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terça-feira, fevereiro 10, 2026

Durante...


Durante muito tempo não iremos ouvir falar de "seca".

Durante algum tempo não iremos poder circular em várias estradas deste país, que muitas vezes parece de brincar.

Durante uns dias não iremos falar de outra coisa nas televisões, a não ser que surja por aí uma outra "tragédia de substituição"...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


domingo, fevereiro 08, 2026

Chuva, votos e populismos...


Apesar do dia chuvoso, não estou nada apreensivo com o resultado das presidenciais.

Não acho que seja possível a vitória do "populista de serviço", embora saiba que, seja qual for o resultado que tiver, ele gritará sempre como um vencedor.

É muito provável que tenha um resultado superior aos 30%, o que fará que cole na lapela do casaco ou num chapéu de fiscal de jardins, as palavras: "líder da direita" (para desespero do "conde de monteverde"...).

Mas se for abaixo dos 30%, continuará vencedor. Veste o fato de "calimero" (que também lhe assenta que nem uma luva...) e diz que teve de lutar contra tudo e contra todos...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, fevereiro 03, 2026

«Ó pai vai chover o ano inteiro?»


Vinha a subir a Emília Pomar e cruzei-me com um pai e uma filha que vinham da Escola dos Cata Ventos e entretanto começaram a cair uns pingos a convidarem-me a acelerar a marcha até casa.

Ainda tive tempo de ouvir a miúda de cinco ou seis anos perguntar ao pai: «Ó pai vai chover o ano inteiro?»

Ele não disse nada. Estava entretido a abrir o chapéu e farto de chuva, como todos nós...

Pensei que a minha filha era mais de fazer perguntas que o meu filho. E sempre foi assim pela vida fora. Talvez seja essa a norma, as mulheres são mais curiosas e gostam mais de perguntar...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, janeiro 25, 2026

A vida não está grande coisa para sonhos...


Quando estou a acabar um livro, deixo de ter tempo para quase tudo, até para a blogosfera, que deixa de ser o habitual espaço de recreação e também de reflexão.

Depois a "Ingrid" não me tem dado grande espaço nas ruas, muito menos nas esplanadas, para ouvir coisas que não têm nada a ver, mesmo que tenham tudo a ver...

Ou seja, quem anda nas ruas, esconde-se dentro de kispos e debaixo de chapéus de chuva, sem vontade para dizer bom dia ou boa tarde.

Quando passei por Cacilhas, no meu passeio higiénico, sem encontrar uma explicação palpável, fiquei a pensar no último encontro que tive com uma pessoa especial, rente ao rio.

Quase do nada ela perguntou-me: «Sonhas muito?»

Olhei-a meio surpreendido, antes de responder: «Jà sonhei mais. Muito mais!»

Pois é, a vida não está grande coisa para sonhos...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, janeiro 22, 2026

Escrever, sem escrever...


Podia escrever sobre muitas coisas, mas não me apetece.

Podia dizer que a culpa é da chuva, que não anda para grandes pausas.

E depois parece que a Ingrid está quase a chegar. Sempre gostei deste nome, por causa de uma senhora sueca. 

É por isso que não acho que seja nome que se dê a uma tempestade...

Mas não foi por causa da chuva que me esqueci que hoje era dia de cozido...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sexta-feira, outubro 31, 2025

Um Outubro que se despede em tons de cinzento...


Da minha janela, virada para o Tejo, olho o "melhor rio do mundo", pintado de cinzento.

Curiosamente, continua belo, mesmo sem ter os tons verdes e azuis habituais, graças às nuvens que escondem o Sol. 

Mas o Sol não se rende e tenta furar as nuvens que lhe dão banho, oferecendo novas tonalidades de cinzento e iluminando as águas do rio...

É o Outubro a despedir-se, quase num quadro a preto e branco, memorável...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sábado, abril 05, 2025

«Não eras tu que querias chuva?»


