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domingo, abril 20, 2025

O pouco peso da religiosidade nas nossas vidas...


Ano após ano, sente-se que o peso da religiosidade vai diminuindo nas nossas vidas.

O mais importante dos dias memoráveis já não é o seu simbolismo religioso e a história, mas a sua transformação em datas meramente festivas. Pouco interessa que o Natal festeje o nascimento de Jesus da Nazaré, e agora aa Páscoa, a sua ressureição, o importante é estas datas se terem transformado nas grandes referências do consumismo. Usa-se e abusa-se do poder económico e também da gastronomia.

Não deixa de ser curioso, que tanto o Pai Natal como os Coelhos e os Ovos, sejam hoje mais populares e festejados que Jesus...

Claro que é apenas mais um registo do nosso retrocesso civilizacional, da deturpação que se faz da própria história.

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


terça-feira, agosto 01, 2023

Cristão, sim, Católico, não...


Hoje cruzei-me com dezenas de peregrinos pelas ruas de Almada. Não foi muito difícil de perceber que não pertenço aquele mundo.

Enquanto regressava a casa fui visualizando a minha caminhada lenta de afastamento da religião católica, desde a adolescência. Senti desde cedo que não fazia qualquer sentido pertencer a uma religião que por muito que falasse dos "pobrezinhos", preferia a companhia dos ricos e poderosos.

Mas não deixa de ser curioso, que o episódio que ditou o meu "divórcio", tenha tido a intervenção directa de um padre... 

Mais por tradição (e alguma pressão dos avós...) que por outra coisa, os meus dois filhos foram baptizados. Na preparação do baptismo do meu filho mais velho, o padre fez uma coisa ligeiramente rasteira, disse que só baptizava o meu filho se eu e a minha esposa casássemos pela Igreja. Eu não me fiquei e respondi-lhe à letra, dizendo que era eu e a minha esposa que decidíamos se devíamos ou não casar pela igreja, não era ele. E acrescentei que se não quisesse baptizar o meu filho, havia mais igrejas e mais padres no Concelho.  

Esta conversa foi "remédio santo". O padre não voltou a falar em "casamento" e o baptizado realizou-se sem qualquer incidente na Igreja de Cacilhas. Mas eu percebi, de uma forma que considero definitiva, que não tinha nada a ver com aquele credo.

Poderá parecer estranho, mas continuo a sentir-me Cristão. Continuo a olhar para Jesus Cristo como o maior exemplo de humanismo no nosso Planeta. Ao contrário da Religião Católica, Ele, na sua curta passagem terrestre, esteve sempre ao lado dos mais pobres, dos mais fracos e desprotegidos...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, abril 26, 2023

Os Católicos e os Outros...


Neste momento está a ser transmitida na SIC, no "Essencial",  uma reportagem sobre a Igreja Católica e os abusos sexuais.

Nada do que estou a ver altera a minha visão sobre esta religião, cuja sobranceria sempre me fez confusão. Não consigo entender porque razão a maior parte dos católicos acha que está mais perto do Céu e de Deus, que o cidadão comum.

Até porque isto não acontece graças à sua prática diária (muitos não passam de uns "filhos da mãe", para não lhes chamar outra coisa...), mas sim à oração e ao pedido de perdão a Deus. E é isso que me incomoda mais nesta gente, que parecem fazer questão de cometer erros para depois serem perdoadas. Não consigo entender esta lógica de errar, pedir perdão, rezar, rezar, até se sentirem a flutuar no "céu". E depois têm o dia ganho.

Não falo de cor, tive uma educação católica, com catequese e missa aos domingos. Quando me consegui "libertar deste fardo" (deveria ter uns 12, 13 anos...), só voltei a presenciar missas em dias de festa (casamentos e baptizados). E é por isso que sinto que a maior parte dos membros do Clero, está mais próxima de Judas ou de Barrabás, que de Jesus Cristo...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)