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terça-feira, janeiro 20, 2026

Não sei quem fechou primeiro...


Não sei quem fechou primeiro, se foram os tribunais ou as finanças. Depois foram os bancos a decidirem transformar-se em caixas de multibanco. É esta a história de demasiadas cidades e vilas do interior...

Agora é a vez de fecharem restaurantes e salas de cinema, nos mesmos sítios onde já não existem os tribunais e outras coisas que tais... 

É normal. Sem pessoas, não há negócio que resista...

É também por isso que este mesmo interior, corre o risco de deixar de ter à venda jornais diários em papel...

Quem não parece muito preocupado com este estado de coisas, é o Estado do país (que temos a mania de dizer que somos todos nós, mesmo que seja mentira...).

Talvez os governantes que têm como apelido "estado" gostem destes vazios. 

Talvez gostem que quase toda a gente viva com a possibilidade de ver o mar...

 (Fotografia de Luís Eme - Castelo Branco)



quarta-feira, setembro 04, 2024

Uma cidade suja gerida por governantes cheios de nódoas e (no mínimo) incompetentes...


Um dos problemas mais graves da gestão autárquica em Almada é à falta de limpeza e higiene das ruas.

Além desta coligação contra natura (PS/ PSD) nunca ter resolvido o problema, apesar das promessas eleitorais - logo no primeiro mandado - conseguiu piorar tudo nas ruas e fazer com que a gestão anterior da CDU, se tornasse um bom exemplo (a todos os níveis).

O lixo não se limita aos contentores, ocupa o espaço público que os rodeia. Fica assim dias seguidos, sem que exista qualquer recolha. E o mais grave, é que não se sente a preocupação de resolver o problema com a população (que também está cada vez menos sensibilizada e acha que pode deitar tudo para a rua...). Este "deixa andar", além de ser grave em termos de saúde pública, é preocupante também ao nível da responsabilidade (que não existe...) política. Teoricamente, o pelouro é da responsabilidade do PSD, mas todo o executivo é responsável pelo que se passa nas ruas de Almada.

E nem vale a pena falar da vegetação que cresce por todo lado, meses seguidos, ou dos buracos nos passeios e nas estradas, que são companhia diária dos Almadenses, em praticamente todas as artérias do Concelho.

Tenho alguma curiosidade em saber o que é que esta gente pensa da sua acção governativa (e nem vou falar da cultura e do associativismo, áreas que me são queridas, onde nunca houve tanta falta de apoio ou de iniciativa...). Provavelmente estão preparados para cumprir mais um mandato e deixar tudo ainda pior, do que está, na actualidade...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, junho 12, 2024

O que havia antes do depois (continuação de ontem)...


Para ficarem com uma imagem do que existia antes de se erguer o tal muro no Ginjal, coloco aqui duas fotografias que dão uma panorâmica do que está acontecer  nesta zona rente ao Tejo, da Margem Sul.


Faz-me confusão a passividade das autoridades perante estes aparentes abusos. Parece que tudo é permitido em algumas zonas do Concelho...

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, março 05, 2021

Dividido entre Abandonos e Ocupações...


Há poucos dias, durante uma das minhas caminhadas, vi uns fulanos ao "ferro" nas instalações devolutas do "Clube Lisnave" e também da velha empresa da Margueira.

Vi que havia dois novos buracos na rede e dois dias depois entrei lá dentro, para tirar algumas fotografias (o retrato de ontem é de lá...). Acabei por me cruzar com os dois fulanos, que pelos vistos ainda não tinham levado o ferro todo. Sem que eu perguntasse, um deles tentou justificar-se, contou-me que estava desempregado e andava por ali a ver se arranjava uns cobres. Respondi-lhe para estar à vontade, só estava a tirar fotografias. Minutos depois o outro passou por mim a alguma distância, e provocador, disse: «Não me queres tirar também uma fotografia?» A minha resposta foi um virar costas.