«Não eras tu que querias chuva?»

Não respondi, mas se calhar era, como quase todos os portugueses que passavam por rios ou barragens, com escassez de água.

Talvez agora seja o tempo de recebermos tudo em excesso. Aquilo que chamamos equilíbrio, perdeu-se há muito tempo. Agora recebes tudo ou nada...

Penso que o ser humano não nasceu para se confrontar diariamente com todos estes desafios. Não li estudo nenhum, mas de certeza que isto não faz bem à saúde mental de ninguém.

Claro que isto não serve de explicação, muito menos de desculpa, para violadores ou para os assassinos que não deviam andar por ai nas estradas, que matam e fogem...

Pois... Também é tempo dos cobardes. Há demasiados lugares que permitem às pessoas serem outras coisas (e até lucrarem com isso, com a fila enorme de seguidores...), ao ponto de se sentirem "super-heróis", e acharem que "podem fazer tudo"...

Eu sei que isto não tem nada a ver com a chuva, com rios, com barragens. 

Só tem a ver com as pessoas, com vaidades, com loucuras...

(Fotografia de Luís Eme - Constança)


quinta-feira, fevereiro 27, 2025

Gostar da chuva é coisa de poetas e de cronistas do quotidiano...


Temos poucos dias como o de hoje, quase de chuva ininterrupta, mesmo nos piores dias de Inverno.

Sim, hoje é quase impossível andar na rua, sem molhar os pés...

Nem sequer podemos beber o café nas esplanadas, temos de olhar para quem passa do lado de dentro dos cafés...

Foi ao balcão, a saborear este liquido que faz elevar a tensão, que pensei que gostar de chuva é coisa de poetas...

Acrescento um quase a esta coisa da chuva ser inspiradora para os poetas e os cronistas do quotidiano. Sei que o grande José Gomes Ferreira e a minha querida Maria Judite (de Carvalho) devem ter escrito coisas bonitas sobre essa coisa pouco agradável de andar de chapéu de chuva aberto pelas ruas. Mas como sabemos, especialmente nestes tempos estranhos, há "malucos" para tudo...

Felizmente, o Inverno do nosso país até permite que deixemos o chapéu de chuva em casa e aproveitemos as várias abertas, tal como a protecção das muitas varandas das avenidas, para conseguirmos ir andando até ao nosso destino, passando quase pelos intervalos dos pingos da chuva.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, abril 28, 2024

O que encontro de mais parecido com este tempo erróneo...


Este tempo anda de tal forma baralhado e enigmático, que farta-se de "trocar as voltas" aos meteorologistas.

Aquilo que encontro de mais parecido, por aqui, na Terra, são os políticos (de todos os continentes e quadrantes...). O que mais nos oferecem é instabilidade, errando com demasiada facilidade nas suas previsões e esquecendo as promessas feitas antes dos votos.

É um mal geral, não é apenas dos nossos: do "saloio", do "lento", do "mentiroso", do "chico-esperto" ou do "fala-barato"...

É caso para dizer que até a Chuva e o Sol, nos andam a tramar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, março 29, 2024

Pois é, as "mordomias" do funcionalismo público continuam a fechar museus...


Ontem não fui apanhado pelo "dilúvio", embora tenha andado pelas ruas de Vila Franca de Xira, que ameaçavam transformar-se em pequenos rios.

Tudo isto porque, "à última hora", apeteceu-me ir ao Museu do Neo-Realismo ver a exposição de fotografia de Alfredo Cunha.

Esqueci-me foi que estávamos em véspera de feriado e que a função pública tem particularidades muito próprias, como fazer "tolerância de ponto" (sempre que podem), fechando as suas instalações ao público.

Por poucos minutos (cinco), ou talvez não, é provável que fechassem as portas antes... embora o papel afixado na entrada do museu dissesse que a partir das 13 horas as instalações estavam fechadas e só voltariam a abrir depois da Páscoa.

