terça-feira, abril 28, 2026

Um pequeno pormenor que distingue um bom de um mau político...


Não sabemos exactamente como se continua a viver na região de Leiria, mas fazemos uma pequena ideia, graças às notícias televisivas...

Milhares de pessoas, apesar dos apoios, continuam a fazer contas à vida, logo que se levantam. Nem quero imaginar o que passa pela cabeça dos pequenos empresários...

Foi por isso que achei curioso o aviso de Montenegro, de que não havia dinheiro para toda a gente. Ele disse, textualmente, para as gentes de Leiria e arredores se fazerem à vida, que ele só lá ia apoiar a selecção de pessoas do costume, construída através de cunhas e simpatias políticas.

Sei que Costa não fez as coisas de forma diferente. Não foi por acaso que, quando foi preciso reconstruir as zonas de incêndios, alguns autarcas tiveram de responder em tribunal pela sua dualidade de critérios e aproveitamento financeiro na distribuição de apoios. 

Mas o que ele nunca disse às pessoas, foi a verdade crua. Nunca as deixou ainda mais abandonadas e solitárias do que já se encontram...

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


segunda-feira, abril 27, 2026

O trabalho ainda com Abril no horizonte...


Ainda com Abril no horizonte, é bom não ficar em silêncio com a tentativa de alterar as regras do mundo do trabalho.

Os argumentos dos governantes e dos partidos de direita, não enganam ninguém. Tanto uns como outros,  não fazem mais que defender os interesses do patronato, numas nova Lei Laboral, que apenas têm como objectivo facilitar a tarefa de quem manda e lucra com o trabalho dos outros.

A memória existe para alguma coisa. E ela é a primeira a dizer-nos que os donos de qualquer empresa, nunca tiveram qualquer problema em fugir das suas responsabilidades, quando estão em equação direitos dos trabalhadores ou até pagamentos ao Estado.

Daqui a meia-dúzia de anos, estamos cá para ver, as mudanças que esta lei fez no País... 

Era bom que a produção subisse como prometem, tal como os ordenados dos "colaboradores", mas, infelizmente, o capitalismo é o que é (e o português ainda consegue ser mais miserabílista, em tudo)...

(Fotografia de Luís Eme - Barreiro)


domingo, abril 26, 2026

Que assim seja...



Concordo.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, abril 25, 2026

25 de Abril Sempre!


Liberdade é tanta coisa (felizmente).

O importante é termos sempre coragem de a expressar, de todas as maneiras possíveis.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, abril 24, 2026

quinta-feira, abril 23, 2026

A Liberdade com livros e os livros com Liberdade...


A proximidade do Dia Mundial do Livro com o 25 de Abril é um bom pretexto para afirmar que a literatura é uma das forma artísticas mais livres que existem, por estar muito ligada à imaginação, ao sonho, à história e às pessoas.

E também é uma forma de recordar, de resistir, de denunciar, de agir.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, abril 22, 2026

O que é que é isso, afinal, de se ser livre?


Sei que há alguma dificuldade, em se perceber, o que é isso, afinal, de se ser livre.

Digo isto por pensar que só conseguimos ser verdadeiramente livres, quando conseguimos respeitar (e até fazer uma vénia) a liberdade, de ser, e de viver, dos outros, que teimam em ser diferentes.

Durante muitos anos achei que o meu pai era o "homem mais livre do mundo", por ter a sensação de que fazia sempre o que queria. Hoje penso de outra forma, porque havia algum egoísmo na sua forma de ser livre (aliás, ele só conseguiu viver como um pássaro sem gaiola, porque a minha mãe sempre o deixou voar para onde lhe apetecia...).

Hoje percebo que ser-se livre, é muito mais do que fazermos o que nos apetece.

A nossa liberdade não deixa de estar ligada a outra palavra, não menos importante, a dignidade. Só somos dignos da palavra liberdade quando conseguimos respeitar, da mesma forma, a nossa liberdade e a liberdade dos outros.

Parece fácil mas não é... É por isso que se confunde tantas vezes o verdadeiro significado da palavra liberdade...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, abril 21, 2026

Abril é tudo isto, e muito mais...


