quinta-feira, julho 02, 2026
"Sempre que te encontro"...
segunda-feira, junho 15, 2026
Uma camisola cheia de metáforas...
Como mediano fotógrafo de rua, não perdi a oportunidade de lhe "roubar" uma fotografia, sem que ele desse por isso e mostrasse qualquer incómodo.
Senti logo que estava ali à minha frente, um objecto antigo cheio de metáforas...
Começava no número. Cristiano tinha vestido a camisola número dezassete em 2004 (a sete ainda pertencia ao Figo...). Entretanto, tinham passado vinte e dois anos. O jovem que tinha vinte anos, tem agora quarenta e dois.
Por muitos chás que tome, disfarçados de "elixires da juventude", o tempo não perdoa, especialmente em desportos altamente competitivos, como é o futebol.
O senhor da camisola não deve pensar como eu. Deve estar mais próximo do selecionador nacional, que por razões que a razão finge desconhecer, pensa que a melhor equipa portuguesa continua a ser Cristiano mais dez...
Pode ser que a meio do Mundial, a outra "razão" (a verdadeira) lhe mostre, que há muito mais mundo, para lá do "planeta ronaldo".
Se isso acontecer, pode ser que consigamos ser felizes...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sábado, maio 09, 2026
«Nem mas, nem meio mas. Sempre aceitámos estas regras»
Foi por isso que ele insistiu na "mesma tecla": «Nem mas, nem meio mas. Sempre aceitámos estas regras.»
Embora existisse alguma crueldade e frieza nas suas palavras, elas eram verdadeiras. A meritocracia sempre foi uma treta. E não houve revolução que conseguisse mudar isso...
A nossa vida foi vermos pessoas a passarem-nos pela esquerda e pela direita, não pela sua competência, mas sim por outros predicados. Os "olhos bonitos" também fizeram algumas misérias, mas houve sempre um outro lado, quase oculto, que tanto podia vir da parte da mãe, do pai, do avô ou do tio, que arrumava quase todas questões.
E isso acontecia quando ainda podíamos mandar um chefe de merda para qualquer sítio desagradável, seguros pelos "trabalhos para toda a vida"...
Fiquei a pensar, que apesar dos nossos cabelos cinzentos e das rugas que se instalaram à volta dos olhos, parece que estamos a ver melhor agora.
Parece... Os nossos filhos vivem os mesmos tempos que vivemos (ainda que sejam ligeiramente piores...), em que tínhamos a mania de que éramos felizes...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
quarta-feira, abril 08, 2026
Marcas de um tempo que não nos deixou saudades...
Sim, houve muitas pessoas que não voltei a encontrar nos cafés e esplanadas de Almada, porque aqueles dois anos que os obrigaram a estar fechados em casa, alteraram-lhe completamente as rotinas, além de também lhe diminuirem a capacidade física, já de si frágil...
O pior, é que muitas vezes só sabemos que já não estão entre nós, algum tempo depois de nos deixarem...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
A falta de "tempo" para mudar...
Sem estarmos à espera, destapam-se todas as nossas fragilidades, comuns à maior parte dos países, mesmo aqueles do primeiro mundo.
Sim, o Japão e os EUA, apesar do seu poderio económico não conseguem "fintar" a natureza, muito menos, domesticá-la...
Estão sim, melhor preparados, mais habituados, mais "maquinizados" para agir no minuto seguinte...
Raramente ficam paralisados, sem saber qual o próximo passo a dar, muito menos demoram uma semana a reagir...
O mais curioso, é que não é por isso que eles mudam os seus hábitos. Nem tão pouco abandonam as suas casas destruídas, que continuam a ser feitas quase de "papel".
Por aqui as coisas são diferentes. O vento não nos levou as segundas e terceiras habitações. E quando se fazem contas, são poucos os que podem e conseguem mudar...
As nossas fragilidades não são apenas físicas e mentais. Há a parte principal, a falta de um lugar menos exposto e que esteja à nossa espera...