Embora o tempo continue apenas bom para a agricultura durante esta quadra religiosa, não consigo perceber que instituições como o Museu do Neo-Realismo, não sejam mais importantes que o "funcionalismo público", que não pensem nos turistas que costumam aproveitar os feriados para passear  e podiam querer  conhecer esta "casa de história e de histórias", que venha a Vila Franca de Xira e descubra que "está de férias"...

Vou mais longe, não percebo (nem acho que faça muito sentido...) que um Museu que queira ser visitado por pessoas, funcione no modelo "das nove às cinco" e esteja fechado aos sábados, domingos e feriados (acontece em muitos museus municipais de Norte a Sul...), que é quando as pessoas que trabalham, têm mais disponibilidade para os visitar...

(Fotografia de Luís Eme - Vila Franca de Xira)


domingo, outubro 22, 2023

Parece que é desta...


Parece que é desta, que os calções vão ficar, finalmente, dobrados na gaveta do roupeiro.

Estamos quase no fim de Outubro. Cada vez o frio chega mais tarde, assim como a chuva, que ataca forte, embora só apareça de longe a longe...

Fingimos que não percebemos o que anda por aí, muito menos mudamos de hábitos...

(Fotografia de Luís Eme -Almada)


sexta-feira, setembro 29, 2023

Chove (muito) em Nova Iorque e faz Sol (muito) em Lisboa...



Não sei se toda a água que está a cair e a inundar Nova Iorque, contribuirá para que os Estados Unidos da América, percebam que o caminho não é o "continuar a poluir", como se as alterações climáticas fossem apenas uma coisa de "maluquinhos"...

Tal como não sei se todo este Sol, de tudo menos de Outono, que pinta Lisboa com cores suaves, faz com que se volte a retirar os carros da Baixa, por muito que o "mayor" da Capital goste de andar de "cu tremido"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, dezembro 16, 2022

Os Chapéus (pequenos) e a Chuva...


Não gosto muito de guarda-chuvas, apesar de reconhecer a sua utilidade em dias fartos de água, como os destas duas últimas semanas.

É uma coisa de sempre. 

Como sempre fui muito distraído, desde os tempos de escola que o normal era esquecer-me deles, aqui e ali, assim que aparecia o sol. 

É por isso que dou preferência aos chapéus "malabaristas", que conseguimos reduzir quase ao tamanho de um palmo e podem ser guardados no bolso. 

O único problema é a sua fraca resistência aos ventos que sopram tanto do Sul como do Norte...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, dezembro 13, 2022

Mais uma "Manhã Submersa"...


Depois do flagelo dos incêndios de Verão, começamos a viver, com alguma insistência (ironia das ironias, na continuação de um ano de seca extrema com as barragens quase vazias...) as cheias de Inverno, fruto de chuvas intensas. Chuvas que têm trazido à superfície as muitas insuficiências da maior área metropolitana, erguida com o pensamento direccionado no lucro fácil (inclusive das Autarquias...) e no conforto humano, ignorando as preocupações ambientais.

E depois, tal como há quem goste de viver com uma janela em cima do mar, também há quem pouco se preocupe se a sua casa foi construída em cima de uma linha de água e de um mais que provável leito de cheia.

Se nunca ligaram aos conselhos sábios de Gonçalo Ribeiro Telles, que andou anos e anos a "pregar para o deserto", de pouco vale  - aos muitos que vivem à espera de "milagres" -  pedirem ajuda a Santa Bárbara, agora que chove...

O que não deixa de ser curioso é vermos a lata de alguns autarcas, como é o caso do presidente da Câmara de Oeiras, com quase quatro décadas de poder, a aproveitar o tempo de antena televisivo que lhe dão para dizer banalidades e fingir que os problemas de Algés e do Dafundo, se devem apenas à "chuva intensa" e às "marés". Mas ali está ele (e outros eles, por esse país fora), pronto para fazer mais promessas, para somar às muitas que não cumpriu...

