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segunda-feira, maio 04, 2026

Que famílias são estas? Quem são estes pais?


Quando algumas crianças, entre os cinco e os sete anos, resolvem agredir outra criança, cega, mais desprotegida que elas, não nos deve apenas fazer pensar. 

Diz que é urgente agir, especialmente dentro das famílias. 

A primeira pergunta que faço é esta: "quem são os pais destas crianças agressoras?"

Sim, são eles os primeiros, e principais culpados, desta agressão cobarde e preconceituosa.

Não venham culpar as escolas e a falta de auxiliares, muito menos as guerras que assolam o Planeta. 

O problema começa e acaba nas nossas casas. Ponto final.

No meio desta atitude vergonhosa, só espero que não exista nenhum pai ou mãe, que ainda tenha ficado orgulhoso, do rebento que tem por casa, por ser bom a "bater no ceguinho".

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, janeiro 03, 2025

A arte com e sem "areia nos olhos"...


Continuo a visitar exposições, sempre que posso e quando os artistas me dizem alguma coisa. Às vezes também são possíveis reencontros com alguns artistas, que nos fazem a visita guiada e com que quem se fala sobre tudo e sobre nada, seja das artes ou das vidas...

Não falámos de uma forma concreta sobre a banana e a fita isoladora cinzenta, falámos sim dos "intrujas", que se têm intrometido em tudo o que possa dar dinheiro na sociedade, inflacionando, sempre que podem os valores reais de casas, carros, jogadores da bola e obras de arte, entre outras milhentas de coisas.

Mas o mais impressionante não é transformarem qualquer vulgaridade em arte, é terem a capacidade de lucrarem com ela. Sim, não é para todos comprarem uma "banana" por dez mil euros e depois conseguirem vendê-la por vinte mil...

Pois é, convém andar com óculos por aí, nem que sejam de sol, por que vai aparecer sempre alguém, a querer atirar-nos areia para os olhos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, setembro 01, 2024

Extraordinários exemplos de superação e de alegria...


Não tenho assistido com a mesma assiduidade às competições dos Jogos Paraolímpicos, com que assisti aos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, nas provas a que tenho assistido, noto que transparece um maior companheirismo e também uma grande alegria, só pelo simples facto de estarem ali a participar na maior festa desportiva do mundo.

Mas o que mais me tem impressionado é a alegria destes campeões e campeãs, quando sobem ao pódio e recebem uma medalha, que não precisa de ser a de ouro. Há uma autenticidade expressiva que é capaz de emocionar qualquer pessoa, mesmo os que gostam de fingir que são insensíveis.

Nem quero imaginar o percurso cheio de obstáculos que estas pessoas tiveram de enfrentar, tudo o que passaram até conseguirem chegar aos Jogos. 

São dos mais extraordinários exemplos de superação para todos nós...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, agosto 12, 2024

O ouro inesperado de dois grandes campeões


A primeira imagem que me ficou gravada, depois da vitória inesquecível de Iúri Ribeiro e Rui Oliveira, na competição de ciclismo de pista, foi a alegria genuína dos dois jovens, para quem o sonho do ouro olímpico, era isso mesmo, apenas um sonho.

Mas felizmente há sonhos que se tornam realidade.

Claro que só se tornam realidade, quando se consegue lutar até à exaustão por eles, com espírito de sacrifício, inteligência e com a sorte dos campeões.

E foi isso que o Iúri e o Rui fizeram. 

E depois foi um espectáculo, dentro de outro espectáculo, protagonizado por quem ainda não acreditava no que tinha acontecido. 

Vou ainda mais longe, nunca tinha visto ninguém a cantar o hino de forma tão emotiva e feliz, depois de terem recebido as medalhas.

(fotografia de autor desconhecido retirada do site do "Record")


domingo, março 19, 2023

Rui Nabeiro: o "Patrão com Memória"...


O empresário Rui Nabeiro deixou-nos hoje. Teve todos os motivos para partir, com um sorriso no rosto, pelo legado empresarial e humanista que deixa atrás de si.

Li no "Cais do Olhar" do Sammy, que tinha dito um dia: «Hei-de ser um rico diferente dos que há por aí.» 

E foi mesmo muito diferente. 

Foi um rico, um patrão, um empresário com memória. Nunca se esqueceu de onde veio, nem nunca foi ganancioso, ao ponto de querer "tudo para si", como é comum no mundo empresarial português.

É uma pena para todos nós que o seu exemplo humanista, não seja regra, em vez de excepção, neste mundo capitalista cada vez mais "selvagem". 

Portugal seria um país muito melhor para todos.