A falta de "tempo" para mudar....
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
quarta-feira, dezembro 24, 2025
Porque é Natal...
Porque é Natal…
Esta quadra festiva
é de muitas coisas,
quase todas de apenas
um só dia.
sejam elas a
solidariedade
(que nunca se gasta,
pelo menos nos discursos…)
seja a própria
reflexão “cristã”
(que muitos
católicos querem que seja só deles…)
sobre este tempo que hoje nos divide mais do que nos aproxima.
Todos nós caímos na “esparrela”
porque o Natal continua
longe de ser quando um “homem quer”…
e festeja-se num só
dia do ano.
Parece-nos quase
sempre pouco, mas é apenas isso, uma aparência…
é suficiente para
juntarmos a família,
é suficiente para oferecermos
presentes
é suficiente para
nos sentirmos melhores pessoas…
E chega de conversa,
senão ainda começo a usar as palavras
obrigatórias para se
conseguir ser “miss mundo”…
Claro que vos desejo
BOAS FESTAS,
Mas não limito os
votos de SAÚDE, PAZ,
a um só dia, mas sim a todos os dias do ano.
Mas o que realmente todos
precisamos
é de uma grande dose de paciência para conseguirmos
sobreviver a este
tempo que contraria
os valores
humanistas, que nos foram deixados pelo
verdadeiro causador
do Natal, Jesus de Nazaré.
(mas até isso os
Americanos nos roubaram, ao imporem-nos o gordo das barbas brancas, que
se veste como se fosse do Benfica e tem umas renas voadoras
que lhe puxam a carroça…)
(Fotografia de Luís Eme - Seixal)
sábado, outubro 04, 2025
Existe mesmo uma "idade da sabedoria"...
Depois disse-me que eu estava quase a chegar à "idade da sabedoria" e que também iria começar a dizer não, cansado das tais conversas estéreis...
Não o levei muito a sério, limitei-me a sorrir.
Meia dúzia de anos depois, não só sinto, como sei que ele estava certo. A partir dos sessenta, passamos a ter menos paciência para tais as conversas de circunstância e para as futilidades. Só continuamos nessa vidinha, se não tivermos nada de interessante para fazer, além de olharmos para o nosso espelho favorito, que até é capaz de nos encolher a barriga e colocar mais cabelo na cabeça, apenas porque sim...
Se ainda tivermos vontade de fazer algumas coisas, começamos a ser mais selectivos, agarrando-nos ao que realmente nos interessa.
E às vezes, sabe tão bem dizer não...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
terça-feira, setembro 09, 2025
«A "estação das chuvas" é igual às outras coisas, foi forçada a mudar, a adaptar-se...»
É apenas um lugar-comum, que não tem de ser, nem é, tantas vezes verdadeiro.
Se estiveres sentado com uma pessoa que sabe mil e uma coisa que desconheces sobre aquilo que chamamos "tempo", que é quase sempre mais coisas que o uso que damos esta palavra simples. Sim, não fica presa apenas ao sol, à chuva, ao vento, ao calor ou ao frio...
Alguém disse que amanhã ia chover. Ninguém estranhou. Talvez pensássemos que chovera de madrugada durante o fim de semana e que também não se estava à espera, Fingimos que não acreditamos nos meteorologistas, mesmo que estes tenham uma tarefa mais difícil e sejam muito mais fiáveis que há vinte ou trinta anos. de domingo na manhã de sábado que acordámos.
O que ficou desta visitante-surpresa, foi uma frase simples, tão definidora: «A "estação das chuvas" é igual às outras coisas, foi forçada a mudar, a adaptar-se...»
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quinta-feira, agosto 07, 2025
Esta coisa de se viver mais tempo levanta uma série de questões...
Ao escrever sobre isso, estou a pensar sobretudo na qualidade de vida que se vai perdendo, à medida que fingimos ultrapassar o próprio tempo.