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


terça-feira, setembro 13, 2022

As Vindimas: Memórias sem Retratos...


Com a queda destas primeiras chuvas, neste Setembro que já vai a meio, lembrei-me das vindimas, que fizeram parte integrante da minha meninice, adolescência e começo de idade adulta.

Tudo o que faz parte deste trabalho agrícola colectivo continua a ser uma boa memória para mim, até mesmo as viagens acidentadas na direcção do Vale da Moira e do Arneiro. Sim, as vinhas do avô ficavam em locais cujos acessos eram extremamente complicados, pelo desnível e pelo mau estado daqueles caminhos. 

A vinha cujo trajecto era mais difícil ficava no Vale da Moira. Depois de sairmos da estrada principal, que ligava as Caldas a Santa Catarina, ainda antes das Trabalhias, apanhávamos um caminho plano e calmo. As coias só se complicavam quando chegámos a uma "linha de água" que fazia parte do caminho e  com o cheiro a Inverno se transformava num autêntico pantanal, ao ponto da parelha de bois e o carro ficarem com as patas e as rodas soterradas. O avô fazia o papel de um "picador" das touradas, usando a vara que tinha na ponta um bico afiado no lombo dos dois animais e fazia com que eles não ficassem imobilizados naquele terreno movediço. O pai e os tios ajudavam no que podiam, eu e o meu irmão víamos aquele "filme" de camarote... Aquela luta quase titânica durava três quatro minutos intermináveis. Mas o pior ainda estava para vir, quando o carro descesse até ao Vale, com a tina carregada de uvas...

Felizmente nunca aconteceu nenhum acidente, embora por vezes se perdesse uma ou outra bota no meio daquele lamaçal.

Lá estou eu a alongar-me nas minhas deambulações pela memória, quando apenas queria dizer que não existe nenhum registo fotográfico destas aventuras. Se fosse hoje sei que não perdia a oportunidade de fotografar toda esta viagem, assim como o ambiente festivo das vindimas...

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


segunda-feira, setembro 12, 2022

Um "Filme" com as Primeiras Chuvas


Sei que depois de uma hora de chuva, já há pessoas em pânico, com vontade de exclamar: «Que chatice! Estes aguaceiros já me estragaram o dia. Só devia chover de noite!»

É a vida.

Pois é, esta manhã está chover sem parar, as ruas parecem piscinas. Curiosamente ainda se vê muita gente de calções, não querem acreditar que a chuva veio para ficar uns dias.

Penso que além dos rios, das barragens, dos campos e das ruas, há tanta coisa a precisar de banho, até os carros (o meu que o diga...).

Fui ao barbeiro logo de manhã, sem chapéu (apenas com um tapa-vento...), e como gostei de tomar este primeiro banho de chuva, de ter de saltar os "rios de água" que se formaram nos passeios e estradas de Almada...

Antes do "banho", ainda fiquei parado uns minutos debaixo das arcadas da Praça da Renovação. Deu para ver uma menina com os seus cinco, seis anos, deliciada a passar pelas poças de água e a levantar ondas à sua passagem. De pouco valiam os quase gritos da mãe e da avó. 

Sorri. Também já fui quase assim...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, agosto 04, 2022

O Regresso da Chuva no Microclima do Oeste...


Ontem fui almoçar com a minha mãe às Caldas. 

Parti de Almada com o dia cinzento, mas depois de Loures, a tonalidade dos cinzentos começou a escurecer... E quando estava a chegar a Óbidos começou mesmo a chover. Durante dois ou três minutos as escovas do limpa vidros dançaram com alguma velocidade... Mas quando cheguei às Caldas a chuva já tinha sido substituída por uma "cacimba" que quase parecia maresia...

