Mostrar mensagens com a etiqueta Ginjal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ginjal. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 01, 2026

O Tejo com um Maio que promete amadurecer...


O Tejo está sempre em mim.

Basta aproximar-me da janela ou da varanda viradas para este, da minha casa.

Apesar desta nossa ligação diária, não dispenso descer até às suas margens e conversar, tu cá tu lá, seja no Ginjal ou na zona ribeirinha de Lisboa.

E neste primeiro dia de Maio, houve mais gente que também quis conversar e festejar este "Dia do Trabalhador", no Ginjal, sem o bulício citadino da gente de todas as idades, que quis deixar bem audível, que a lei que este governo quer aprovar só serve o patronato, cujos olhos cheios de cifrões continuam apenas virados para eles próprios... 

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, março 22, 2026

As conversas, as cerejas e os saberes...


Já escrevi sobre a conversa "Ginjal: memória e futuro", que aconteceu depois da inauguração da minha exposição de fotografia, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos", no "Casario do Ginjal". Gostei de conversar e de pensar sobre o que se foi dizendo, mas prefiro falar de outras coisas aqui no "Largo"...

Embora perceba que muitas vezes tem de se "cortar o mal pela raiz" (deve ter sido isso que se pensou e fez no Ginjal, com toda a terraplanagem que tornou o edificado que ainda restava das indústrias e das habitações numa montanha de pedras...), há o lado humano, que por vezes esquecemos (no meu caso por preconceito e por um ou dois mal-entendidos, protagonizados com os então novos habitantes deste espaço rente ao Tejo).

Cheguei a escrever no "Casario" sobre o absurdo destes moradores clandestinos terem chegado ao ponto de inventar portas para o "Corredor do Luís dos Galos" (que conheci sempre aberto), tornando-o aparentemente propriedade  "privada", com um bar e tudo no seu interior...

Foi este e mais um ou outro absurdo, que me fez pensar que aquela gente não era do Ginjal... Por entender que quando se ama a liberdade, não se tenta limitar a liberdade dos outros.

Claro que é apenas mais um absurdo - este meu -, porque o Ginjal quer-se que seja de toda a gente, no presente e no futuro...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sábado, março 21, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos" (e de conversas)


Inauguro hoje em Almada na sede/ galeria da SCALA, uma exposição de fotografia sobre o Ginjal. Escolhi como título, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos". Por a palavra memória ser um pouco "perigosa", normalmente anda em busca de coisas antigas, saliento o facto de todas as minhas fotografias expostas serem do século XXI.

Mas a palavra memória continua a fazer sentido, pelo menos para mim, porque as trinta imagens (são quase cinquenta, algumas foram transformadas em "mosaicos"...) que apresento foram tiradas ao longo de todo o século XXI e mostram um Ginjal, ainda com paredes e muita cor, o que já não existe, desde 2025, quando se resolveu terraplanar todo aquele espaço, cada vez mais povoado por habitantes clandestinos, que viviam em situações completamente indignas...

Há um movimento de antigos habitantes e gente que gosta do Ginjal, que tenta defender este espaço, para que ele não seja retirado a pessoas como eu, que tanto prazer têm em passear por ali, de mão dada com o Tejo. É por isso que depois da inauguração da exposição, decorrerá uma conversa, dinamizada por elementos deste movimento, intitulada: "Ginjal: memória e futuro".

Poderá parecer a muito boa gente que  estas conversas não fazem grande  sentido, por vivermos num tempo pouco receptivo à defesa de interesses colectivos. Como eu penso exactamente o contrário, acho que esta exposição é mais uma boa oportunidade para dizermos o que não queremos que transformem o Ginjal.

Penso que todos estão de acordo, em não querer que o Ginjal se torne numa espécie de Tróia (onde até as viagens de barco se tornaram quase um luxo...), com a invenção de vários condicionalismos que tentem limitar a passagem a todos aqueles que gostam de passear  pelo Cais rente ao rio e conversar com o Tejo.