Penso nas fragilidades humanas, que se tornam cada vez mais visíveis, tanto físicas e mentais. Até nos pode dar a sensação de que se "inventaram" novas doenças, se nos esquecermos que o nosso corpo não está preparado para a "eternidade"...
Quem tem familiares entre os oitenta e os cem anos de idade, sabe do que estou a falar, assiste diariamente à perda de faculdades. É natural e tem de ser aceite de forma pacífica.
Claro que sei que há doenças que também vão aparecendo mais cedo, devido sobretudo ao modelo de vida citadino, muito menos saudável do que devia. O facto de se lidar diariamente com o "stress", de certeza que contribui para casos de demência, que por vezes surgem ainda antes da idade da reforma.
E não vou falar das questões sociais que se levantam, diariamente, em relação aos cuidados de saúde, por se perceber que o nosso país, não está estruturado para ter tanta gente de idade avançada.
O mais curioso, é notar que muitas destas pessoas, apesar das suas debilidades, não pensam "desistir de viver". Habituam-se a conviver diariamente com a dor e com as dezenas de comprimidos que lhes dizem que garante uma "vida mais saudável".
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sexta-feira, agosto 01, 2025
Não vale a pena olhar para trás
Não vale a pena olhar para trás.
O tempo de férias é sempre mais curto que o de trabalho, mesmo quando os dias não estão tão convidativos como deviam.
O "relógio humano" sempre foi tramado a fazer contas, os segundos que cabem num minutos tanto podem subir como descer, fruto das conveniências...
(Fotografia de Luís Eme - Algarve)
terça-feira, julho 15, 2025
Há sempre coisas que têm de ficar para amanhã...
Por ela estar envolvida numa iniciativa que estava a decorrer, deram-me um outro nome feminino, de uma espécie de secretária, com quem poderia falar e colocá-la a par de tudo.
Cheguei e perguntei se era possível falar com a tal senhora. Telefonaram e depois perguntaram-me qual era a temática, expliquei de uma forma sintética o que me tinha levado ali. Do lado de lá recebi a informação de que ela também estava muito ocupada com o mesmo certame e que o melhor seria aparecer noutra altura. Agradeci a atenção.
Depois de ter saído, segundos depois resolvi voltar a entrar. De repente tive uma ideia quase luminosa. Pensei que me poderia voltar a acontecer a mesma coisa, no dia seguinte, receber a resposta de que ela "estar demasiado ocupada para falar comigo". E então voltei à recepção e disse ao rapaz do telefone se poderia perguntar à senhorita, se havia uma hora em que ela me pudesse receber, no dia seguinte.
Enquanto esperava resposta, ainda desabafei que estava a ficar velho demais, para aqueles jogos, ainda por cima quando estava em causa um projecto colectivo...
Segundos depois, veio a resposta. Sim, era possível falarmos, às 16 horas, de quarta-feira...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, abril 09, 2025
A sina de partir, e voltar, só para ver se está tudo igual...
Falo do Gui, ex-realizador de cinema, e de certa forma, ex-português. Sim, mesmo que ainda não seja brasileiro no papel, é em tudo o resto, até como pai de "três crias" (é ele que gosta de chamar os filhotes assim...) com a Débora, que o tem ajudado a ser ligeiramente mais feliz do que era por cá.
Agora só faz publicidade e moda. O cinema ficou quase esquecido, porque há coisas mais importantes que andar em luta permanente "contra o mundo" e viver quase sempre de bolsos vazios e ficar com a sensação de que quando apresenta projectos, anda a "pedir esmola".
Diz que um mês destes aparece por cá com toda a prole e quer juntar as nossas famílias. Disse que sim, que será uma coisa boa.
Gozei com o facto de ele já falar com sotaque. Ele sorriu, quase orgulhoso, porque tal como Fernando Lemos e outros portugueses, sente-se mais feliz na confusão sul americana, que na pasmaceira europeia...
(Fotografia de Luís Eme - Seixal)
sábado, março 22, 2025
Encontro na cidade quase deserta...