Fiquei a pensar que uma parte das instalações, que devia ser de escritórios, ainda estava com bom ar (esquecendo o vandalismo do costume...), e que podia ter tido outra vida, outra utilidade, e nunca o abandono. Também pensei que nunca fora ocupada pela "gente sem eira nem beira", por se encontrar à beira da estrada.

Foi então que "regressei" ao Ginjal, porque dias antes tinha descoberto que a casa da Júlia (a última moradora oficial do Ginjal...) estava de novo ocupada, mas com uma inovação: desta vez tinha electricidade e tudo. Da janela da sua cozinha vi uma lâmpada florescente e ouvi música, além de vozes a cantar. Na altura pensei na "arte e engenho" desta gentinha, que consegue ir buscar luz, onde ninguém espera...

Também fiquei dividido em relação a estes espaços abandonados. Sei que se estiverem desabitados a degradação e a destruição é muito mais rápida, a melhor solução era oferecer-lhe uma nova "família". Mas também sei que uma boa parte destes "ocupas", quando abandonam estas "casas de abrigo", deixam-as sempre muito pior do que as encontram...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, novembro 18, 2020

Ruínas Urbanas...


O pior que podem fazer a qualquer sítio é abandonarem-no e deixarem-no fechado, sem qualquer uso, à espera que um dia "morra de velhice".

Fingem esquecer que os edifícios são muito mais resistentes que as pessoas. São feitos de pedra e cimento, podem durar décadas e décadas... até finalmente, desistirem de "existir".

Mas quem está de fora não tem melhor comportamento...

Assim que se descobre o seu abandono, começam a ser "sangrados", quase diariamente. A primeira coisa que cai são os vidros das janelas. Depois rebenta-se com uma porta, entra-se furtivamente e leva-se o que ainda resta e pode ser prestável, nem que seja num ferro velho. 

É mais ou menos nesta fase que os falsos artistas de rua, começam a borrar as paredes, tornando tudo ainda mais horrível e decadente...

Penso tantas vezes que era preferível oferecerem o edifício que vão deixar vazio, a alguma associação, a alguém que lhe pudesse oferecer uma segunda vida. Mas não, preferem assistir à sua decadência física, até não servir para nada e para ninguém...

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


segunda-feira, novembro 16, 2020

Não Conseguir Inventar Dias Desiguais...


Os dias são cada vez mais iguais.

Há várias coisas que estou a fazer cada vez menos. Escrever é uma delas. É por isso que até sou capaz de escrever "sobre nada", por aqui, para ver se não perco a mão.

E é também por isso que louvo todos os "criadores da pandemia", que conseguem aproveitar bem as oportunidades, mesmo que não caiam do céu.

Talvez não tenha muito a ver, mas a ficção científica nunca foi um daqueles interesses grandes, nem mesmo no cinema.

E mesmo que tente, tenho cada vez mais dificuldade em inventar "dias desiguais"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, agosto 31, 2020

Que Bem que se Está no Campo...


Se quisermos que os relógios tenham horas com mais minutos, a única alternativa é passarmos uns dias numa aldeia do interior, mas daquelas que não fazem parte dos circuitos publicitários televisivos, que vende de uma forma quase forçada, a ideia do "faça turismo cá dentro".

De repente é possível ler (muito...), conversar sobre tudo e mais alguma coisa (até da "irmã Lúcia" ou de "extraterrestres"...), dentro da noite, ilustrada com um céu cheio de estrelas... e até receber a visita diária nocturna de uma raposa, que nunca se aproxima demasiado, porque deve conhecer algumas das manhas dos humanos. 

E claro, para combater os quase quarenta graus, nada melhor que aproveitar a água da barragem, com a possibilidade de  ficar por ali até ao pôr do Sol, que até consegue pintar os corpos de um tom quase dourado.

Mas tudo o que é bom tem os dias contados... e sem darmos por isso, os tais "dias longos" chegam ao fim... e regressamos à "civilização".

