Eu sei que são dores diferentes.
Provavelmente as de crescimento parecem ser mais dolorosas. Parecem...
Noto isso com a minha filha, que se prepara para entrar no mundo do trabalho, onde vai descobrir uma outra "selva humana", mais animalesca que nos meus primeiros tempos de operário, por vivermos uma época diferente, em que por vezes até se fica com a sensação de que já vale "tirar olhos" e tudo...
Sei que vai ter de "enrijar" os ossos... e o coração...
As dores de envelhecimento, ainda não me chegaram, pelo menos de uma forma que merecem qualquer desabafo mais sério. Percebo-as no contacto e nas conversas que tenho com a minha Mãe e com o meu amigo Chico. Sei que são dores diferentes, porque são de todas as horas, doer isto ou aquilo, é quase como respirar...
Aqui não há "analgésico" possível, ou "morfina" que resulte, para lá das viagens que poderá proporcionar, dependendo apenas da respectiva dose...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


