos, e sem grandes variações, de marcha para marcha.

A única coisa que tem mudado são os cenários e a coreografia. De ano para ano as roupas e os arcos das marchantes vão mudando de cor e de temática, assim como a forma como se apresentam.

Embora saiba que o meu filho tem razão, também sei que há coisas tão ou mais importantes, que o espectáculo na Avenida...

Sim, as marchas são hoje um dos principais incentivos para a sobrevivência de muitas das colectividades, que representam nestes dias festivos os bairros lisboetas. Estas participações, além de trazerem os jovens para o seu seio, animam os seus arraiais, que acabam por ser a principal fonte de receitas para as suas actividades do ano inteiro.

Normalmente nestes dia falo dos dois aniversariantes, os dois Fernandos e os dois Antónios, que continuam a ser tão importantes para Lisboa. Mas hoje apeteceu-me falar do Associativismo Popular Lisboeta...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


9 comentários:

  1. Eu acho piada às Marchas, confesso!

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  2. E seria tradição se tudo não fôsse igual há cinquenta anos?

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    1. As tradições podem modernizar-se, Severino. :)

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    2. Acredito e se calhar nem deixarão de ser tradição.

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  3. Bom dia
    Comparo as marchas populares às escolas de samba. São basicamente as mesmas á muitos anos ou seja não fogem muito da sua originalidade.
    Mas na minha opinião não devem acabar as tradições portuguesas.

    JR

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  4. Confesso que não vi.
    Quanto aos Fernandos merecem bem a nossa admiração.

    Abraço

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