(Fotografia de Luís Eme - Barragem de Idanha-a-Nova)

sábado, agosto 29, 2020

Fragilidades Humanas...


Eu sei que as separações deixam marcas (visíveis e invisíveis...).
Mas não estava de todo à espera, que os seus olhos fossem tão reveladores.

Olhei-a apenas por breves instantes.
E não gostei nada de a sentir tão frágil...

Foi quando voltou a colocar os óculos e fingiu ir ver o Tejo...

(Fotografia de Luís Eme - Quinta da Arealva)

segunda-feira, agosto 17, 2020

Andar à Volta do "Pântano"...


A maior parte dos lares que existem de Norte a Sul, são uma vergonha nacional.

Foram criados com um único intuito: ganhar dinheiro. 

É por isso que a maior parte das pessoas pagam condições de habitabilidade e de assistência que quase nunca terão, se esquecermos alguns lares "milionários" (onde curiosamente o "bicho" também entrou...), que só estão ao alcance de poucos. 

Como acontece com todos os "terrenos pantanosos", também estes são demasiado férteis, não sendo por isso de estranhar o aproveitamento político que a oposição de direita está a fazer deste "negócio".

O que me incomoda é que só há vontade de "apontar os dedos" ou de arranjar "bodes espiatórios", e não de obrigar o Estado a tomar medidas sérias e urgentes, fechando todos os lares que não oferecem as condições mínimas de higiene, segurança, alimentação e assistência médica.

Mas para os políticos, o que é mesmo bom é andar à volta das coisas, como se a vida não passasse de um "carrossel"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, agosto 14, 2020

As Nossas "Prisões" de Duas e Três Assoalhadas...


Um dos problemas que o confinamento colocou à maior parte das pessoas, foi o espaço reduzido com que se vive nas cidades... Não foram precisos muitos dias para descobrirmos esta nossa vida, quase de "prisão", fechados nos nossos apartamentos...

De repente lugares quase sem uso, como quintais, por muito pequenos que fossem, assim como algumas varandas, tornaram-se lugares apetecíveis, para se respirar no lado de fora do mundo.

Embora quem viva em vivendas também se possa ter sentido "prisioneiro" - todos perdemos a rua... -, já estou como o outro: "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

Todos aqueles que não têm uma segunda habitação, na praia ou no campo, sentiram-se ainda mais "prisioneiros". Nem sequer podiam olhar o calendário e escolher uma data para passar um fim de semana longe deste pesadelo, que como todos já percebemos, veio para durar...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, agosto 10, 2020

Tempos de Solidão...


Se tivesse de dar um título a esta fotografia seria, "Tempos de Solidão...".

Sei que é fácil encontrar por aí muitas esplanadas, cheias de gente... Mas também sei que há muito mais as pessoas, que passam a maior parte dos seus dias, fechadas em casa.

Pessoas que quase que só saem à rua para comprar os bens essenciais necessários para a sua sobrevivência... 

E nem vou falar da "solidão colectiva" (obrigatória...), das gentes que estão fechadas em lares, impossibilitadas de receber a visita das pessoas que mais amam...

(Fotografia de Luís Eme - Vila Franca de Xira)

terça-feira, julho 21, 2020

Estes Dias Quase Amarelos...


Estes dias quase amarelos, com  o Sol a brincar às escondidas com umas nuvens esquisitas, que deixam passar o calor, só escondem a luz, são no mínimo estranhos...

E depois, o corpo é que paga... como cantava o António. A roupa cola-se ao corpo, o suor escorre pela testa, mesmo quando estamos quase parados...

Nem as trovoadas nocturnas nos dão descanso.  

Sem darmos por isso, estamos cada vez mais perto do Norte de África...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, junho 23, 2020

Teatros & Enigmas da Natureza Humana...


Há sempre duas ou três pessoas que me perguntam se tenho escrito muito, agora que estou por casa. A esse nível a minha vida não mudou assim tanto, pois já trabalhava em casa. Mas o mais fácil é dizer que não, sem estar com grandes justificações.