Como os nossos políticos se distraem com facilidade, é preciso dizer isto aos governantes da nossa Cidade, de uma forma clara. 

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, outubro 09, 2025

As "mulheres-turistas"...


Não sei explicar porquê, mas cruzo-me com mais "mulheres-turistas" (duas a duas, três a três ou mais), que com "homens-turistas", pelas várias avenidas das duas margens do Tejo.

Fico com a sensação que elas viajam mais que os homens, pelo menos para o nosso país.

Posso estar enganado. Podem ser os meus olhos que se fixam mais nas mulheres.

A única certeza que tenho, é que, pelo menos o Ginjal e o Jardim do Rio são mais visitados pelas mulheres que pelos homens que chegam do mundo...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, agosto 03, 2025

Regresso (quase festivo) ao Ginjal


Ontem, tal como hoje, o dia estava quente, demasiado quente.

Tínhamos acabado de regressar.

Duas três frases batidas e a pergunta: porque não ir dar uma volta, ir passear ao lado do Tejo?

E fomos. 


O Ginjal esperava-nos. Tinha sido aberto de novo às pessoas, depois das "demolições".

Num primeiro olhar, parece mais amplo, por não ter paredes nem sombras. No Inverno, ainda se irá notar mais, embora também se esteja mais desprotegido do "mau tempo no Cais"...


Quem deve dar vivas, a este caminho aberto, são os dois restaurantes, com filas enormes, para quem quer ter o prazer de se sentar e estar duplamente a dar de beber e comer aos sentidos...

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, abril 10, 2025

Hoje foi dia do Ginjal ser notícia de televisão e de jornal


Quem como eu conhece o Ginjal há quase quarenta anos, sabe que todos os problemas de degradação do cais e dos velhos armazéns, não se resolvem apenas com a colocação de placas de xis em xis metros de "perigo de derrocada", como foi feito, pelo menos nos últimos 15 anos, pelo Município.

Também é mentira que existam pessoas que vivem no Ginjal há trinta anos, como disseram na televisão. Lembro-me de quando saíram os últimos moradores, em que havia a expectativa do começo da obras (andaram por lá máquinas a terraplanarem alguns dos armazéns em pior estado, mais próximos da arriba...). Foi há já mais de dez anos.

Sei que entretanto foram passando várias "tribos" pelo Ginjal, desde os romenos, profissionais da mendicidade, em toda a área metropolitana de Lisboa, que depois se mudaram para o Caramujo, até aos migrantes africanos (muito deles devem estar em situação ilegal....) que foram ocupando o "prédio azul" e também as antigas instalações do Clube Naval de Almada, que transformaram quase em "área comercial" , durante e depois da pandemia...

O curioso, é que neste espaço de tempo, não houve qualquer tentativa de expulsar estas pessoas, que viviam em condições de habitabilidade precárias e a espreitar o perigo, diariamente.

Até que chegou o dia de hoje...

E agora, à boa maneira portuguesa, existe um corrupio de "moradores", que dizem viver ali "desde sempre", e que para variar, querem que a Autarquia lhes dê uma casa.

E o Cais do Ginjal vai ficar uns tempos (certamente longos, pelo andar das obras em Almada) "fechado para obras", porque começa a ficar intransitável...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

 

quinta-feira, janeiro 02, 2025

O ano que começa...


Haverá quem mude de vida, de forma radical, por várias razões. Talvez as profissionais e amorosas sejam as que mais concorrem para essa necessidade de partir, de ser e fazer, diferente...

Claro que não vão estar à espera do começo do ano, para a tal mudança de vida, por vezes demasiado urgente (é quase uma questão de sobrevivência...).

Nós não queremos fazer coisas diferentes, neste ano que começa. Queremos sim, continuar a fazer as coisas que gostamos. De preferência, melhor. E se possível, com mais prazer ainda.

Talvez tenha sido por isso que ontem mal me levantei, escrevi mais que uma página de histórias, que vão tentar furar este tempo, que se quer afirmar quase "sem história", quase sem os valores que nos tornavam mais iguais.

