Mas acontece...
Talvez seja isso que nos faça perceber que a cor do sangue não deve ser igual para todos, pelo menos em algumas cabecinhas.
É possível que algumas pessoas pensem mesmo que têm sangue azul...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
"Antigamente o Largo era o centro do Mundo." (Manuel da Fonseca)
Mas acontece...
Talvez seja isso que nos faça perceber que a cor do sangue não deve ser igual para todos, pelo menos em algumas cabecinhas.
É possível que algumas pessoas pensem mesmo que têm sangue azul...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
Diz que é urgente agir, especialmente dentro das famílias.
A primeira pergunta que faço é esta: "quem são os pais destas crianças agressoras?"
Sim, são eles os primeiros, e principais culpados, desta agressão cobarde e preconceituosa.
Não venham culpar as escolas e a falta de auxiliares, muito menos as guerras que assolam o Planeta.
O problema começa e acaba nas nossas casas. Ponto final.
No meio desta atitude vergonhosa, só espero que não exista nenhum pai ou mãe, que ainda tenha ficado orgulhoso, do rebento que tem por casa, por ser bom a "bater no ceguinho".
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
Hoje ao almoço, nas Caldas, perguntei-lhe por que razão, na minha meninice e na do meu irmão, nos levava às matines do cinema e uma ou outra vez, ao Museu José Malhoa.
Disse-me que isso acontecia por passar muitos domingos sozinha connosco (o pai era caçador e preferia passar os domingos aos tiros que a passear com a família...) e que de vez enquanto, sentia necessidade de arranjar programas diferentes para nós...
Disse-lhe que foi graças a Ela, que gosto tanto de cinema e que me sinto tão bem dentro de museus...
(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)
A sua história continua a ser demasiado bonita e real, ao ponto de alguns a continuarem a achar mais próxima dos filmes e dos sonhos, que da realidade.
O único sangue derramado foi pela polícia política, que não gostou de ver o povo a encher as ruas, muito menos a dar vivas à liberdade.
Foi o seu último gesto, cobarde e assassino, que felizmente não conseguiu retirar a beleza ao vermelho dos cravos.
Embora a direita goste de encher a boca e dizer que o "25 de Abril não tem donos".
Têm razão, Abril não tem donos. Tem sim "pais" e "guardiões". Gente de todas as idades que vai gritar sempre, com orgulho: «25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!»
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Basta aproximar-me da janela ou da varanda viradas para este, da minha casa.
Apesar desta nossa ligação diária, não dispenso descer até às suas margens e conversar, tu cá tu lá, seja no Ginjal ou na zona ribeirinha de Lisboa.
E neste primeiro dia de Maio, houve mais gente que também quis conversar e festejar este "Dia do Trabalhador", no Ginjal, sem o bulício citadino da gente de todas as idades, que quis deixar bem audível, que a lei que este governo quer aprovar só serve o patronato, cujos olhos cheios de cifrões continuam apenas virados para eles próprios...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
Começa-se por se sentir a falta de ideias, depois vem a falta de imaginação, e até a falta de palavras, para conseguirmos descrever o nosso mundo e o mundo dos outros.
Também sei que na literatura este "sentir" acontece mais aos poetas, que gostam de escrever coisas bonitas e não encontram as palavras certas... descobrindo o que é o vazio, que encolhe ou faz desaparecer os poemas.
Eles bem olham para o céu, para o rio, para as pessoas, mas...
Tenho um amigo que quase foi obrigado a desistir de olhar o mundo com poesia. Começou a escrever prosa, coisas curtas, mas não é a mesma coisa...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Graças à popularidade do cinema e da televisão, o "estilo" tornou-se uma coisa facilmente copiável, mesmo pelos rapazes e raparigas mais modestos.
Pensei nisto enquanto esperava num banco por alguém que não iria chegar (fui enganado por uma secretária demasiado meticulosa, que me poderia ter dito esta coisa simples, "ele não veio hoje", em vez de me pedir para esperar...).
Ao olhar as pessoas que passavam para um lado e para o outro, vestidas para darem nas vistas, pensei para mim próprio que a coisa mais fácil de ser ter, é um estilo.
Tudo aquilo que se copia, acaba por ser mais fácil de se conseguir, porque apenas se tem de ser bom a "imitar", a "copiar".
Sorri ao pensar que quando se quer ser criativo e original, além de exigir bastante trabalho, pode ser uma chatice...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Milhares de pessoas, apesar dos apoios, continuam a fazer contas à vida, logo que se levantam. Nem quero imaginar o que passa pela cabeça dos pequenos empresários...
Foi por isso que achei curioso o aviso de Montenegro, quando disse, literalmente, que não havia dinheiro para toda a gente. Quem sabe como a "corrente" de apoios se processa, ficou esclarecido. Ele informou as gentes de Leiria e arredores para se fazerem à vida, porque só ia apoiar a selecção de pessoas do costume, construída normalmente através de cunhas e simpatias políticas.
Sei que Costa não fez as coisas de forma diferente. Não foi por acaso que, quando foi preciso reconstruir as zonas de incêndios, alguns autarcas tiveram de responder em tribunal pela sua dualidade de critérios e aproveitamento financeiro na distribuição de apoios.
Mas o que ele nunca disse às pessoas, foi a verdade crua. Nunca as deixou ainda mais abandonadas e solitárias do que já se encontram...
(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)
Os argumentos dos governantes e dos partidos de direita, não enganam ninguém. Tanto uns como outros, não fazem mais que defender os interesses do patronato, numas nova Lei Laboral, que apenas têm como objectivo facilitar a tarefa de quem manda e lucra com o trabalho dos outros.
A memória existe para alguma coisa. E ela é a primeira a dizer-nos que os donos de qualquer empresa, nunca tiveram qualquer problema em fugir das suas responsabilidades, quando estão em equação direitos dos trabalhadores ou até pagamentos ao Estado.
Daqui a meia-dúzia de anos, estamos cá para ver, as mudanças que esta lei fez no País...
Era bom que a produção subisse como prometem, tal como os ordenados dos "colaboradores", mas, infelizmente, o capitalismo é o que é (e o português ainda consegue ser mais miserabílista, em tudo)...
(Fotografia de Luís Eme - Barreiro)
O importante é termos sempre coragem de a expressar, de todas as maneiras possíveis.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)