Mas por acaso comecei a escrever duas peças de teatro (gostava de conseguir acabar pelo menos uma delas, e mais importante, vê-la ser representada, nem que fosse por um dos vários grupos amadores da cidade...), que como convém nestas coisas, tem muita verdade e alguma imaginação.

Os títulos dizem quase tudo: "Catálogo de Cores" (sobre o racismo) e "Da Minha Janela vi o Mundo" (sobre a pandemia). 

Vou falar apenas da segunda, em que a personagem principal é um trabalhador precário da cultura (técnico de som e luzes), sem coragem para ir "pedir batatinhas" aos muitos bancos alimentares que existem por aí. Esse papel é feito pelo pai, que passa duas vezes pela sua rua, dá uma buzinadela de carro e deixa um saco com produtos essenciais (e meiguices da mãe... sim, escrevi isto), cá em baixo à porta.

Mais coisas? A namorada deixou-o, para ir fazer companhia aos pais, depois de ter feito uma "quarentena" de um mês com ele...

Quando as pessoas começam a sair a rua ele tem uma cena de pugilato com um tipo que se estava a gabar na mercearia que também fazia de tasca e vendia cerveja a tipos que nunca deixaram de trabalhar, quase todos da construção civil. Um deles disse que desde que tinham inventado as "caixas solidárias" nunca mais comprara arroz, massas, bolachas ou salsichas lá para casa, enquanto mostrava os dentes amarelos. Ele ficou fora de si, chamou "filho da puta" ao fulano e deu-lhe uma pêra (embora seja ficção, conhecendo a natureza humana, é normal que estas caixas sejam mais aproveitadas por quem não precisa do que por quem precisa...).

E só para terminar, ele também reparou, através da janela, que um dos vizinhos da frente (tem vivendas à frente do seu apartamento, tal como eu...), aproveitou a pandemia para trocar de Porsche...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

terça-feira, junho 16, 2020

Quase que Estamos Proibidos de Chorar e de Sorrir...


A proibição dos festejos do Santo António, nos bairros lisboetas -  e um pouco por todo o país -, foram o primeiro grande sinal de que o regresso a uma vida normal, é uma grande incógnita.

E quando pensamos que todas as manifestações que eram animadas pela presença massiva de pessoas, estão proibidas, ou realizam-se com grandes limitações, experimentamos uma sensação estranha, é como se a vida ficasse quase parada.

Falo de casamentos, baptizados, aniversários, homenagens, procissões, mas também de festivais de música, de teatro, de cinema, além das festas populares (o exemplo do Santo António em Lisboa, diz tudo...), que alegravam os bairros e também as aldeias. E claro, dos jogos de futebol.

Mas até os funerais, que embora sejam manifestações com um sentido mais triste e introspectivo, não permitem que todos aqueles que se queriam despedir pela última vez de um amigo, o possam fazer...

Ou seja, quase que estamos proibidos de chorar e de sorrir...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, junho 05, 2020

Ter Razão Antes e Depois do Tempo


Normalmente a experiência de vida é o factor mais importante, para nos fazer "ter razão antes e depois do tempo".

Há algumas pessoas que gostam de dizer que "têm um dedo que adivinha". Mas só o dizem quando acertam qualquer coisa. Nas outras dez vezes que "acertam ao lado", ficam em silêncio.

Infelizmente a nossa sociedade ocidental nunca foi muito de privilegiar a sabedoria de quem viveu mais tempo e observou mais coisas. Pelo contrário, acha que as pessoas a partir de certa idade são um "estorvo". É por isso que o negócio dos "lares" tem prosperado, mesmo que a maioria não ofereça condições dignas, para que pessoas como nós, passem os seus últimos dias (a pandemia voltou a trazer este problema para cima da mesa... mas se calhar já houve alguém que o voltou a colocar na sua parte de baixo...).

