largo da memória
"Antigamente o Largo era o centro do Mundo." (Manuel da Fonseca)
terça-feira, setembro 22, 2026
"Um Café uma Rua e um Boné" (para o Jorge...)
segunda-feira, setembro 21, 2026
«Temos um gosto especial em acabar com as coisas, mesmo com aquelas que nos dão jeito»
Nunca falamos sobre o fim dos livros, por sabermos que é mais fácil acabar-se com o último homem que com o último livro. Muito menos sobre o "fim da história"...
Mesmo assim, acabamos por falar do fim de muitas outras coisas, graças ao espírito autodestruitivo humano, que aparece por todo o lado.
Nós sabemos que somos um país de malucos, mas deve haver outras razões mais estranhas para que existam tantos incendiários, de Norte a Sul. Embora as autoridades tentem amenizar o problema com as suas investigações e estatísticas oficiais, as evidências são quase sempre mais fortes que o que dizem os relatórios.
O Carlos está cheio de razão, quando nos diz que, «temos um gosto especial em acabar com as coisas, mesmo com aquelas que nos dão jeito.»
Ele não gosta que digamos isso, mas está cada vez mais parecido com o sr. La Palisse...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
domingo, setembro 20, 2026
Às vezes acontece, a porta estar fechada...
E eis que chego ao museu e descubro as portas estavam fechadas, com a informação de que só seriam abertas, no domingo, às 16 horas.
Como tinha outras coisas para fazer na parte da tarde, não apareci.
Claro que um domingo destes, de manhã, volto a passar pelo museu...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sábado, setembro 19, 2026
O "Traço Contínuo" é apenas mais uma razão para visitar a Casa da Cerca em Almada
Também sei que já estou naquela idade, que não quero convencer ninguém.
Mas mesmo assim, continua a fazer-me confusão que muitos almadenses nunca se tenham sequer aproximado da Casa da Cerca.
Podem não gostar do género de arte, mas há outros atractivos bastante agradáveis, como é o seu miradouro único, virado para Lisboa e para o Tejo.
E há também a possibilidade de se passear pelo seu jardim e pelos seus espaços exteriores, com várias janelas abertas para o "melhor rio do mundo".
Ou seja as 24 horas a desenhar, que vão encher de cor, hoje e amanhã, a Casa da Cerca, atrás de um "Traço Contínuo", azul, são apenas mais uma coisa agradável para ser fazer neste museu de arte contemporânea...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
sexta-feira, setembro 18, 2026
Um governo povoado de ministros que gostam de "pintar" a realidade com cores berrantes...
Mesmo que tivéssemos sido aumentados nos ordenados com valores entre os 10 e os 15 por cento, a maior parte dos considerados bens essenciais, sofrem aumentos semanais, que se se fizerem as contas ao ano, andam entre os 20 e os 50 por cento (alguns mais...), mesmo que os grandes retalhistas nos tenham habituado às embalagens de meio quilo, que parecem ficar mais em conta...
O senhor Almeida é apenas mais um governante, que gosta de "pintar" a realidade com cores berrantes, mas sem a arte e a qualidade de Bordalo II...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quinta-feira, setembro 17, 2026
Mais um adepto do "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço"...
Crato é apenas mais um político da "escola do cavaco", daqueles que nunca se enganam e gostam de apontar dedos aos outros. E logo ele, que cometeu erros como ministro em toda a linha, desde a pré-primária à universidade...
Por saber que foi dos ministros da Educação mais contestados - e considerado por muito boa gente o pior ministro desde a Revolução de Abril - resolvi fazer alguma pesquisa e encontrei um belo resumo do muito que se fez de mal às escolas e aos professores no seu mandato. Embora a minha escolha siga a direcção do quadrante político oposto, achei esta frase da socialista Alexandra Leitão (publicada no "Diário de Notícias de 22 de Maio do corrente ano...) a mais completa sobre a sua passagem como responsável pela educação:
«Em 2011, o Ministro da Educação, Nuno
Crato, afirmou que o Ministério era “uma máquina gigantesca que se acha dona da
Educação em Portugal. Eu quero acabar com isso”. E, na verdade, durante o
período em que Nuno Crato foi ministro, que correspondeu ao período de
intervenção da Troika, desapareceram quase três mil estabelecimentos escolares,
aumentou-se o número de alunos por turma, cortaram-se apoios educativos,
incluindo na educação especial, e retiraram-se 30.000 professores das escolas.
Detenhamo-nos neste último ponto. Quando já era previsível, atendendo ao perfil
etário dos professores, que num futuro próximo haveria falta de docentes por
causa das saídas para a reforma, o Ministério tirou do sistema dezenas de
milhares de professores, essencialmente contratados, ou seja, os mais jovens.
Estes professores foram até convidados a emigrar pelo Primeiro-Ministro Passos
Coelho.»
Mais palavras para quê, é um governante português, e está tudo dito...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, setembro 16, 2026
De repente parece que se descobriu a pólvora: " hoje lê-se mais mas lê-se pior"
Há muito tempo que sei que se lê mais, mas muito pior. Basta andar nas ruas e ver gente de todas as idades (sim, dos oito aos oitenta anos...), com os olhos presos aos smartphones, a lerem o "lixo diário" que lhes enviam, minuto a minuto, disfarçado de notícias.