Também fiz um passeio solitário e fresco pela margem do Tejo, num Ginjal que nesta altura quase que nem consegue ver o Sol (o que ajuda a perceber todos aqueles que só voltavam a fazer vida no Ginjal no começo de Maio, abrindo as janelas e as portas para deitar fora a humidade que devia deixar um cheiro estranho nas divisões das casas...).

Já Cacilhas, esconde o frio e agarra o Sol com tudo o que pode, desde as mãos aos pés, para sonhar com um mundo diferente, mesmo que o bom senso continue a estar longe de ser a melhor característica humana...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, setembro 11, 2024

«Todos faltamos a encontros. Uns mais que outros...»


Talvez algumas pessoas possam fazer da "falta a encontros" quase uma profissão. Talvez.

Outras, quase nunca faltam, mesmo aqueles encontros onde não apetece estar.

Foi o aconteceu à Rita, quando me ligou a meio da manhã. Perguntou-me onde estava. Estávamos separados pelo rio e pouco mais.

Foi ela que apanhou o cacilheiro e me levou de viagem pelo Ginjal fora. Precisava de me contar uma coisa. Aliás, duas.

Faltou a um encontro. E logo ela, que não se lembrava de falhar ou riscar qualquer marcação na agenda...

Foi quando eu lhe disse, com um sorriso: «Todos faltamos a encontros. Uns mais que outros...»

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


quinta-feira, agosto 22, 2024

Marés Vivas no Ginjal...


Quase tudo pode ser um "espectáculo", depende apenas do nosso olhar, daquilo que os nossos olhos querem ver.  

Graças às marés vivas as águas do Tejo subiram bem muito mais que um palmo durante as tardes desta semana. Lembrei-me de algumas aventuras curiosas vividas nas margens do rio perto de Vila Franca de Xira, quando o Tejo "transbordava"... 

Curioso, acabei por caminhar no paredão do Ginjal que estava quase ao "nível do mar", ao mesmo tempo que ia tirando algumas fotografias, aqui e ali.

Gostei bastante da fotografia que ilustra estas palavras.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, agosto 18, 2024

«As pessoas são mais bonitas ao longe»


A minha companhia ocasional durante a nossa caminhada à beira Tejo, além de não perceber o fascínio que o nosso país exerce sobre estas gentes de fora, de múltiplas nacionalidades, ainda menos percebe as filas enormes que elas fazem à beira dos dois únicos restaurantes do Ginjal.

Falei de exotismo. Ela sorriu. Acrescentei também que há sempre o Tejo, logo ali à mão...

Ela voltou a sorrir e a lembrar-me que ele não é muito simpático, ao cair do dia, junta-se ao vento e fazem "miséria". Respondi-lhe que isso era um refresco nestas noites quentes.

Quando regressávamos a Cacilhas ela sai-se com outra boa: «As pessoas são mais bonitas ao longe.»

Voltei a sorrir. Algumas sim, mas quem é bonito, é bonito a qualquer distância. Acrescentei.

Mas percebi o que ela queria dizer. Ao longe, não conseguimos ver os traços dos rostos das pessoas, que parecem mais jovens e bonitas à distância, porque a sua indumentária leve e o sol, são bons a fazer quase milagres...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, junho 28, 2024

Olhares de cá e olhares de lá


Ao olhar para as fotografias, lembrei-me das palavras de um grande retratista. Com algum humor, ele disse-me que depois dos candeeiros, dos bancos, das portas, das janelas e das árvores, aparecem sempre as pessoas.

Primeiro de uma forma tímida. Depois habituamo-nos a roubar rostos e bocados de corpos e nunca mais paramos. E sem darmos por isso, as pessoas passam a ser a melhor "paisagem" das fotografias.

E ainda me disse outras coisa, como há quem goste de ficar em fotografias, até era capaz de focar um ou outro sorriso...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, junho 12, 2024

O que havia antes do depois (continuação de ontem)...