Queria falar da razão que nos é oferecida pelo tempo... e já estou a fazer um desvio, embora isto "esteja tudo ligado", como gostava de dizer o poeta Guerra.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, março 09, 2020

Uma Manhã de Domingo na Praia do Rio


Passamos por muitos sítios, ocasionalmente. 

Estamos por perto e resolvemos ir ver as vistas...

Foi o que aconteceu na manhã agradável de domingo, para matarmos o tempo. Já que estávamos no Miratejo, resolvemos dar um giro até à Ponta dos Corvos.

Tirando o péssimo estado da estrada esburacada de areia, foi bom o depois... O passear na areia, rente ao rio e descobrir gente que se encontra e encontra a beleza do rio e do campo, num Março a querer agarrar o Verão...

(Fotografia de Luís Eme - Ponta dos Corvos)

sábado, março 07, 2020

«Porque sim...»


Há muitas desculpas que podemos arranjar para deixarmos de ler... Como em tudo na vida, umas são mais válidas que outras. 

Talvez a mais pertinente, e razoável, seja a natural perda de visão, "roubada" pelos muitos anos de leituras, que faz com que se demore mais tempo a ler e a perceber as palavras.

Foi por isso que quando ouvi um amigo, sem problemas de visão, desabafar: «Porquê continuar a ler, se me esqueço logo das histórias que estão dentro dos livros?»

Só consegui dizer: «Porque sim...»

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, fevereiro 01, 2020

O Silêncio e o Sossego Nocturno da Minha Rua


Espreito a rua deserta, da varanda. 

Descubro algumas luzes acesas no interior das casas dos prédios de frente, mas nem um vulto a cirandar pelas divisões. Provavelmente, estão todos sentados no sofá...

Olho para cima e descubro o céu pintado a várias tonalidades de cinzento, quase a prometer mais água para amanhã.

Quando "regresso" à minha rua, penso no seu sossego diário, especialmente depois de anoitecer. Sei que é este silêncio que faz com que o sábado adormeça mais rápido por aqui, que noutros lugares.

É por isso que me apetece chamar-lhe, "maldita rua". Não tem uma única loja do que quer que seja, muito menos um café ou bar, que deixasse entrar e sair dois ou três bêbados, capazes de partir um copo, dar um grito ou uma gargalhada na rua e conseguir o feito, de prolongar o sábado para dentro do domingo...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

terça-feira, janeiro 28, 2020

O Quase "Vício" da Arte de Rua


Andei a organizar as minhas fotografias de 2019 e reparei que tinha mais de um milhar de fotografias de "Arte de Rua", distantes dos rabiscos. Ou seja, pinturas com alguma qualidade e sentido, que dão quase sempre cor a lugares abandonados ou em ruínas...

Uma boa parte delas (muitas repetidas...) são do Ginjal. Embora se use e abuse dos ""rabiscos", de vez em quanto aparecem umas coisas giras, com a garota desta parede (Fábrica de Braço de Prata).

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, janeiro 16, 2020

Gente Castigada pela Vida Duas Vezes...


Ontem fiz uma coisa que está longe de ser das que mais me agradam, fui a um hospital  público como acompanhante, e onde, naturalmente, permaneci mais de um bom par de horas. Isso deve ter acontecido para sentir na pele que as coisas estão bem piores do que o "quadro que nos tentam pintar" e oferecer...

As pessoas que já estão doentes, são sujeitas a um martírio de horas, desde os tempos de espera, à forma como são tratadas, como se não lhes bastasse a maleita que padecem, ainda têm de ser "castigadas" pela desordem reinante da maior parte dos serviços...

Não sei se foi por estar a observar tudo aquilo que me rodeava, com atenção, que até acabei por não ficar excessivamente impaciente...

Outra coisa que me incomodou foi ver a falta de cuidado dos funcionários para com os doentes com gripe, que estavam por ali, lado a lado com as pessoas saudáveis e com os outros doentes, que não precisavam de "comprar" mais nada no hospital... 

(Fotografia de Luís Eme - Almada)