Compreende-se: faz sol, depois frio, chove, o vento está por aí, algures, atrás de uma nuvem, dá um sopro ou dois e depois esgueira-se, para outra rua.
As pessoas ficam por casa, mesmo que seja sábado à tarde. Hoje não é dia do "chá das velhas"...
Foi por isso que gostei de ver o Carlos Alberto, com os seus quase noventa anos, a caminhar em direcção a casa, depois de beber a bica no café que fica ao lado do meu. Gosto do serviço mas a bebida escura é fraquita pelo que vou à concorrência.
Não foi difícil apanhar o Carlos, com o seu andar lento, apoiado com uma canadiana. Disse-lhe que gostei de o ver, sem medo de ser levado pelo vento. Ele sorriu e disse que, tem de ser, tem de sair de casa, todos os dias, nem que seja apenas para beber café...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
quarta-feira, março 19, 2025
«Vê lá se não sais muito de casa hoje, é que o "diabo" escolheu o dia para abanar tudo à nossa volta»
Sorri ao telefone. E não foi com uma anedota, foi com uma coisa parecida dita pela Rita, já em fim de conversa.
Depois de desligar, lembrei-me de uma pessoa especial. A avó dizia nestes dias que "o diabo andava à solta" e por isso havia mil e um cuidado com os animais da "quinta pedagógica" (ainda não as tinham "inventado", mesmo que elas já existissem...), para que não fugissem. Sim eram eles que mais nos faziam sentir que se iria passar algo de estranho, por isso relinchavam, uivavam, piavam e sei lá que mais...
E eu fiquei a pensar que todos os Deuses, grandes e pequenos, têm mil razões para libertarem a sua fúria pelo animal, que consegue a proeza de ser o mais inteligente, e ao mesmo tempo, o mais burro, de todos os que andam por aqui, nesta bola quase redonda que chamamos Terra, mesmo que seja mais mar.
O que posso dizer é que há muito tempo que não assistia a uma coisa assim. Tive de deixar a varanda apenas com a mesa e a sua cobertura, que parecia um balão e prometeu vezes sem conta, voar, mesmo que estive bem presa...
(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)
sábado, fevereiro 01, 2025
«Quem és tu, tempo?»
Foi quase de repente... e agora é Fevereiro.
Tanta coisa que era para ser feita em Janeiro, que nem sequer chegou ao papel...
Posso encher-me de desculpas, dizer que o tempo não ajudou, que a chuva até chegou ao Algarve.
Mesmo que seja verdade, é uma desculpa. Mais uma desculpa, entre muitas. As desculpas Fazem parte da nossa vida, e coisa curiosa, até nos ajudam a viver...
A única verdade que conheço é que nunca consegui andar à frente do tempo. E agora ainda fico mais para trás...
É por isso que te pergunto: «Quem és tu, tempo?»
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
domingo, novembro 03, 2024
Quando não falamos, pensamos...
As dores de costas eram cada vez era maiores, a pior posição para estar era sentada. Deitada, a vida tornava-se menos dolorosa, mas mais lenta. De pé, e a andar, não era mau de todo. Sentia-se mais viva, mesmo que as pernas fraquejassem, pois cada vez queriam menos andar...
Não se metia nas conversas, como noutros tempos, limitava-se a escutar e a olhar para os netos, tão crescidos, um deles já com a namorada ali presente. Todos eles andaram ao seu colo, todos eles foram apaparicados por ela, como devem ser pelas avós.
E ali estava ela, a pensar.
Sim, pensar. Pensar na vida, andar para trás e para a frente no tempo, trazer para o lado de cá aqueles que teimavam em ficar no lado de lá....
Quando não falamos, pensamos...
(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)
sexta-feira, novembro 01, 2024
O Dia da Procissão de Cacilhas (sem procissão...)
A Fanfarra dos Bombeiros desfilava e animava a Rua Cândido dos Reis com a sua música. Já quase no seu final os vários vendedores de castanhas e de farturas, preparavam-se para satisfazer as gentes que daí a nada iriam encher a rua e o largo...