Os cérebros de plástico dos fazedores de notícias e e da inteligência artificial passam o tempo a oferecer-lhes cabeçalhos sumarentos de apenas duas ou três linhas - usam a mesma técnica dos "tablóides", que têm sempre duas ou três notícias de capa, capazes de chamar a atenção de quem passa na rua, mesmo que depois a notícia seja ligeiramente diferente do título - pintando a realidade com as cores que lhes dão jeito.
Quem não tem hábitos de leitura (a maioria da nossa população...), além de "comer" facilmente gato por lebre, sente-se muito bem informado e capaz de discutir qualquer assunto, do país e do mundo, numa mesa de café ou na mercearia de bairro.
Vale quase sempre pouco, dizermos que não foi bem assim que as coisas se passaram. Ainda somos capazes de passar por mentirosos, por estarmos feitos com os jornais e as televisões, que ainda se esforçam por serem "fábricas de notícias" e não de entretenimento...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
terça-feira, setembro 15, 2026
A honra suprema de uma má actriz de telenovelas que faz o papel de jornalista com grande êxito
Mas mesmo assim achei que não podia perder esta "caricatura" de bairro, desenhada com tanta perfeição.
Falava-se de qualquer coisa na mercearia, e uma das senhoras dizia, "fale com a Tânia, que ela sabe", repetiu isto umas três vezes até que uma senhora, que tal como eu, pertencia ao clube dos "incautos" e "ignorantes" do lugar, curiosa, perguntou quem era essa tal de Tânia. A mulher que falava pelos cotovelos sorriu e esclareceu o assunto numa penada:
«E esta? Claro que sabe quem é a Tânia. Não conhece você outra coisa!» Sem que deixasse que alguém a interrompesse, virou-se para mim e disse: «É a loira que mora na rua deste senhor.» E depois concluiu, «Ela é a mulher mais bem informada do bairro. Como tem o cabelo amarelo e é avantajada de carnes, houve alguém com olho que a batizou, e muito bem, de Tânia Laranjo.»
Gargalhada geral. Até eu que não apreciava o estilo, conhecia esta "peça principal" do jornalismo de faz de conta do "Correio da Manhã"...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
segunda-feira, setembro 14, 2026
As perguntas que não sabemos responder...
Lembro-me que no jornalismo com bola usava-se muito a expressão "perguntas de mil paus", quando alguém se silenciava e fechava a caixa de respostas a sete chaves.
Ali o caso ainda era mais complicado. O artista em causa, com a "estrela de famoso", por vezes, parecia brincar com a inteligência dos outros, ao fazer obras de arte que se confundiam, aqui e ali, com obras públicas manhosas.
Tal como ele, eu também não sabia quem é que tinha inventado as "instalações". Nem estava muito interessado em saber, diga-se de passagem.
Entre outras coisas falou-me do monte de tijolos que encontrou uma vez expostos em Tavira. Mas quis ir ainda mais longe e recordou-me o episódio polémico com as vigas de ferro que colocou numa rotunda de Leça de Palmeira. "Escultura" que acabou por ser vandalizada, porque alguns munícipes, além de se sentirem "gozados" pelo artista, acharam que havia coisas mais importantes no Concelho para se gastar dinheiro e manifestaram-se da pior maneira possível.
Quem percebe um pouco de arte, sabe que escrevo sobre Pedro Cabrita Reis.
O mais provável é que sejamos demasiados "incultos" para querer colocar limites na arte, que vive mais do nosso olhar, que das imposições exteriores..
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas - não sei se o "artista" que virou um dos contentores do lixo de pernas para o ar, teve a noção de que podia estar a criar uma "instalação artística"...)
domingo, setembro 13, 2026
Quando os artistas mudam as "suas dores" e deixam de falar das artes...
Só me conseguia lembrar de um outro nosso amigo comum, que a partir de certa altura (é verdade que começou a visitar mais vezes hospitais que galerias de arte...), não conseguia começar uma conversa sem se queixar disto ou daquilo. Ela disse-me mais que uma vez, que era cada vez mais difícil falar com ele, que se tornara um chato, que só falava de doenças...
Depois de a deixar, fiquei a pensar que aquilo podia ser quase "epidémico". Ela estava como ele. Talvez o problema seja da vidinha. Sim, quando o mundo ameaça cair-nos em cima, aquilo que nos realizava até aí, pode deixar de ser importante...
De uma forma optimista, pensei que talvez conseguisse escapar a este epidemia, por ser um tipo estranho.
Sim, já que raramente falo com os outros dos meus "achaques" e até há muito "boa gente" que acha que isso não é muito normal...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa - detesto quando destroem a arte alheia como aconteceu neste caso...)
sábado, setembro 12, 2026
Viver com as coisas "fixas", que nunca mudam...
E não é por a escritora Rosa Montero ter metido esta frase dentro de uma das suas personagens, que banalizava as coisas: «Ela não sabia fazê-lo. Não sabia jogar esse jogo de intrigas nem conquistar pessoas com quem antipatizava.»
Eu também não sabia (nem queria...) gostar de quem não gostava de mim. Nunca consegui ser agradável para quem me é desagradável (e houve alturas que me esforcei...).
Sim, pudemos gostar de Jesus de Nazaré e achar o gesto magnânimo, de dar a outra face, uma estupidez...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)




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