largo da memória
"Antigamente o Largo era o centro do Mundo." (Manuel da Fonseca)
sexta-feira, abril 24, 2026
quinta-feira, abril 23, 2026
A Liberdade com livros e os livros com Liberdade...
A proximidade do Dia Mundial do Livro com o 25 de Abril é um bom pretexto para afirmar que a literatura é uma das forma artísticas mais livres que existem, por estar muito ligada à imaginação, ao sonho, à história e às pessoas.
E também é uma forma de recordar, de resistir, de denunciar, de agir.
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
quarta-feira, abril 22, 2026
O que é que é isso, afinal, de se ser livre?
Digo isto por pensar que só conseguimos ser verdadeiramente livres, quando conseguimos respeitar (e até fazer uma vénia) a liberdade, de ser, e de viver, dos outros, que teimam em ser diferentes.
Durante muitos anos achei que o meu pai era o "homem mais livre do mundo", por ter a sensação de que fazia sempre o que queria. Hoje penso de outra forma, porque havia algum egoísmo na sua forma de ser livre (aliás, ele só conseguiu viver como um pássaro sem gaiola, porque a minha mãe sempre o deixou voar para onde lhe apetecia...).
Hoje percebo que ser-se livre, é muito mais do que fazermos o que nos apetece.
A nossa liberdade não deixa de estar ligada a outra palavra, não menos importante, a dignidade. Só somos dignos da palavra liberdade quando conseguimos respeitar, da mesma forma, a nossa liberdade e a liberdade dos outros.
Parece fácil mas não é... É por isso que se confunde tantas vezes o verdadeiro significado da palavra liberdade...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
terça-feira, abril 21, 2026
Abril é tudo isto, e muito mais...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, abril 20, 2026
Abril existe para todos (mesmo que algumas pessoas não achem muita piada)...
Sei que nem toda a gente gosta de Abril.
Também sei que isso tem pouco a ver com o que a sabedoria popular nos diz, das águas mil, até porque existem guarda-chuvas e a temperaturas é primaveril.
Tem sobretudo a ver com a "vidinha" e com a famosa "saudade", que não é apenas do fado. Continua a existir gente à nossa volta não consegue esquecer os privilégios que tiveram numa "outra vida", tanto na Metrópole como no Ultramar (mesmo que o tempo tenha ficcionado ligeiramente a realidade...).
Mas isso sempre foi o menos importante.
Importante é sentir que Abril existe para todos...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
domingo, abril 19, 2026
Abril também pode ser um sorriso (daqueles que ficam cravados na memória)...
Muito ao de leve falo de uma miúda amorosa, que conheci nesse dia 25 de 1981. Digo apenas: «E depois desci a Avenida da Liberdade de mão dada com uma miúda gira, a Esmeralda, que ainda gostava mais de liberdade que eu.»
Se hoje continuo tímido, com dezoito anos, era muito mais...
Lembro-me apenas de termos trocado um sorriso e de nos termos aproximado, de estarmos ao lado um do outro e de nos tocarmos, quase empurrados pela multidão.
E depois desfilámos os dois de mão dada. Sei que dissemos muitas vezes, "Abril Sempre! Fascismo nunca mais!"...
Parece ficção, mas aconteceu mesmo. Aos dezoito anos quase tudo nos é permitido.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sábado, abril 18, 2026
Abril com Arte e Liberdade nas paredes de Almada
E sim Abril é tudo aquilo...
E que nunca tenhamos medo de festejar a Liberdade, a Democracia, a Igualdade, a Fraternidade, em Almada, nas Caldas da Rainha ou em Albufeira...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
sexta-feira, abril 17, 2026
«Estão a obrigar-nos a todos a brincar aos pobrezinhos»
Só a meia dúzia de famílias do costume é que continuam a não contar neste hábito, que começa a ficar enraizado, de se brincar aos pobres, mesmo na quase desaparecida classe média.
Alguém se queixou na nossa mesa do valor da última factura da água, como se esta também tivesse atravessado o Estreito de Ormuz. Porque do gás, da electridade ou do petróleo, estamos conversados...