Para ficarem com uma imagem do que existia antes de se erguer o tal muro no Ginjal, coloco aqui duas fotografias que dão uma panorâmica do que está acontecer  nesta zona rente ao Tejo, da Margem Sul.


Faz-me confusão a passividade das autoridades perante estes aparentes abusos. Parece que tudo é permitido em algumas zonas do Concelho...

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)


terça-feira, junho 11, 2024

A tentação de erguer muros...


O Ginjal está longe de ser "uma terra de ninguém", mesmo assim tem sido um espaço fértil em ocupações, de imigrantes de mais de uma nacionalidade. Um dos barrações, onde esteve alojado o Clube Náutico de Almada foi ocupado por "pseudo-artistas", que andam ao "lixo" pelas ruas da cidade, provavelmente quando esta dorme e criaram uma espécie de "quermesse", com livros, quadros, fotografias e mil e uma bugigangas, que devem vender à melhor oferta.

Só entrei naquele espaço logo no início, quando ainda estava aberto e eles ocupavam um espaço mais recatado. Pouco tempo depois começaram a colocar madeiras nas janelas e portas improvisadas, tornando o que era aparentemente público (abandonado, mesmo com donos...) em privado. Nunca liguei muito a este comportamento, que é mais normal do que parece. Quem ocupa, tenta tornar esses espaços seus...

Mas o que estranhei foi terem erguido agora, um muro em cimento, num espaço antes aberto (será para terem também o seu quintal "reservado"?)... 

Pois é... Mesmo quem vive às vezes preso entre muros, por muito que clame pela liberdade, assim que pode, faz também o seu murozito de estimação...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, fevereiro 16, 2023

"Uma Sereia Chamada Ermelinda"


Nos anos em que ando mais envolvido com projectos literários, leio menos.

O mais curioso, é esta quase pausa, começar logo em Janeiro, mesmo que no começo do ano ainda tenha bastante disponibilidade para ler.

Este mês pensei que talvez seja possível "fintar" esta quase paragem com a escolha de livros mais pequenos e interessantes... A minha primeira escolha foi a peça de teatro "Uma Sereia Chamada Ermelinda", da autoria de Alexandre Castanheira (lida em dois "actos"...). O mais curioso, foi ter assistido à peça em 2011 (ano da edição do livrinho que me foi oferecido pelo autor...), que se baseava no romance autobiográfico, "Cais do Ginjal", de Romeu Correia, encenada pela Associação Manuel da Fonseca, e nunca a ter lido.

Gostei de ler a peça, porque Alexandre Castanheira não se cinge ao "Cais do Ginjal" (pelo menos foi o que senti...), há por ali pequenas coisas dos "Tanoeiros", do "Tritão" e até de obras biográficas, como a história de vida de Armando Arrobas, que Romeu quase imortalizou.

E tem também uma forte componente de resistência e consciencialização política, através da Ermelinda, que é muito mais que uma "sereia"...

Foi bom reviver lugares e personagens (dentro e fora dos livros), numa obra que tem uma dedicatória muito singular e pessoal...


terça-feira, novembro 01, 2022

"Chuveirinhos" no Ginjal


Quando as marés se tornam mais "vivas" e existe alguma ondulação no Tejo, é possível avistarmos vários "chuveirinhos", naturais, ao longo do Ginjal. 

Isso faz com que seja preciso algum cuidado a passear no paredão. Ou seja, é boa ideia "contar as ondas", para circular em segurança.

Talvez esteja a exagerar, para tirar esta fotografia, tive de esperar mais que as "sete ondas" da colecção...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)



sexta-feira, setembro 23, 2022

Os "Pés Descalços" que têm Tiques de "Donos do Mundo"....


Ontem vivi uma cena quase surreal, no Ginjal.

Ao ver uma das portas de um dos barracões abandonados, aberto, entrei, com o objectivo de sempre: tirar fotografias.

