Estou a começar a manhã, já escrevi algumas coisas no meu caderno, mas não era para escrever por aqui, tão cedo, só que não consigo escapar ao que posso chamar, meu bom gosto matinal (liguei a televisão e comecei a ver e a ouvir o concerto de Brian e Roger Eno na Acrópole de Atenas, na Grécia, transmitido ontem à noite na RTP2), sem resistir à vontade de partilhar esta musicalidade tão pouco popular, mas tão suave, quase doce, que me transmite coisas tão boas...
Gosto muito deste género musical (nunca me canso de ouvir álbuns como o "Cinema" do nosso Rodrigo Leão...).
Sei que toda esta suavidade é incompatível com os nossos tempos demasiado barulhentos. Mesmo assim não resisti em escrever algumas linhas sobre a música de Brian Eno, que não falou muito, mas é tão grande que até teve a humildade de se justificar por cantar algumas canções com a ajuda de uma estante com as letras: «As nossas músicas são tão antigas que já não me recordo das letras... ou então são tão modernas que também não recordo as suas letras.»
(Fotografia de Luís Eme - Évora)