Normalmente estaciono o carro perto do Parque e dou uma volta pelo Centro da Cidade. Desta vez fui directamente para a casa da minha mãe. Mas quando percebi que a "cacimba" desaparecera e os cinzentos  clarearam ligeiramente, fui fazer o habitual giro, com passagens pelo Parque, Praça da Fruta, Rua das Montras, Borlão e Largo da Estação.

E fiquei a pensar que gosto muito mais dos dias de Verão do Oeste, mesmo com nevoeiro matinal, que nos dias com mais de quarenta graus ao sol e à sombra...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


domingo, novembro 21, 2021

A Polónia e a Bielorrússia tão Longe...


Quase que parece que a Polónia e a Bieolorrússia ficam num outro continente, algures no Oriente, em África ou na América Latina, onde ainda existem mais que um tipo de seres humanos.

Mas não, ficam mesmo na Europa...

Com o passar do tempo, fomos perdendo a noção do que realmente devia contar nas nossas vidas. Talvez tudo comece na dificuldade cada vez maior em distinguir ética de moral, alimentando um egoísmo que faz com que se privilegie cada vez mais o "eu", ignorando o "nós". 

Talvez estejamos já num ponto sem retorno e não nos seja possível voltar a reencontrar a nossa condição humana.

Isso ajuda a explicar a nossa passividade em relação aos passos que temos de dar para tentarmos salvar a Terra, que nos acolhe com cada vez menos serenidade.

Pensei nisto enquanto chovia e fazia sol em simultâneo, a meio da tarde... e eu esperava que este vencesse a chuva, debaixo dum varandim...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, novembro 07, 2021

As Voltas que os Livros Dão...


Sei que se um livro tiver a sorte de pertencer a viageiros que gostem de ler (como o casal que ficou nesta minha fotografia, tirada na sexta-feira, a meio da tarde, no Ginjal), pode "escutar vozes" diferentes das que está habituado, ganhando também ele mais mundo, mesmo que viaje dentro de uma mochila ou mala.

Mas não é dessas "voltas" que quero falar. Na quarta-feira ainda caíram alguns pingos de água e eu como de costume, estava sem chapéu de chuva e tive de me abrigar por alguns minutos no exterior da entrada de um prédio. 

Fiquei à espera que o "São Pedro desligasse o chuveiro", quase à porta de um antiquário, que também vende livros. Fui olhando para a montra, mas como não era "a mesma coisa", acabei por entrar, porque sabia era melhor esperar a ver lombadas de livros, que estar cá fora a ver a chuva a cair. No meio de centenas de livros descobri dois de poesia, da autoria de almadenses. Sabia que um deles estava lá para casa, em alguma estante, o outro fiquei na dúvida. Mas o que despertou a atenção foram as suas dedicatórias. Estavam dedicados a um amigo que também escrevia livros e que nos deixara no final de 2020.

Acabei por meter conversa com o antiquário, para satisfazer a minha curiosidade e descobrir como é que os livros ali tinham chegado. Ele tinha milhares de livros em casa e como acontece nestes casos, a família acaba por vender quase todos os livros, por uma questão de espaço e também para ganhar alguns cobres. Foi quando me disse que um colega de Lisboa tinha comprado milhares de livros e ao descobrir vários sobre Almada, entrou em contacto com ele, para saber do seu interesse. E foi assim que alguns livros do escritor almadense voltaram a atravessar o rio, à procura de novos leitores...

O mais curioso nesta troca de palavras, foi ele ter ficado a saber mais sobre o escritor e sobre os livros que tinha de Almada, que eu sobre o "apeadeiro" lisboeta dos livros...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, fevereiro 10, 2021

À Espera da Primavera...


Tem chovido muito, mas como "perdemos a rua", nem sequer nos queixamos.

A Cidade precisa da Primavera... o Mundo precisa da Primavera... Nós precisamos da Primavera...

Precisamos de ver a vida a recomeçar, de ver as plantas a florirem...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)