quarta-feira, agosto 21, 2019

«Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»


Estava a deitar papeis fora quando descobri esta quase não pergunta. Fiquei na dúvida se era da minha autoria, se a tinha retirado das legendas de algum filme, ou se apanhei qualquer coisa parecida nas ruas.

Hoje de manhã, voltei a encontrá-la, aqui ao pé do computador. Pensei que ela por si só, já daria uma boa história, mesmo esquecendo o sexo (está aqui só para disfarçar)...

Antes de a escrever, li-a em voz alta: «Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»

Eu sei que terá muitas respostas, mais ou mais óbvias, sem termos de nos deitar em qualquer divã do mobiliário dos sobrinhos do Freud. Mas mesmo assim, dá que pensar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, agosto 20, 2019

Não, não foi Esquecimento...


Não, não foi esquecimento. 

Foi antes perceber que fazia pouco sentido festejar, apenas num dia, aquilo que festejo o ano inteiro...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

segunda-feira, agosto 19, 2019

Os Livros e a Flexibilidade do Corpo e da Mente...


A leitura  de uma história de ficção vulgar (os livros estão sempre a ensinar-me coisas, mesmo que sejam fraquitos...) fez com que olhasse para o meu dia-a-dia de um outro ângulo. 

Até concordei com a "teoria" de uma das personagens, que sentia que a perda de flexibilidade do corpo estava a ser equilibrada pelo aumento da flexibilidade da mente...

Sorria cada vez mais às "verdades absolutas" que lhe queriam impingir,  abraçado às suas queridas dúvidas... 

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, agosto 18, 2019

"Todos os Dias Pensamos em Si"


O que não faltam por aí, são mensagens enganadoras...

Só espero que a "Transtejo" não tenha esta mensagem colada nos vidros da Estação Fluvial do Barreiro...

(Fotografia - Lisboa)

sábado, agosto 17, 2019

«No Verão as mulheres, sem darem por isso, transpiram sexo por quase todos os poros.»


Tudo indica que o Verão já não se vai embora, neste Agosto intermitente, capaz de se disfarçar de Outono ou Inverno, por mais que leves momentos. 

Com mais de trinta graus, mesmo à sombra, os homens e as mulheres que passam por nós, usam menos peças de roupa e também mais leves. Algumas moçoilas abusam na "justeza" e na "curteza" das suas vestes e fazem com que a malta da minha mesa de café finja perder o controle do olhar.

O Jorge com  a sua poesia sem rima disse-nos que «no Verão as mulheres, sem darem por isso, transpiram sexo por quase todos os poros». Só não ficámos muito convencidos com o "sem darem por isso", mas não fizemos nenhum "cavalo de batalha" da frase do  nosso poeta. 

Quando vinha para casa fiquei a pensar que não fomos tão longe como iríamos noutros tempos...

(Fotografia de Luís Eme - Olhão)

sexta-feira, agosto 16, 2019

Descubra o novo Cartão...


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, agosto 15, 2019

O 15 de Agosto...


O feriado de 15 de Agosto ainda continua associado à Feira Anual  das Caldas da Rainha (que ainda se realiza, apesar de ter perdido o brilho de outros tempos...), pelo menos na minha cabeça.

Feira que fez parte da minha meninice, com o circo, o poço da morte, os carrinhos de choque, os carroceis, 0 algodão doce, as barracas de farturas e até os vendedores de quinquilharias...

(Fotografia de Luís Eme - Manta Rota)

quarta-feira, agosto 14, 2019

coligação de avulsos...


Estou a acabar de ler "Coligação de Avulsos - ensaios de crítica literária", de Abel Barros Baptista.

Nem todos os ensaios me despertaram o interesse, mas há um ou outro, cuja pertinência acabou por me fazer pensar, muitas vezes até fora das palavras do autor.