Foi quando caíram os primeiros pingos, sem que o Sol fugisse ou quisesse dar tréguas ao mau tempo. O costume era haver uma pausa do mau tempo, enquanto a procissão passava pelas ruas de Cacilhas.
Mas cada vez percebemos menos o tempo (a tragédia do Sul de Espanha, é um bom exemplo...). E, apesar de todos os preparativos, a procissão não saiu mesmo à rua...
Até tivemos direito a uns trovões e tudo...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas - ainda com Sol...)
sábado, setembro 21, 2024
As memórias, com o tempo, tanto podem "azedar" como tornarem-se mais "doces"...
Temos dentro de nós algo que as pode tornar mais "doces" ou mais "azedas", à medida que os anos passam. Muitas vezes isso também acontece devido ao facto de sermos mais ou menos pessimistas.
Pensei nisso ao escutar o "passado" de um senhor com idade para ser meu pai. O mais curioso, é que à medida que ele ia falando, o informador da PIDE da história que contava, ia-se humanizando, caminhava quase para o campo aberto dos "gajos porreiros"...
De repente afastei-me do mundo dos resistentes e pensei no café que a minha avó fazia e que perfumava a cozinha da entrada e as divisões mais próximas. Cada vez que me lembro deste "perfume", a bebida fortificante (mesmo que ainda não de falasse de cafeina...) vai-se tornando mais saborosa. De certeza que a avó comprava do café mais baratinho que havia no mercado. Até porque não existiam nesse tempo as variedades e sabores de hoje.
Tudo coisas que não lhe retiram aquele gostinho, que ficou na minha memória: de "melhor café do mundo"...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
terça-feira, setembro 10, 2024
«Quando os anos passam por nós, sem nos apercebermos, é quase um descanso.»
Se for uma pessoa relativamente próxima, não demoro muito tempo a "chegar lá". Mas há vezes que nem sequer lá chego (isto acontece mais com a Mãe, que anda muito mais para trás no tempo. Sem se aperceber, fala da nossa Aldeia e do Bairro onde crescemos como se continuássemos por lá, mas na infância...).
É quando percebo que afinal a minha memória visual não é assim tão boa como penso (se bem que há casos de pessoas que não vejo há quarenta e cinquenta anos...). Sim, sai das Caldas com 18 anos, embora nunca me afastasse demasiado, as "visitas de médico" não são iguais ao "viver diariamente" num lugar...
Contava estas coisas ao Carlos, que fingia ler o jornal (tantas vezes que é a única pessoa que encontro a ler "notícias de papel"...) e que me disse: «Quando os anos passam por nós, sem nos apercebermos, é quase um descanso.»
Como de costume, ele deixou algo de enigmático a pairar no ar e na nossa mesa, antes de eu o deixar "preso" aos seus dois vícios, na esplanada do senhor Manel, os cigarros e os jornais...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, agosto 26, 2024
Sem escapar do "tempo"...
Mas diz-se tanta coisa...
Sei que não devia falar do tremor de terra (que não senti, estava a passar o fim de semana na Beira Baixa...), até porque as televisões vão estar a semana toda a convidar especialistas e "tudólogos" para nos explicarem tudo o que devemos saber e não saber.
Mas apetece-me falar disto, porque ao contrário do que acontece com as matas e a vegetação do nosso país, onde os incêndios têm quase sempre origem na mão humana, quando a terra treme, por muito palpites que nos sejam oferecidos, nunca se sabe bem o porquê, quanto muito apresentam-nos meia-dúzia de "porquês"...
Esquecem-se de que o Planeta onde vivemos, todos os dias nos dá sinais de desagrado pela forma como o tratamos, umas mais suaves outras mais fortes.
Mas como a maneira mais fácil de combater este calor, para a maior parte das pessoas, será alguém inventar um chapéu com "ar condicionado", a terra irá continuar a tremer, os furacões terão cada vez mais intensidade, tal como os períodos de seca e os de chuva serão cada vez mais terríveis...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