Abril. É uma Revolução. Abril. É um Poema. Abril. É um Cravo. Abril. É uma Canção. 
Abril. É Liberdade. Abril. É Sonho. Abril. É Igualdade. Abril. É Fraternidade.
Abril. É uma Flor. Abril. É um Abraço. Abril. É um Sorriso.  Abril. É um Amor.
Abril. É História. Abril. É Gente.  Abril. É Filme. Abril. É Memória.
Abril. É um Marinheiro. Abril. É um Capitão. Abril. É um Soldado.  Abril. É um Companheiro.
Abril. É a Lua. Abril. É a Alegria. Abril. É a Paz. Abril. É a Rua. 


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, abril 20, 2026

Abril existe para todos (mesmo que algumas pessoas não achem muita piada)...


Sei que nem toda a gente gosta de Abril.

Também sei que isso tem pouco a ver com o que a sabedoria popular nos diz, das águas mil, até porque existem guarda-chuvas e a temperaturas é primaveril.

Tem sobretudo a ver com a "vidinha" e com a famosa "saudade", que não é apenas do fado. Continua a existir gente à nossa volta não consegue esquecer os privilégios que tiveram numa "outra vida", tanto na Metrópole como no Ultramar (mesmo que o tempo tenha ficcionado ligeiramente a realidade...).

Mas isso sempre foi o menos importante.

Importante é sentir que Abril existe para todos...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, abril 19, 2026

Abril também pode ser um sorriso (daqueles que ficam cravados na memória)...


No meu último livro falo sobre o Abril que descobri aos dezoito anos na Capital, na festa que foi desfilar pela primeira vez na Avenida da Liberdade (não sei quantas cidades do mundo se podem gabar de ter uma Avenida que tem o nome de Liberdade e é tão larga e comprida, ao ponto de dar a sensação que cabem lá todos os amantes de Abril...

Muito ao de leve falo de uma miúda amorosa, que conheci nesse dia 25 de 1981. Digo apenas: «E depois desci a Avenida da Liberdade de mão dada com uma miúda gira, a Esmeralda, que ainda gostava mais de liberdade que eu.»

Se hoje continuo tímido, com dezoito anos, era muito mais...

Lembro-me apenas de termos trocado um sorriso e de nos termos aproximado, de estarmos ao lado um do outro e de nos tocarmos, quase empurrados pela multidão.

E depois desfilámos os dois de mão dada. Sei que dissemos muitas vezes, "Abril Sempre! Fascismo nunca mais!"...

Parece ficção, mas aconteceu mesmo. Aos dezoito anos quase tudo nos é permitido.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, abril 18, 2026

Abril com Arte e Liberdade nas paredes de Almada


Tinha lido que iriam ser colados cartazes feitos por alunos num dos muros exteriores da Casa da Cerca, em Abril, mas só quando me dirigia para a inauguração da exposição de pintura, "Os Amigos" (na sede da SCALA) é que reparei numa quase multidão que enchia a rua, na tarde de hoje.


Depois de ver a exposição passei por lá e percebi que se estava a montar a tal outra exposição de Abril, cheia de cartazes com palavras, rostos, memórias, história, arte e liberdade, a céu aberto.

E sim Abril é tudo aquilo... 

E que nunca tenhamos medo de festejar a Liberdade, a Democracia, a Igualdade, a Fraternidade, em Almada, nas Caldas da Rainha ou em Albufeira...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, abril 17, 2026

«Estão a obrigar-nos a todos a brincar aos pobrezinhos»


A vida está mais difícil para toda a gente. O dinheiro vale cada vez menos, comparado com aquilo que se compra aqui e ali, obrigando a passar das marcas habituais para os produtos brancos... e a levar apenas meio quilo em vez do quilo habitual dos legumes e da fruta...

Só a meia dúzia de famílias do costume é que continuam a não contar neste hábito, que começa a ficar enraizado, de se brincar aos pobres, mesmo na quase desaparecida classe média.

Alguém se queixou na nossa mesa do valor da última factura da água, como se esta também tivesse atravessado o Estreito de Ormuz. Porque do gás, da electridade ou do petróleo, estamos conversados...

Quando o Carlos com o seu humor habitual disse que «estão a obrigar-nos a todos a brincar aos pobrezinhos», todos nós achámos que se tratava de tudo menos uma brincadeira.

À boa maneira portuguesa, sabíamos que a melhor solução para combater este dilema social, era não levar estas questões muito a sério.

Só que, como de costume, as coisas nunca são assim tão simples. 

Há muitas pessoas que não têm qualquer vontade de esboçar um sorriso, quando é preciso colocar pão na mesa para os filhos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)