É por isso que vou apenas realçar um ensaio, O Surto da Ficção e a Capitulação da Crítica, com aquele que o autor considera "melhor representante" da tal capitulação. Mas vamos lá às palavras de Abel Barros Baptista:

«O atrás referido Grande Prémio do Romance e Novela (APE) constitui-se o melhor representante da capitulação da crítica. José Saramago, por exemplo, o mesmo que viria a ganhar o Nobel em 1998, foi quatro vezes preterido nesse prémio: viria a ganhá-lo apenas em 1991, com o Evangelho Segundo Jesus Cristo, numa altura em que o seu êxito internacional era irreversível, sobre esmagador. É irrelevante debater se os romances que venceram Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra ou História do Cerco de Lisboa eram melhores ou piores romances que estes: interessa sim, sublinhar que, durante toda a década de 80, a crítica, com pouquíssimas excepções, paralisada perante o sucesso de um escritor relançado inusitadamente, não encontrou meios de lhe entender os livros, como se precisasse de mais tempo para assimilar uma radical novidade, o que até nem era o caso.»

Eu não falaria em falta de "entendimento", preferia a palavra "preconceito". Neste caso particular o preconceito que existe em termos ideológicos, sobre o homem - que neste caso particular foi José Saramago -, ao ponto de se ser capaz de colocar o escritor num plano secundário...

terça-feira, agosto 13, 2019

Os "Galegos" do Século XXI...


É normal encontrarmos nos lugares onde se junta mais gente (de preferência turistas...), os "galegos do século XXI", que tem a vantagem de não andar com o respectivo barril de água a fazer a distribuição, quase casa a casa - dizem os antigos que era assim que se fazia em Lisboa e arredores, no começo do século XX.

"Os modernos" instalam-se em lugares estratégicos com geleiras, carregadas de garrafas pequenas de água, que vendem cada unidade a um euro, aos muitos sequiosos desprevenidos que andam por aí, a passear ao Sol... 

E o lucro é pouco menos que cem por cento...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, agosto 12, 2019

A Verdade e a Honestidade no Futebol


Não é por conhecer José Mourinho e achar que ele é um dos melhores do Mundo (que não perdeu qualidades, nem está desactualizado, como gostam de insinuar por aí...), que deixo de destacar Pep Guardiola, com quem me identifico mais como técnico, por que privilegia sempre que pode, o espectáculo futebolístico, desenvolvendo e apoiando a criatividade dos seus atletas.

Ontem ele disse uma frase que vai fazer comichão a muito boa gente, especialmente alguns futebolistas que dão a sensação de se preocupar mais com a sua imagem exterior que com a equipa onde jogam (e também os muitos jornalistas  e comentadores que invejam o seu êxito e dão sempre mais que cinco tostões por uma polémica...). Eis as suas palavras:

«O Rodri vai ser um jogador incrível para nós. Não tem brincos nem tatuagens e o cabelo é de um médio. Um médio defensivo deve ser assim e não pensar no resto.»

Concordo plenamente com o que ele disse. O médio que joga à frente dos defesas, é quem mais se deve preocupar com a equipa, quem deve ser mais eficiente e jogar da forma mais fácil (não é por acaso que são conhecidos como os "carregadores de piano"...), sempre com o pensamento do colectivo. Sei que quem percebe pouco de futebol vai tentar chamar-lhe preconceituoso e outras coisas feias.

A verdade e a honestidade fazem quase sempre doer. Neste caso particular irritam os "craques" que vão ao cabeleireiro dia sim dia não e estão a pensar mais na próxima tatuagem ou no brinco novo que vão comprar, que no próximo jogo...

(Fotografia de Luís Eme - Ayamonte)

domingo, agosto 11, 2019

(Sem Palavras)


(Fotografia de Luís Eme - Arealva)

sábado, agosto 10, 2019

Primeiro Eu, Depois Eu e Depois Outra Vez Eu...


Os "simulacros" involuntários provocados por uma greve, que ainda não começou, têm sido um bom teste para qualquer tempo de crise.

O egoísmo é a marca maior que fica, com os exemplos de quem corre para as filas das bombas de gasolina, apenas por que sim, ao mesmo tempo que decora a casa com "jarricanes". 

E não satisfeitos, ainda esvaziam as prateleiras dos super-mercados, como se viesse para aí qualquer "fim do mundo"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)