Quando o Carlos com o seu humor habitual disse que «estão a obrigar-nos a todos a brincar aos pobrezinhos», todos nós achámos que se tratava de tudo menos uma brincadeira.
À boa maneira portuguesa, sabíamos que a melhor solução para combater este dilema social, era não levar estas questões muito a sério.
Só que, como de costume, as coisas nunca são assim tão simples.
Há muitas pessoas que não têm qualquer vontade de esboçar um sorriso, quando é preciso colocar pão na mesa para os filhos...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
quinta-feira, abril 16, 2026
O regresso de um mundo a "preto e branco"...
Mas basta olhar com olhos de ver, para o se tem feito com o SNS e com a educação pública, com a não contratação dos profissionais necessários para que as coisas funcionem com alguma normalidade... ao mesmo tempo que crescem ao lado hospitais e as escolas privadas...
Mesmo esta lei laboral, que anda de reunião em reunião, até que seja aprovada, aposta num corte significativo nos direitos dos trabalhadores, que já passaram a colaboradores há algum tempo, e cuja precariedade vai passar a ser entendida como "liberdade de acção e de mudança"...
Mas nem era disto que queria falar. Era sim do sentimento de um amigo antigo, que mesmo sem nunca ter sido comunista, nem antes nem depois de Abril, voltou a ver os outros a quererem colar-lhe este rótulo, apenas por se continuar a sentir humanista e gostar de ser livre.
A coisa mais curiosa que ele me disse ontem, foi que não é por lhe voltarem a chamar "comunista", que vai passar a chamar aos bandidos, tiranos e assassinos, que estão à frente da Rússia, do Israel, do Irão ou dos Estados Unidos, fascistas...
Claro que é no mínimo triste e desolador, voltarmos a ver tanta gente com vontade de roubar as cores ao mundo e querer que ele volte a ser apenas a "preto e branco"...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
quarta-feira, abril 15, 2026
Isto de gostar de olhar para aquilo que se mexe nas ruas, com olhos de ver, acaba por ter uma ou outra coisa que se lhe diga...
Como a minha Sofia sabe que olho para todo o lado menos para o chão, e que sou um tipo "cheio de sorte" (houve alguém que inventou esta patranha, de que pisar "merda" dá sorte...), fez com que pensasse logo que: "isto de gostar de olhar para aquilo que se mexe nas ruas, com olhos de ver, acaba por ter uma ou outra coisa que se lhe diga..."
O mais curioso, é que nem me apetece catalogar a personagem que "educa" o seu "bebé" a preferir a pedra da calçada do passeio ao espaço verde meio abandonado que fica a menos vinte metros...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
terça-feira, abril 14, 2026
«Sou um escritor de livros invisíveis»
Talvez por nesse tempo ainda existirem bastantes leitores de livros...
Apesar dos todo o optimismo de alguns editores, de que hoje há mais leitores e que se vendem mais livros, sei que são apenas mais duas mentiras, para juntar a tantas outras, deste nosso tempo. Tempo que perdeu a capacidade de olhar para dentro e para fora de si, e de se interrogar sobre o seu verdadeiro papel nesta bola cada vez mais achatada...
Hoje percebo melhor este meu amigo, por também eu ser "escritor de livros invisíveis"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, abril 13, 2026
As guerras das mulheres são diferentes das guerras dos homens...
Estou farto das mulheres que quando chegam a cargos de poder se transformam em "homens", sem precisarem de fazer qualquer mudança de sexo. Simplesmente se limitam a continuar a seguir a cartilha masculina de sempre, a exercer o poder como se tivessem uma pila entre as pernas.
Sei que em muitos aspectos, o maior adversário das mulheres nas últimas décadas, têm sido as próprias mulheres, por não conseguirem (ou não quererem...) sair deste registo masculino.
Embora agora até tenhamos mulheres especialistas em guerra, que falam com a mesma desenvoltura dos homens sobre armas e tácticas, nas notícias que abordam a realidade como se ela fosse quase uma ficção, continuo a acreditar que as suas "guerras" são muito diferentes das dos homens...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)