Um fulano cheio de tatuagens que estava a limpar o espaço, deu-me um grito, de uma das pontas do velho armazém. Disse que só estava a tirar fotografias. Ele aproximou-se de mim e convidou-me da pior maneira possível a abandonar o espaço. Com alguma ironia, perguntei-lhe se era o dono do espaço. Irritado, apenas me disse que só podia tirar fotografias quando aquilo estivesse limpo.

A minha calma contrastou sempre com a sua agressividade, própria de quem não estava habituado a usar as palavras. Acabei por lhe virar as costas, sem conseguir que ele mudasse o tom de voz, quase sempre ameaçador.

Já no paredão, a caminho de casa, tentei perceber o porquê desta aparente agressividade de um "ocupa", que se comportou como "dono" do barracão. Mas depois lembrei-me do que acontece em algumas ruas de Lisboa, com disputas violentas de "sem-abrigos", na disputa de um simples vão de escada para passarem a noite. Ou seja, onde devia haver solidariedade, pelas dificuldades com que ambos se debatem diariamente, para sobreviverem, surge o ódio e a violência...

Estes exemplos só nos dizem que quando qualquer "pé descalço" se sente com algum poder, com alguma coisa que finge ser sua (quase nunca é...), tem o mesmo comportamento de qualquer falso "dono do mundo".

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, abril 08, 2022

A Vida em Roda Livre...


A vida funciona mais em roda livre do que imaginamos. Deve ser por isso que a partir de uma certa altura (lá para o chamado "meio da vida"...), deixamos de fazer projectos a longo e médio prazo.

Mas não é bem disso que eu quero falar. Às vezes estou um mês sem ver pessoas de quem gosto (quando não as procuro e o "acaso" não nos faz cruzar a mesma rua...) e depois acontecem dias como o de ontem, em que encontramos um amigo logo pela manhã, a quem oferecemos uma hora do nosso tempo, para matar saudades e ouvir meia dúzia de histórias deliciosas. Depois do almoço reparamos numa mulher de cabeleira ruiva e corpo esguio, que não nos é estranha. Mesmo a quase 100 metros de distância conseguimos "descobrir-nos". Eu desço a rua e ela fica à espera na esquina do café onde vai beber a bica. Depois ocupamos uma mesa da esplanada e mais uma conversa inesperada, agradável, sobre livros, pinturas, exposições e gentes que nos são queridas.

O "dia" para ser bom, podia acabar logo de manhã, mas não, prolongou-se para depois do almoço e guardou-me a melhor surpresa para o fim da tarde. Encontrei um poeta que não é poeta (diz ele, claro), quando ia ver o rio e desentorpecer as pernas, depois de ter passado uma boa parte da tarde a arquivar papeis, de pé, de cócoras, sentado e já sem posição.

Fez-me companhia e foi uma maravilha "convocarmos" tantos amigos, conhecidos e até desconhecidos (pelo menos para mim), para nos animarem pelo Ginjal fora...

(Fotografia de Luís Eme -  Ginjal)


sexta-feira, setembro 17, 2021

Regressos (felizmente) Mais Lentos...


Hoje  a meio da tarde descobri um paquete a despedir-se de Lisboa.

E percebi mais uma vez que à beira-rio é difícil não ter pensamentos "utópicos"...

Se pudesse escolher, preferia o regresso dos golfinhos à visita destas "cidades flutuantes", que deixam uma mancha nas águas do Tejo.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, agosto 19, 2021

Restam as Imagens, num Dia Especial...


Quase sem palavras, em mais um dia quente, restam as imagens...

Sim, hoje é o Dia Mundial da Fotografia. E por isso, deixo aqui uma fotografia feliz, de cumprimentos entre desconhecidos, da margem para a barca e da barca para a margem...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, agosto 15, 2021

O Pôr do Sol no Coração do Ginjal


Depois de um sábado com muito sol, foi bom sentir um domingo um pouco mais arejado, especialmente ao fim da tarde.

Foi por isso que foi uma excelente ideia irmos passear ao fim do dia e ver o pôr do sol à beira Tejo, no coração do Ginjal... 

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)